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Carolina Lekker, do Acre, é eleita a Miss Bumbum 2022

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Carolina Lekker venceu o Miss Bumbum 2022 com 11 votos de diferença para a segunda colocada
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Carolina Lekker venceu o Miss Bumbum 2022 com 11 votos de diferença para a segunda colocada

Carolina Lekker, representante do estado do Acre, foi eleita a “Miss Bumbum 2022”. A modelo de 24 anos recebeu 138 votos e superou a concorrência de 12 candidatas finalistas ao posto de dona do bumbum mais bonito do Brasil.

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Com 127 votos, a mato-grossense Laysa Padovani levou o posto de Vice Miss Bumbum deste ano. A catarinense Carolina Medeiros levou para casa a faixa de Miss Bumbum Bronze por ter ficado em terceiro lugar, com 126 votos.

O concurso ainda premiou a potiguar Thaynna Dantas com dois prêmios: a Miss Bumbum Simpatia (votação feita entre as próprias candidatas) e Miss Bumbum Fitness.

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A noite de premiação contou das finalistas Karine Matielle (Alagoas), Anne Lima (Rio de Janeiro), Juli Figueiró (Rio Grande do Sul), Deny Barbie (Distrito Federal), Day Reis (Pará), Laysa Padovani (Mato Grosso), Carolina Medeiros (Santa Catarina), Livia Nayara (Paraíba), Carolina Lekker (Acre), Thaynna Dantas.

Fonte: IG Mulher

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Ex-Rock in Rio, Roberta Coelho agora se aventura nos e-Sports

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Roberta Coelho e o time feminino de CS:GO do MIBR
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Roberta Coelho e o time feminino de CS:GO do MIBR


Os jogos eletrônicos transformaram a vida dos jovens brasileiros no início dos anos 2000. As tardes de milhares de adolescentes eram preenchidas por partidas intermináveis de Halo, Tibia, Perfect World, Diablo e World of Warcraft. No entanto, nenhum jogo movimentou esse público com tanta força como Counter Strike. 

Em 2003, nasce o primeiro time de CS do Brasil: a equipe Made in Brazil, formada originalmente pelo empresário Paulo Velloso. Com quase duas décadas de história, o MIBR passou por altos e baixos, e, ainda hoje, continua sendo um dos times de e-sport mais populares em todo o Brasil.

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A verdadeira transformação do time chegou só em 2021, com a contratação da primeira CEO da história da empresa, a economista e ex-CFO do Rock in Rio, Roberta Coelho.

Vida profissional

Carioca de nascença, mas residente da capital paulista durante a maior parte da infância, Roberta Coelho iniciou sua vida profissional no mercado financeiro, mas logo adentrou o universo corporativo. Durante 10 anos, a economista trabalhou na multinacional italiana Pacorini, referência internacional na logística de café, cacau e metais.

O talento de Roberta na comunicação com outras empresas a garantiu a vaga de diretora comercial na multinacional. “Comecei como gerente e saí como CFO da empresa. Nessa época, comecei a pensar que por mais que eu adorasse números, eu também gostava de me comunicar. Nasci dos números, mas amava negociar com os bancos. Eu adorava ir lá fazer as vendas e tudo mais, e surgiu o convite para a diretoria comercial”, declara.

filhos
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Roberta Coelho e seus filhos Guilherme, na esquerda, e Maria, na direita

Na mesma época, a profissional se tornou mãe. Aos 28, deu à luz Maria, e, aos 30, Guilherme. Mesmo com as novas demandas da maternidade, Coelho continuou investindo em sua carreira profissional. “Eu sempre adorei trabalhar. Sempre fui atrás de cargos que me traziam felicidade. Na vida, cada um tem o que acha importante, e, para mim, o trabalho com certeza é uma dessas coisas”.

Rock in Rio e Greenpeople

Em 2011, outra mudança revirou a vida de Roberta: o convite para o cargo de CFO do Rock in Rio. “Meu desafio era abrir o capital do Rock in Rio. Toda parte de profissionalização da área financeira passou muito pela minha mão. Eu abri o escritório do Rock in Rio em Nova York, em Las Vegas e em Los Angeles. Vivi super intensamente aquela história toda de festival”.

Depois de alguns anos no cargo, a economista começou a ter algumas dúvidas sobre seu futuro profissional: “Eu queria mais do que só ficar atrás de um computador”. Na época, Roberta recebeu uma proposta de emprego da empresa de sucos Greenpeople, mas estava incerta sobre qual caminho seguir. “Demorei 3 meses considerando aquela proposta, e então, decidi sair do Rock In Rio. Daí, demorei outros três meses para ver que não era para ter saído”.

“Esse momento foi uma experiência muito importante na minha vida. Foi quando eu realmente encarei o fracasso. Eu senti que tomei a decisão errada e vi que tinha fracassado nas minhas escolhas. Sou muito grata à Greenpeople por esse momento, foi de muito aprendizado”.

No período, a economista decidiu tirar um ano sabático: “Prometi que ia ficar longe da área financeira. Não durou muito tempo”. Um mês depois de sair da Greenpeople, ela estava de volta ao Rock in Rio, mas na liderança da área de novos negócios.


Roberta permaneceu quase uma década trabalhando para o Rock in Rio
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Roberta permaneceu quase uma década trabalhando para o Rock in Rio

“Fiquei responsável por todos os conteúdos não-musicais do festival. Na época, criamos o Digital Stage, que foi um palco exclusivo de influenciadores. Também desenvolvemos o Amazônia Live, que  foi o projeto socioambiental do Rock in Rio”. O maior projeto de Roberta, no entanto, nasceu em 2017: o espaço de games do festival, a Game XP.

“Fizemos uma pesquisa para entender um conteúdo que conversasse bastante com música, e chegamos a conclusão que os games tinham tudo a ver. Daí, criamos um bairro de games dentro do Rock in Rio usando as arenas olímpicas, e o batizamos de Game XP.”

A seção do evento oferecia disputas de jogos entre celebridades, stands de marcas, 1,4 mil metros quadrados de projeção e talk shows, além de uma grande arena de e-sports com campeonatos diversos. “Foi um sucesso. As filas para entrar nas arenas eram bizarras. As pessoas todas queriam ir lá ver curiosidade, já que a gente fez a maior tela de games do mundo”.

Depois do Rock in Rio, a Game XP se expandiu e se tornou um evento por si só durante duas edições seguidas. “Foi minha primeira experiência com o universo dos games”, declara Roberta. A pandemia, no entanto, pausou o crescimento do evento, já que a edição de 2020 foi cancelada devido ao coronavírus.

Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

“Minha geração não pode fechar os olhos para o potencial dos games”, afirma a economista

Depois de conhecer os games em 2017, Coelho mergulhou de vez nesse universo em 2021, quando foi convidada para se tornar CEO do MIBR.

MIBR

Quase duas décadas antes da chegada de Roberta, o MIBR já era conhecido internacionalmente pela performance de seus jogadores nos e-sports. Fundada em 2003 pelo empresário Paulo Velloso, a Made In Brazil é a equipe de Counter Strike mais antiga do país.

Na época, o time conquistou dezenas de títulos importantes, como o mundial da Electronic Sports World Cup (ESWC) em 2006 e o primeiro lugar na Dreamhack Winter em 2007. 

Com quase duas décadas de existência, MIBR é uma das principais empresas de e-sports do país
Foto: Divulgação/MIBR

Com quase duas décadas de existência, MIBR é uma das principais empresas de e-sports do país

Mesmo com muitas conquistas, a empresa encerrou suas atividades em 2012. O retorno só ocorreu em 2018, quando a empresa de jogos digitais Immortals Gaming Club (IGC) adquiriu os direitos da marca, que retornou às competições ainda no mesmo ano.

Até a chegada de Roberta, em setembro de 2021, o MIBR não contava com um CEO. As decisões do time eram coordenadas pela própria IGC.

“Cheguei aqui com o objetivo de fazer a organização crescer cada vez mais. Atualmente, o MIBR é uma organização global. Nossos times jogam em campeonatos internacionais durante o ano todo”.

Atualmente, o MIBR conta com sete times profissionais: CS:GO masculino, CS:GO feminino, CS:GO academy, Valorant masculino, Valorant feminino, Free Fire e Rainbow Six.

“Quero não apenas expandir a organização, mas também trazer a história da comunidade. A MIBR tem uma legião de fãs que eu sou apaixonada, e quanto mais experiência a gente puder entregar para esses fãs de todas as formas, melhor”.

Como uma das principais empresas do ramo de esportes eletrônicos no Brasil, o MIBR é destaque na presença feminina nos games. Dos sete times presentes na empresa, dois são totalmente femininos.

O time feminino de CS:GO da MIBR já conquistou o primeiro lugar em diversos campeonatos, como a Grrrls League 2021: Split #2, Grrrls League 2021: Split #1, e a WESG 2021 Female Latin America.

Perguntada sobre a participação da empresa na representatividade feminina nos esportes eletrônicos, Roberta afirma que o tema é uma de suas prioridades como CEO. “A MIBR vai continuar investindo no cenário feminino. Eu tenho para mim que se a gente não não começar a investir e se movimentar como organização, esse cenário não vai mudar”.

Sete times e dezenas de jogadores formam o MIBR no país
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

Sete times e dezenas de jogadores formam o MIBR no país

Por mais que os times femininos estejam crescendo, a profissional afirma que deseja mostrar que mulheres também podem torcer. “Os torcedores, em sua grande maioria, não são mulheres, e, por isso, um dos nossos desafios é aumentar a nossa audiência feminina. Quando investimos em mulheres, acabamos inspirando outras. Queremos trazer a ‘mulherada’ para torcer”.

Para o futuro, a economista busca por uma maior presença feminina e por uma expansão internacional da empresa: “Minhas expectativas são que o MIBR cresça, seja em nossos investimentos no universo feminino ou em um maior impacto como referência global no mundo dos games”, finaliza. 

Fonte: IG Mulher

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