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Campos Neto prevê crescimento do Pix: ‘não atingiu todo seu potencial’

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Pix completou um ano de operação nesta terça-feira (16)
Reprodução: iG Minas Gerais

Pix completou um ano de operação nesta terça-feira (16)

Na abertura do evento que marca um ano de Pix nesta terça-feira (16), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que mesmo com a aceitação ampla do novo meio de pagamento pela sociedade, o Pix ainda não atingiu todo seu potencial.

Campos Neto argumentou que o Pix ainda deve ganhar muitas funcionalidades no futuro, como o Pix Saque e Pix Troco, o pagamento offline e o Pix Internacional. Além disso, há previsão de melhorias para ferramentas que já existem.

“O Pix, apesar de já ter alcançado um uso expresso pela população, certamente ainda não atingiu todo seu potencial. O uso do QR Code, por exemplo, ainda depende de melhor assimilação de tecnologia por parte dos usuários”, disse.

Na fala de abertura, gravada na semana passada, o presidente do BC ainda ressaltou que a adoção do Pix pela população aconteceu mais rápido do que o esperado.

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“A realidade superou as expectativas. O Pix caiu no gosto do brasileiro e seu uso se intensifica mês após mês. O Brasil é o país que teve a adoção de meios de pagamento instantâneo mais rápida do mundo”, destacou.

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, mostrou que o Pix registrou cerca de 30 transações per capita neste primeiro ano.

O número é mais de três vezes maior do que as nove transações no primeiro do ano do sistema de transações instantâneas do Chile, até então o recordista em velocidade de adoção. Só Dinamarca e Suécia, que implementaram transações instantâneas há mais de cinco anos, registram números maiores que o Brasil.

“Se o Pix tivesse alcançado a adoção tão rápida quanto a que era a maior àquela altura, o Chile, já seria um sucesso estrondoso. Nós temos muito mais do triplo aqui”, afirmou o diretor.

Em outubro, o Pix superou 1,2 bilhão de transações feitas no mês, o maior número desde o lançamento da ferramenta. Foram R$ 584 bilhões transacionados apenas no mês passado. Desde o lançamento em novembro de 2020, foram 7 bilhões de transações que representam R$ 4 trilhões.

No caso de transferências, o Pix representa 72% do total, superando a soma de boletos, TEDs, DOCs e cheques. Para compras, a ferramenta superou o cartão pré-pago, mas ainda está atrás do cartão de débito e do cartão de crédito.

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Brasil começará a reduzir IOF cambial ainda este ano

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As operações com moeda estrangeira terão o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) reduzido gradualmente até ser zerado em 2029, confirmou hoje (28) o Ministério da Economia. O imposto começará a ser reduzido ainda este ano, para operações de entrada e saída de recursos estrangeiros de curto prazo, em até 180 dias.

O corte do imposto abrangerá quatro faixas de incidência do IOF cambial, com reduções graduais para cada faixa. O primeiro grupo envolverá as operações de curto prazo. O segundo abrangerá transações com cartões de crédito ou débito, cheques de viagem e cartões pré-pagos internacionais. O terceiro englobará operações de câmbio para compra de moeda estrangeira à vista no Brasil e para transferência de residentes no país para contas em seu nome no exterior. O quarto grupo, por fim, envolverá as demais operações de câmbio.

A medida foi exigida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para a entrada do Brasil ao grupo, que reúne as economias mais industrializadas do mundo. Nesta semana, a organização internacional formalizou o convite para o início do processo de adesão do país, abrindo caminho para um processo que durará anos.

As reduções de alíquotas do IOF serão estabelecidas por meio de decreto presidencial. A mudança é uma das obrigações a serem cumpridas pelo Brasil para adesão aos Códigos de Liberalização de Movimentação de Capitais e de Operações Invisíveis, instrumento exigido para os países que integram a OCDE.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, a eliminação do IOF sobre transações com o exterior tem o objetivo de acabar com a prática de “câmbios múltiplos”, em que a taxa efetiva de câmbio varia conforme o tipo de operação. Essa multiplicidade, explicou a pasta, favorece determinados tipos de transação em detrimento de outros e discrimina agentes econômicos que desejam operar no país, sendo condenada tanto pela OCDE como pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o Ministério da Economia, o Brasil está em estágio avançado de convergência com a OCDE, tendo aderido a 104 dos 251 instrumentos normativos do organismo internacional. O processo de adesão está mais acelerado que em outros países convidados a integrar o grupo ou que atuam como parceiros-chave, como Argentina (51 instrumentos), Romênia (53), Peru (45), Bulgária (32) e Croácia (28).

A adesão mais recente ocorreu ontem (27), quando o Brasil se comprometeu a adotar as recomendações da OCDE no tema “Crianças no ambiente digital”. Fundada em 1961, em Paris, a OCDE funciona como um organismo que avalia e recomenda práticas e políticas que promovam prosperidade, igualdade, oportunidade e bem-estar global. Com 38 países-membros, a organização reúne 61% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Edição: Maria Claudia

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