POLÍTICA NACIONAL

Canais para sintonizar TV Senado mudam em 44 cidades a partir de 29 de agosto

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Os números para sintonizar a TV Senado em canais abertos vão mudar em 44 cidades a partir de 29 de agosto. A estratégia dará mais visibilidade às emissoras da Rede Legislativa de TV, composta pelo Senado Federal, Câmara dos Deputados e por seus parceiros nos estados e municípios, pois ficarão posicionadas entre os canais vagos de 1 a 13, junto às principais emissoras de TV aberta, como Band, Globo, Record e SBT.

O objetivo é popularizar as programações das TVs legislativas, aumentando a audiência das sessões plenárias, audiências públicas, debates, entrevistas e programas jornalísticos. Tudo para que a sociedade acompanhe o dia a dia do trabalho parlamentar no Senado Federal, na Câmara dos Deputados, na assembleia estadual e na câmara municipal, em busca do fortalecimento do Poder Legislativo e da democracia.

Simultânea para todo o país, a mudança não é obrigatória e foi precedida de uma consulta às casas legislativas ainda no mês de abril.  Tecnicamente, a alteração é simples e feita sem maiores problemas técnicos. Veja aqui se o canal da TV Senado vai mudar na sua cidade e o que fazer para continuar assistindo.

Campanha

Começa nesta quinta-feira (30) a campanha nacional de divulgação das mudanças dos canais da Rede Legislativa de TV. As equipes de TV e de criação das duas Casas do Congresso Nacional se uniram para planejar a campanha, cujas peças foram entregues às emissoras nesta semana. Ao todo, os números de sintonia serão alterados em 44 cidades, inclusive Brasília. 

A campanha é composta de animações de até 30 segundos, a serem rodados em cada praça onde a alteração ocorrerá, nos 30 dias que antecedem a troca de numeração dos canais, conforme determina a portaria nº 486 de 5/02/2020, do Ministério das Comunicações. 

A Rede Legislativa de TV é composta hoje de 66 emissoras, sediadas em 59 cidades, mas com alcance em 250 municípios de 25 estados. A população abrangida é de cerca de 81 milhões de habitantes. Dessas operações, 14 são de responsabilidade do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

FHC evita comparar Lula e Bolsonaro e diz estar disposto à união pela democracia

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FHC
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Em entrevista, FHC comentou a conjuntura política brasileira.

Durante sua participação na edição do Roda Viva desta segunda-feira (28), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) evitou comparar o ex-presidente Lula (PT) com Jair Bolsonaro (sem partido). Além disso, o ex-mandatário disse estar disposto à união pela democracia.

Lula e Bolsonaro 

Ao ser perguntado sobre comparações as comparações entre Lula e Bolsonaro, FHC disse que não compara os dois líderes, citando que eles têm “temperamentos” diferentes e que ambos os políticos simbolizam coisas diferentes. 

“O Lula simboliza a inclusão de grupos e de trabalhadores que não estavam na vida social integradas e na vida política”, disse FHC, que continuou:” O Bolsonaro não precisou trazer ninguém. Ele me parece que pertence mais ao grupo que tem mais restrições do que o Lula. O Lula é mais maleável. Mas eu não to comparando um ao outro”, afirmou o ex-presidente.

União pela democracia

Logo depois, o presidente de honra do PSDB disse que, se for para fortalecer a democracia, ele não tem restrições em se aliar a outros políticos, partidos ou movimentos.

“Eu não to aqui fazendo previsão de que vamos precisar de uma frente única, ampla democrática. Tomara que não. Mas, se for, contem comigo. Não tenho nenhum problema em me juntar com quem quer que seja com um propósito que seja um propósito institucional para melhorar o Brasil, e não um propósito pessoal”, disse FHC.

Autocrítica do PSDB

O ex-presidente disse ainda que, na sua visão, o PSDB deveria passar por um período de reflexão e autocrítica. “Não dá mais para o PSDB fechar os olhos. Não vou personalizar, algumas são injustas outras são justas. Você não pode tapar o sol com a peneira”, argumentou o ex-presidente, que continuou: “No fundo, eu acho que de tempos em tempos, convém um balanço do que eles (partidos) fizeram”. 

FHC também explicou que, na sua visão, os partidos políticos brasileiros têm seus pilares e forças em suas lideranças. “Os partidos nascem e morrem. Eu espero que o PSDB não morra. Quando que eles não morrem, no caso brasileiro? Quando eles tem liderança. Enquanto houver vozes capazes de falar pelos partidos, eles seguem”, concluiu. 

O programa

O ex-presidente foi o convidado da edição especial de 34 anos do programa. Participaram do programa os ex-apresentadores Heródoto Barbeiro, Rodolpho Gamberini, Matinas Suzuki, Daniela Lima e Paulo Markun, que participou remotamente de Portugal.

Além de ter sido presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC é sociólogo e cientista política e foi ministro da Fazenda e das Relações Exteriores do governo de Itamar Franco.

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