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Câncer na cárdia: entenda doença que afeta o prefeito Bruno Covas

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O prefeito Bruno Covas está em tratamento contra o câncer desde 2019
Foto: Reprodução/Internet

O prefeito Bruno Covas está em tratamento contra o câncer desde 2019

O prefeito licenciado de São Paulo,  Bruno Covas  (PSDB), 41, recebeu  alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, nesta terça-feira (4). Ele está internado desde o último domingo (2), quando anunciou que se  licenciaria temporariamente do cargo para tratar um câncer  na região da cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago. “Nesse momento, com toda a força e foco que preciso colocar na minha saúde, fica incompatível o exercício responsável de minhas funções como prefeito de São Paulo. Por isso, vou solicitar à Câmara de Vereadores uma licença do cargo pelo período de 30 dias para me dedicar integralmente à minha recuperação”, publicou o prefeito nas redes sociais.  A oncologista Renata D’Alpino, coordenadora do Grupo de Tumores Gastrointestinais e Neuroendócrinos da Oncoclínicas, explica que o câncer do prefeito é um adenocarcinoma, principal tipo de tumor que nasce na transição entre o esôfago e o estômago, região conhecida como a cárdia. Segundo Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele é responsável por cerca de 95% dos casos de tumor no estômago.

“O estágio da doença hoje é avançado, eu diria que até próximo de um estágio terminal porque já vem falhando diante das terapêuticas padrões que foram instituídas ate o momento, a quimioterapia e a imunoterapia”, explica a oncologista.  A médica ressalta que, pelo que se sabe até o momento, apesar do prefeito poder responder melhor a outros tratamentos futuros, o cenário é crítico. “A chance disso acontecer vai ficando cada vez menor quanto mais o tempo vai passando e quanto mais tratamentos o paciente vai fazendo. O que agrava o quadro é que a doença no prefeito foi descoberta no estágio avançado, com metástases no fígado e nos linfonodos”. 

Diagnóstico inicial

Em outubro de 2019, Bruno Covas foi diagnosticado com o câncer durante uma consulta para tratar uma infecção de pele. Na época, também foi diagnosticada metástase do câncer original, com linfonodos aumentados ao redor do pâncreas e um nódulo no fígado. De acordo com a equipe médica do prefeito, ainda em 2019, ele iniciou sessões de quimioterapia e radioterapia. Na ocasião, os tumores regrediram e diminuíram de tamanho.

Em 2020, ele continuou o tratamento com imunoterapia e apresentava boas condições clínicas. Mas, em 2021, a equipe de Bruno Covas anunciou que exames de rotina mostraram a doença ganhou terreno, com novos focos de tumores no fígado, nos ossos da coluna e da bacia. Ontem (3), Covas foi intubado após a descoberta de um sangramento no estômago, causado por uma úlcera e localizado em cima do tumor diagnosticado em 2019.

Câncer metastático e cura

Renata D’Alpino diz que os tumores gástricos no Brasil são comuns. Segundo o Inca, a previsão é de mais de 21 mil novos casos previstos para 2021. Ele é o quarto mais comum em homens e o sexto em mulheres no Brasil.

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“No câncer metastático, geralmente é uma doença incurável, eu diria que na imensa maioria dos pacientes, esse quadro de saúde vai levar ao falecimento do paciente. Infelizmente isso acontece pela presença das metástases, que até pode ser controlada durante um tempo com quimioterapia e a imunoterapia, mas em determinado momento, as células vão se tornando resistentes”, explica D’Alpino.

Em âmbito mundial, são registrados mais de 1 milhão de novos casos deste câncer por ano, segundo o levantamento Globocan 2020, da Organização Mundial da Saúde.

Quais fatores de risco?

Há fatores de risco para o surgimento da doença como refluxo, obesidade, sedentarismo e consumo de alimentos industrializados. A especialista Renata D’Alpino destaca que algumas atitudes que podem ajudar a evitar a doença. “Não fumar, tentar se alimentar de maneira adequada, com alimentação rica em frutas, verduras e legumes, comer alimentos bem conservados e praticar exercícios físicos também é importante”, diz a médica. 

Os sintomas podem, inclusive, ser confundidos com refluxo, azia, indigestão, perda de peso e até hemorragia digestiva. 

Com o agravamento do quadro clínico do prefeito, o tratamento é inviabilizado por ora. “O prefeito ia começar um novo esquema com quimioterapia, mas por causa do sangramento isso foi postergado, então pode ser que ele dê início após a melhora. Ele já fez também imunoterapia, mas esse não é um tratamento que funciona tão bem nos tumores de estômago, quando comparados a outros tipos, como o câncer de pulmão”, explica. 

Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Brasil registra 15,6 milhões de casos e 435,7 mil mortes

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O novo coronavírus provocou, até agora, 435.751 mortes no Brasil. Em 24 horas, foram registrados 1.036.211 novos óbitos provocados pela doença. Ontem (15), o painel de dados marcava 434.715 vidas perdidas desse o início da pandemia.

Ainda há 3.680 falecimentos em investigação. Isso ocorre porque há casos em que um paciente morre, mas a causa segue sendo apurada mesmo após a declaração do óbito.

As informações estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite deste domingo (16), a partir dos dados enviados por secretarias estaduais de saúde.  

A soma de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 15.627.475. Entre ontem e hoje, foram confirmadas por autoridades de saúde 40.941 novas infecções pelo novo coronavírus. Até ontem, o sistema de informações trazia 15.586.534 pessoas contaminadas.

Ainda há no país 1.094.437 casos em acompanhamento. O termo é empregado para as pessoas infectadas e com casos ativos de contaminação.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 desde o início da pandemia totalizou 14.097.287. O número equivale a 90,2% do total de infectados pelo vírus no país.

Os dados são, em geral, mais baixos aos domingos e às segundas-feiras, em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação do sistema. Já às terças-feiras, os resultados tendem a ser maiores por conta do envio de dados acumulados.

Estados

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (104.219). Em seguida vêm Rio de Janeiro (48.006), Minas Gerais (37.508), Rio Grande do Sul (26.685) e Paraná (24.670). Já na parte de baixo da lista, com menos vidas perdidas para a pandemia, estão Roraima (1.571), Acre (1.614), Amapá (1.615), Tocantins (2.720) e Alagoas (4.493).

Vacinação

Até o momento, foram distribuídas a estados e municípios 85,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Deste total, foram aplicadas 52,7 milhões de doses, sendo 35,7 milhões da primeira dose e 16,9 milhões da segunda dose.

Boletim Epidemiologico 16.05.2021 Boletim Epidemiologico 16.05.2021

Boletim Epidemiologico 16.05.2021 – Ministério da Saúde

Edição: Paula Laboissière

Fonte: EBC Saúde

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