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Características faciais geram percepções inconscientes

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Por Vanessa Casteli

Um rosto atraente por sua beleza pode ser reconhecido imediatamente à primeira vista, assim também é possível prever a idade aproximada de cada pessoa, pois algumas características faciais transmitem equilíbrio, a partir da  simetria e proporções faciais ideais, por exemplo, poder  no contorno facial bem definido, comum no rosto angulado, ingenuidade  quando as bochechas estão em destaque e sensualidade nos lábios e nos olhos que estão em evidência.

 Baseado em atributos faciais, como estrutura óssea, posição dos coxins de gordura e aspecto da pele, unidos à personalidade, são geradas as percepções inconscientes para si e para o próximo.

A forma do rosto norteia também sobre os pontos, nos quais ocorrerá maior impacto com o processo de envelhecimento, pois este acontece de maneiras diferentes de acordo com o formato facial. Assim, ao reestruturar os pontos fracos, favorecendo os pontos fortes e contorno facial, isso vai gerar embelezamento com naturalidade e promover a prevenção do envelhecimento facial.

Avaliar a estrutura do rosto é a base para a abordagem estética com a aplicação de ácido hialurônico, este que tem a capacidade de hidratar, definir, volumizar e/ou suavizar sulcos profundos conforme a reologia do produto, escolhido de acordo com a indicação, note que não são todos iguais.

Um desejo comum, por gerar equilíbrio e empoderamento, é a definição do contorno facial inferior, que separa o pescoço da  mandíbula e queixo, principalmente para quem tem essa região proporcionalmente menor constitucionalmente ou pelo consumo ósseo pelo processo de envelhecimento facial.

Outro conhecimento que se adquiriu com os estudos nessa área é a possibilidade do efeito lifting com a aplicação do ácido hialurônico na região mais lateral da face, posterior aos ligamentos faciais, além do efeito top model look que define a área do “blush”, promovendo sensação de emagrecimento pelo efeito de luz e sombra.

 Vale ressaltar que cuidar da saúde e aparência da pele é fundamental para valorizar o contorno e as características faciais comentadas acima, já que uma pele bem tratada transmite autocuidado. Desta forma, o skincare personalizado, associado às tecnologias (laser e ultrassom microfocado), toxina botulínica e bioestimuladores de colágeno, promovem esses benefícios quando bem indicados.

         Portanto, as características faciais desde a camada superficial, que é a pele, até a parte óssea, mais profunda, transmitem informações inconscientes desde o primeiro olhar. A beleza facial não pode ser definida em uma fórmula matemática ou por um único conceito, por isso, é primordial avaliar a necessidade e objetivo de cada paciente, com um olhar humano, mas com os conhecimentos existentes hoje.

 Vanessa Casteli é médica dermatologista pela SBD (CRM-MT 7995|RQE 5948) pós graduada em Medicina Estética (SP). @dravanessacasteli / [email protected]

 

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O que será de nós quando as impressoras acabarem?

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Por Vander Muniz

Imagine um condutor de charretes em 1886. Não tenho números exatos, mas provavelmente havia um volume significativo. Pois, bem! Para o setor automotivo, 1886 é o marco histórico, surge o primeiro carro. No início, ninguém acreditava que daria muito certo. Alguns anos depois, os veículos dominavam as ruas. Hordas de cocheiros especulavam qual seria o futuro do seu trabalho. Como e o que fariam nos próximos anos? Que profissão deixariam para seus filhos? Seu legado sumiria. O trabalho representava quem eles eram.

Cerca de setenta mil anos passamos pela revolução mais significativa da história: a revolução cognitiva. Humanos ancestrais criaram formas de pensar e se comunicar. Aprendemos a falar, criamos aquilo que costumo chamar de cola social. Demos origem à fofoca. 

Por milênios, mudanças demoravam escalas temporais enormes para alterar o trabalho de alguém. A sua prole levaria, com um grau grande de certeza, o ofício familiar adiante. Famílias inteiras eram identificadas pelas suas profissões. Hunter (caçadores), Ferrari (ferreiro), Müller (moleiro), Schneider (alfaiate) e Schumacher (sapateiro). Todos são exemplos dessa tradição.

Bem, todas as gerações criam seus avanços tecnológicos e impactam as atividades laborais. Estes avanços, por vez, geram especulações, medos, desconfianças e incertezas sobre como será o futuro do trabalho. Não diferiria agora, justo quando passamos por uma das mais marcantes mudanças da história. Comportamentos sociais, atividades laborais, relações interpessoais, geração de riqueza, construção de pensamento. Tudo. Absolutamente tudo muda. O agora está sendo intrinsecamente reconstruído pela incorporação de tecnologias disruptivas no cotidiano. 

Poucos momentos da história viveram esse turbilhão de alterações. Poucos avanços tecnológicos ao longo da nossa existência mudaram tanto nossa forma de viver e trabalhar.

Todo esse impacto altera a forma de vermos como será o futuro do trabalho. Inteligência artificial, robôs humanoides, assistentes virtuais, realidade aumentada, transumanismo. Tantas outras tecnologias. Todas já estão mudando a forma de trabalharmos. Nunca na história a geração de riqueza abandonou a produção material. 

Todo ciclo era centrado em algo tangível. Valorado por seu peso, medida, amplitude ou qualquer métrica física tradicional. Agora, nossos ativos são invisíveis e estão na nuvem. Trabalhamos para criar ativos intangíveis, moedas digitais. Já não sabemos se aprender Bhaskara é para encontrarmos raízes de equações de segundo grau ou produzirmos memes. 

Nossos celulares já ditam nossos caminhos no trânsito. Nossas escolhas cinéfilas são feitas por um algoritmo que conhece nosso gosto melhor que nós mesmos. Minha última decisão de compra de livro veio pela indicação de similaridade da resenha de outro livro lido três anos antes.

O trabalho do futuro parece estar depositado em duas grandes categorias profissionais. A primeira, os profissionais de TI. O pessoal que trocava o cartucho da impressora e configurava o celular da avó. Agora eles programam inteligências capazes de substituir um humano em atividades simples. Nesse mês de outubro, dia 19, se comemora o dia do profissional de TI. Antes relegado ao status de “cara estranho, que não gosta de pessoas”, desponta como o último bastião da força de trabalho humana. As novas gerações já começam a aprender a programar computadores no ensino fundamental. Finalmente, penso que agora o Excel acabará. Uma promessa que escuto há décadas. Todos já sairão da quinta série programando em Python (uma linguagem que só computadores entendem). 

Filas de profissionais de TI se formam e isso não deve diminuir nos próximos anos. O mercado está aquecido. Segundo a Softex até 2022, no Brasil, serão 408 mil postos de trabalho em TI sem alguém disponível para ocupá-los. 

Com tudo isso, tenho uma certeza. O trabalho do futuro é tecnológico e o futuro do trabalho é desconhecido. 

Ah! A segunda categoria são os artistas. Como eu não sei fazer poemas, pintar quadros, compor músicas nem cantar óperas. Nem sequer fazer miçanga para vender na Paulista. Resta-me torcer para dar tempo de estudar com o pessoal da quinta série. E viva a impressora!

Vander Muniz é curioso, Executivo de Tecnologia, Empresário e Estudante. Por acidente foi trabalhar na área da Computação se especializando em Inteligência de Negócios baseado em Dados e em tecnologias como Inteligência Artificial e Big Data. Formado em Ciência da Computação, especializado em Neurociência, Bioinformática e Inovação. Hoje atua na área de desenvolvimento de soluções com tecnologias disruptivas em diversas empresas.

 

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