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Cármen Lúcia pede que PGR investigue Bolsonaro por live com ataque às urnas

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Ministra Cármen Lúcia, do STF
Carlos Moura/SCO/STF

Ministra Cármen Lúcia, do STF

Na tarde desta quarta-feira (4), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que se manifeste sobre a notícia-crime apresentada pelo PT. A ação acusa o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de usar a TV Brasil para fazer “propaganda eleitoral antecipada”, em referência à live do mandatário realizada na última quinta-feira (29) .

A ministra afirma que os atos relatados pelos parlamentares são graves e podem configurar crime de natureza eleitoral, utilização ilegal de bens públicos e atentados contra a independência de Poderes da República.

“Necessária, pois, seja determinada a manifestação inicial do Procurador-Geral da República, que, com a responsabilidade vinculante e obrigatória que lhe é constitucionalmente definida, promoverá o exame inicial do quadro relatado a fim de se definirem os passos a serem trilhados para a resposta judicial devida no presente caso”, afirmou.

Na live de hoje, Bolsonaro prometeu revelar supostas “provas de fraude” na contagem de votos do segundo turno da eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) foi reeleita, vencendo Aécio Neves (PSDB). No entanto, após quase duas horas de transmissão, o presidente não apresentou comprovações .

Na ocasião, o mandatário exibiu vídeos da internet, sem sustentação e ainda afirmou que “não há como provar se as urnas foram ou não fraudadas” e que há apenas “indícios” .

Além disso, nas últimas semanas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem sendo alvo de ataques de Bolsonaro e apoiadores por defender o voto eletrônico. Barroso destaca que não há qualquer indício de falhas no sistema atual . De acordo com ele, a adoção do voto impresso, defendido pelo chefe do Executivo,  trará de volta fraudes e falhas humanas, problemas já superados com a implementação do sistema eletrônico .

O partido defende que a emissora estatal foi utilizada por Bolsonaro para “divulgar mentiras, fake news, charlatanismo, ataques a adversários políticos e gravíssimo ataque institucional ao Tribunal Superior Eleitoral”.

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Saúde informa que Queiroga trocará hotel de luxo por outro mais barato

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Saúde informa que Queiroga trocará hotel de luxo por outro mais barato
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Saúde informa que Queiroga trocará hotel de luxo por outro mais barato

Ministério da Saúde informou que o ministro Marcelo Queiroga trocará a hospedagem de seu hotel, nesta sexta-feira (24), durante o período de sua quarentena em Nova York, nos Estados Unidos, para outro com custo menor. Segundo a pasta, o valor da estadia não será pago com recursos públicos. As informações são do portal Uol.

Caso continuasse no hotel Intercontinental Barclay até o fim do seu isolamento de 14 dias, o custo totel poderia chegar a R$ 140 mil. Destes, cerca de R$ 50 mil teria de ser pago com recursos do próprio ministro. De acordo com o ministério, Queiroga não utiliza o cartão corporativo de uso dos ministros de Estado.

O quarto mais em conta é oferecido pelo Barclay por US$ 448, ou R$ 2.361, e possui apenas uma cama queen-size, com superfícies de mármore polido e um guarda-roupas. Nas paredes, obras de arte da Escola do Rio Hudson.

A logística de deslocamento não foi informada pelo poder público, mas a pasta ressaltou que o ministro “seguirá todos os protocolos sanitários” adotados nos Estados Unidos para barrar a disseminação do novo coronavírus.


O cardiologista, que integrava a comitiva presidencial que participou da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), foi diagnosticado com novo coronavírus antes de retornar ao Brasil. O deputado Eduardo Bolsonaro, que, assim como o ministro, foi a ONU através da comitiva presidencial, também foi testou positivo para a doença.

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