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Capacitação on-line dá início às ações de parceria da Embrapa com governo do Pará

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A Embrapa inicia a sua participação no programa Territórios Sustentáveis nesta quinta-feira (25) com um treinamento sobre restauração florestal em propriedades rurais dirigido a técnicos em extensão rural. O programa é uma iniciativa coordenada pelo governo do Pará e tem por objetivo levar à região dos municípios de São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia no Norte e Água Azul do Norte uma série de ações para promover o desenvolvimento sustentável. 

O papel da Embrapa é oferecer tecnologias sustentáveis para o território, por meio da capacitação de técnicos extensionistas, da instalação de vitrines tecnológicas e de dias de campo. Por conta das restrições impostas pela pandemia, os primeiros módulos serão no formato on-line. Além de restauração florestal, os treinamentos vão envolver as temáticas manejo e conservação dos solos, recuperação de pastagens, pecuária sustentável, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e sistemas agroflorestais.

De acordo com o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, Bruno Giovany, todas as temáticas terão etapas presenciais. “Pretendemos aproveitar o começo do próximo ano agrícola da região, de novembro a dezembro, para as aulas práticas de cada conteúdo”, prevê. 

Em outra ponta de atuação, a Embrapa Meio Ambiente vai fornecer a ferramenta para os técnicos acompanharem e monitorarem as propriedades que aderiram ao programa Territórios Sustentáveis, por meio do aplicativo AgroTag.

O público das capacitações são técnicos em extensão rural vinculados às instituições parceiras da iniciativa. Segundo a gestora operacional do Programa Territórios Sustentáveis, Francy Nava, o objetivo é transferir para os técnicos o conhecimento em tecnologias e práticas sustentáveis de produção. “O técnico, munido desse conhecimento, orientará o produtor a intensificar a produção e reduzir os impactos ambientais, o que são objetivos do Programa”, explica. 

Restauração florestal e produção sustentável

O primeiro módulo da capacitação apresenta a restauração florestal em propriedades rurais do Pará. De acordo com a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental, o objetivo da capacitação é trazer informações e ampliar o conhecimento dos técnicos sobre práticas e métodos de restauração, que atendam a diferentes finalidades, como a recuperação da paisagem florestal da região, a diminuição do passivo ambiental e a melhoria da condição produtiva das propriedades e assentamentos. “Queremos apresentar estratégias para tornar a restauração mais inclusiva e motivadora para os agricultores familiares”, completa a especialista.

O curso tem carga horária de 20 horas, divididas em cinco dias: 25 e 26 de fevereiro; e 24,25 e 26 de março, na modalidade on-line. Os instrutores são especialistas da Embrapa, da Universidade de São Paulo (USP), do Cirad (Centro francês de cooperação internacional em pesquisa agronômica para o desenvolvimento), além de profissionais da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA) e da empresa de prestação de serviços RestaurAgro. 

Iniciativas na Amazônia

As regiões Sul e Sudeste do Pará trazem elementos da antiga e da nova fronteira de ocupação da Amazônia e com eles grandes problemas socioambientais, como o desmatamento ilegal, a degradação florestal e as queimadas para uso intensivo do solo. “Danos que são irreparáveis ao meio ambiente, ao cumprimento de acordos internacionais e à sociedade em geral”, afirma Joice Ferreira. 

A restauração de paisagens florestais é, portanto, um meio de reestabelecer as funções ecológicas da floresta e a produtividade da terra. Dados da Aliança pela Restauração – um consócio internacional de instituições públicas e privadas – revelam que existem atualmente 2.773 iniciativas de restauração de paisagens florestais na Amazônia brasileira, somando 113,5 mil hectares, número que precisa ser ampliado, segundo os especialistas. 

A capacitação vai abordar o histórico dos desmatamentos na região, a legislação ambiental relacionada à regularização de imóveis rurais no Pará, métodos de restauração florestal (plantio e manejo da regeneração natural), enriquecimento de florestas degradadas, restauração produtiva de áreas de preservação permanente e áreas de reserva legal com os Sistemas Agroflorestais, entre outros temas, além de abordar os aspectos sociais e econômicos da restauração.

Fonte: Embrapa

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Embrapa lança livro sobre gestão da água para indústrias de processamento de pescado

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A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) acaba de lançar o livro “Manual para gestão da água e de resíduos do processamento de peixes”, destinado a indústrias de processamento de pescado. A obra apresenta um roteiro de ações adaptáveis a indústrias de beneficiamento de peixes de diferentes portes, com foco em redução do uso de água e aproveitamento de resíduos agroindustriais, além do tratamento e reúso de efluentes –  questões fundamentais para a gestão das indústrias. A publicação é gratuita, com download disponível aqui. As orientações contidas no manual estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ratificados em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura Viviane Rodrigues Verdolin dos Santos, a ideia para a elaboração do livro surgiu a partir dos resultados obtidos em uma pesquisa coordenada pela Unidade, na qual houve redução de até 30% na utilização de água e geração de efluentes pelas indústrias de pescado. “A partir daí vimos que o modelo que desenvolvemos poderia ser aplicado em outras indústrias e resolvemos elaborar o manual com o passo a passo, orientando aqueles que buscam alternativas para a redução no uso de água, aproveitamento de resíduos e tratamento e reúso de efluentes”, afirma.

A pesquisa ganha importância especial se considerarmos que as indústrias de alimentos são grandes consumidoras de água e geradoras de resíduos orgânicos. E entre os setores de processamento de carnes, a agroindústria de pescado é a que apresenta as maiores taxas de expansão global.  Além disso, diversas regiões no planeta têm sofrido com a escassez de água e com a contaminação química e orgânica dos corpos hídricos, em razão do descarte incorreto de resíduos e efluentes gerados nas indústrias.

“Vale ressaltar que o manual se destina às indústrias de beneficiamento de peixes de diferentes portes e que processam diferentes espécies, uma vez que as ações para a implementação  da gestão hídrica e de resíduos podem ser facilmente adaptadas às diferentes realidades de cada indústria”, destaca a pesquisadora. Ela faz parte de um grupo multidisciplinar de 19 autores, de diferentes centros de pesquisa da Embrapa, universidades e outras instituições parceiras.

O trabalho contou com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); Fundo Setorial de Recursos Hídricos (CTHidro), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Fundo Amazônia (gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Além desses órgãos, a obra contou com a participação de equipes multidisciplinares de diversas instituições de pesquisa e extensão (Embrapa Suínos e Aves, Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Agropecuária Oeste, Secretaria de Inovação e Negócios, Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro), instituições de ensino (Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal Fluminense, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Universidade Federal do Tocantins,  Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Porto Nacional -TO, assim como de empresas do setor (Frigorífico Piracema Ltda – Almas -TO, Aliança do Tocantins Indústria Pesqueira Ltda – Aliança do Tocantins  – TO, Geneseas Aquacultura Ltda. – Promissão -SP, Gomes da Costa Alimentos S.A. – Itajaí -SC, Frigorífico Jahú Ltda – Duque de Caxias – RJ).

Fonte: Embrapa

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