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Casamento às Cegas: 5 lições de relacionamento do reality

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Casamento às Cegas: 5 lições de relacionamento do reality
Reprodução: Alto Astral

Casamento às Cegas: 5 lições de relacionamento do reality

Manter uma relação amorosa livre de brigas e à prova de diferenças não é tarefa das mais fáceis – ainda mais quando os envolvidos se conhecem há pouco tempo e logo partem para algo mais sério, como em Casamento às Cegas Brasil. O reality show da Netflix apresentando pelo par Camila Queiroz e Klebber Toledo exibiu seu episódio final na última semana e, entre uniões consolidadas e algumas desavenças, fez muita gente pensar sobre erros e acertos num relacionamento.

Você poderá conhecer mais detalhes sobre os pares no dia 4 de novembro, quando a Netflix exibirá em seu canal no YouTube a continuação chamada Casamento às Cegas Brasil, O Reencontro. Enquanto a data não chega, Alto Astral convidou a psicóloga Raquel Mello para comentar as lições que todo casal pode tirar do reality. Confira!

Carol e Hudson

Não tentar mudar o outro é benéfico para a relação

As diferenças do casal no início de Casamento às Cegas foram superadas e os dois toparam se casar. A advogada fez questão de ressaltar que o fato de Hudson não querer mudar o jeito dela foi determinante para a decisão do “sim”. Segundo Raquel, quando algo não está agradando no par o ideal é sentar e conversar, para achar uma solução que seja boa para os dois. Forçar o outro a mudar é o caminho certo para a desilusão.

Nanda e Thiago

Comportamentos machistas não passarão

Embora o casamento da dupla, no final do reality, tenha chocado o público, vários sites têm especulado que os dois não estão mais juntos. Os telespectadores se irritaram com o jeito controlador e com várias posturas machistas do rapaz, como reclamar o tempo todo do cigarro da noiva. Segundo amigas de Nanda, ela estaria agora com Mackdavid, outro participante com quem deu match na cabine.

Luana e Lisso

Abrir o jogo sobre vulnerabilidades é saudável

O casal trocou alianças, para felicidade geral da torcida. Luana, ao longo do reality, não teve vergonha de abrir o jogo sobre o medo que sentia de encarar um novo amor e ganhou pontos com o noivo. Conversar de maneira franca, objetiva e aberta desde o início é o passo certo para manter um relacionamento sadio, permeado por respeito e carinho.

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Ana e Shay

Dizer adeus às idealizações conduz a decisões acertadas

Um dos casais mais controversos de “Casamento às Cegas” não resistiu às diferenças. Ana destacou que as palavras de Shay não combinam com suas atitudes e afirmou que não queria mais viver sob idealizações. Fez certo, para Raquel, pois não existe relacionamento ideal, e sim relacionamento real. Manter os pés no chão é sinal de maturidade.

Dayane e Rodrigo

Intimidade do casal diz respeito apenas aos dois

Apesar da química evidente no início da atração – e depois de muitos percalços e lágrimas -, no altar Dayane mandou: “Obrigada por tudo, mas não!”. A bancária não gostou nem um pouco do fato do noivo ter compartilhado intimidades dos dois com amigos. Para a psicóloga Raquel Mello, o que acontece em um relacionamento precisa ser preservado e blindado da interferência de outras pessoas. Caso contrário, o romance pode sofrer impactos e até se pautar por opiniões de fora que não correspondem à realidade.

Fonte: Raquel Mello, psicóloga e psicoterapeuta clínica.

Fonte: IG Mulher

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Desabafo: “O dia seguinte foi o pior da minha vida: presa, sozinha, sem chão”

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Sandra Bullock em cena do filme
Reprodução/Instagram

Sandra Bullock em cena do filme “Imperdoável”, onde vive uma mulher que cometeu um crime, cumpriu a pena e agora volta a conviver em sociedade

Sandra Bullock  está de volta à Netflix, desta vez com o drama “Imperdoável”, onde ela vive Ruth, uma mulher que cumpriu 20 anos de prisão e agora volta a viver em sociedade. Assim como o título indica, nem todo mundo está disposto a perdoar pessoas que, em algum momento da vida, cometeram um crime. Com isso,  o debate acerca a reinserção social volta a pauta e ganha novos tons, especialmente por falar sobre uma perspectiva feminina.

Como o livro “Presos que menstruam”, de Nana Queiroz (Editora Record), mostra, mulheres sofrem mais com o sistema carcerário em todas as suas etapas e deixa marcas profundas na vida delas, incluindo a vida depois de cumprir sua pena. “Quando um homem é preso, comumente sua família continua em casa, aguardando seu regresso. Quando uma mulher é presa, ela perde o marido e a casa, os filhos são distribuídos entre familiares e abrigos. Enquanto o homem volta para um mundo que já o espera, ela sai e tem que reconstruir seu mundo.”

O iG Delas conversou, com exclusividade, com Natália Rodriges, 25 anos, presa em 2017 pela receptação de um notebook e três celulares. 

Voz de prisão

“Era um sábado lindo de sol, 08 de abril, um dia antes do meu aniversário de 21 anos. Fomos presos na Rua Guaianases, no centro de São Paulo. De primeiro momento não foi dada a voz de prisão, me vi dentro de um pesadelo. Jamais me imaginei naquela situação. Domingo, dia 09 de abril separaram nos dois e o meu desespero dobrou, eu estava com medo e sozinha. Fui transferida do DP (Departamento de Polícia) do Bom Retiro para o trânsito no mar murumbi e, de lá, para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franco da Rocha.”

A prisão

“Fui muito bem recebida. Conheci histórias malucas, de pessoas que estavam ali por necessidade, outras por costume, o que me deixou chocada eram as senhoras, tinham muitas senhoras. Na segunda feira eu recebi um documento onde eu recebi direito de fiança, eu só pedia pra Deus me tirar daquele lugar. Foram quatro longos e intermináveis dias. A comida parecia estar estragada, as noites eram mais longas que os dias, dava medo de dormir e acordar como elas dizem “com a cadeia virando” e toda guarda invadir as celas em busca de droga ou telefone (até onde eu fiquei sabendo, Franco da Rocha não tem nenhum dos dois, a segurança é pesada).”

Choque de realidade

“Em diálogo com outras mulheres, descobri que o abandono em CDP feminino é enorme. Mulheres que foram presas e os maridos se separaram, mulheres que foram presas com o marido e não tinha alguém que pudesse dar suporte, mulheres que chegaram lá sem ninguém e estavam a mais de um ano lá, sozinhas, sem poder ver os filhos ou qualquer outro parente, mulheres que foram presas grávidas.”

“Tive a sorte de Deus me direcionar pra um raio onde não tinha mulheres de alta criminosidade. As celas não estavam super lotadas, tinha uma cama (ou jegue como costumam chamar) pra cada uma. Dentro só tinha a ducha gelada (quente era no pátio) e a partir das 17h não podia sair mais ninguém até as 7h da manhã do dia seguinte.”

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A saída

“Fiz amizade com uma mulher que foi meu porto seguro, dormiu do meu lado, secou minhas lágrimas por todos os dias que esteve comigo. Ela tinha sido recapturada e não ia sair tão cedo. Meu alvará de soltura cantou as 17h na quinta feira e ela me disse “Eu sonhei que você ia embora hoje, agora eu posso pedir meu bonde pra um lugar melhor”. Eu saí com a promessa de que mandaria algo pra ela, e nunca mais tive notícias. Entrei em contato no CDP e ela já não estava mais lá.”

“Acordei na quinta feira atormentada, só queria chorar e dormir, não aguentava mais olhar pro céu e não ter saída, aqueles murros imensos e guardas armados pra todos os lados. Eu dormi e acordei com uma mulher gritando meu nome, porque meu alvará tinha cantado. Eu nem lembro como foi minha ação porque eu só sentia o alívio de estar saindo daquele lugar. Jurei pra Deus que nunca mais me colocaria na posição de perder minha liberdade.”

“Na saída encontrei minha mãe sozinha e um peso de culpa enorme. Assinei durante dois anos como L.A. (liberdade assistida). Fui grávida, com a minha filha nos braços, mas cumpri a missão de não faltar durante as assinaturas.”

Reinserção social

“Para mim não foi difícil voltar ao mercado de trabalho, graças a Deus. Eu fiquei seis ou sete dias presa, não sei ao certo porque pareceu uma eternidade. Eu engravidei um ano depois do que aconteceu. Então eu fui grávida e com a minha filha nos braços, todos os meses, por um ano, ao fórum, para mostrar que eu não tinha sumido e estava cumprindo com as ordens da liberdade assistida. Não podia ficar na rua depois das 22 horas. Tinham algumas regrinhas.”

“Sinceramente, o egoísmo e a ganância me levaram pra minha ruína. Era meu aniversário e o dia seguinte foi o pior dia da minha vida. Presa, sozinha, sem chão. Eu tive sorte de ter pessoas que me amavam pra me ajudar. Hoje eu sou mãe de uma menina de 2 anos e meio, estou casada com o mesmo homem que foi preso comigo. Mudamos a direção, mudamos de vida. Saímos da loucura e focamos em trabalhar. Temos nossa casa, nosso carro, nossa moto que conquistamos com muito suor e trabalho.”

“Se passaram 5 anos do que aconteceu e eu nem sei como vou explicar tudo isso pra ela (filha) um dia. Espero, desejo e alerto a todas as pessoas que estão nessa vida, que é um labirinto sem saída. Não desejo que a mãe de ninguém passe pelo que a minha passou.”

Fonte: IG Mulher

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