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Campanha de vacinação contra a Covid-19 ainda gera incertezas em SP

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Campanha de vacinação contra a Covid-19 ainda gera incertezas em SP
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Campanha de vacinação contra a Covid-19 ainda gera incertezas em SP

A campanha de vacinação contra a Covid-19 no estado de São Paulo, estado mais populoso do país, entrou em uma fase de incertezas. Existem dúvidas sobre a data efetiva em que será completada a vacinação dos grupos até 60 anos e como será feita a imunização do próximo grupo, de pessoas que têm comorbidades.

Segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), na teoria, portadores de comorbidades serão as prioridades assim que todas as pessoas acima de 60 anos estiverem vacinadas. Isso dá cerca de 18 milhões de pessoas no país, talvez 4,5 milhões em São Paulo. O problema é que, segundo uma reportagem da Folha de S. Paulo, não há um protocolo para atender esse grupo.

Outra dúvida que surgiu é sobre como serão comprovadas as comorbidades. A ideia que se cogitou nas reuniões da gestão estadual foi de exigir laudos médicos atestando a comorbidade.

Outro ponto é a entrega de vacinas da AstraZeneca para o estado. Neste mês, faltarão cerca de 500 mil doses do imunizante de Oxford, formulado e envasado na Fiocruz.

O governador João Doria (PSDB) afirmou, na última quarta-feira (16), que sem as doses da Fiocruz não haverá vacina para todos os 2,2 milhões de pessoas entre 66 e 60 anos que moram em São Paulo e estarão elegíveis à inoculação de forma escalonada, em 21 e 29 de abril, e 6 de maio.

Fonte: IG SAÚDE

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Fiocruz: pandemia de covid-19 faz vítimas cada vez mais jovens

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A pandemia de covid-19 no Brasil está se espalhando cada vez mais pelas camadas jovens da população.

A constatação faz parte do Boletim do Observatório Covid-19, editado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (7). Os dados apresentados nesta edição confirmam o processo de rejuvenescimento da pandemia, com uma clara mudança demográfica: adultos jovens e de meia-idade representam uma parcela cada vez maior dos pacientes em enfermarias e unidades de terapia intensiva.

Referente às semanas epidemiológicas 16 e 17 de 2021, entre 18 de abril e 1º de maio, a análise destaca as oscilações dos indicadores nos estados, a alta proporção de testes com resultados positivos, bem como a manutenção da sobrecarga de todo o sistema de saúde. Esses indícios revelam que a pandemia se mantém em patamar crítico de transmissão, com valores altos de incidência e mortalidade.

“A ligeira redução de casos e óbitos por covid-19 não significa que o país tenha saído de uma situação crítica, pois as médias diárias de 59 mil casos e de 2,5 mil óbitos nestas duas semanas epidemiológicas se encontram em patamares muito elevados. Somente com a redução sustentada por algumas semanas, associada à aceleração da campanha de vacinação e à intensificação de ações de distanciamento físico e social, combinadas com proteção social, será possível alcançar a queda sustentada da transmissão e a redução da demanda pelos serviços de saúde”, alertaram os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo boletim.

Rejuvenescimento

O processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil é confirmado por meio dos novos dados apresentados no Boletim. A semana epidemiológica 16 apresenta idade média dos casos internados de 57 anos, versus idade média de 63 anos na semana epidemiológica 1. Para óbito, os valores médios foram 71 anos, na semana epidemiológica 1 e 64 anos nesta última. Segundo a Fiocruz, há deslocamento da curva em direção a faixas etárias mais jovens.

Quanto ao número de leitos, após muitas semanas em situação muito crítica, as taxas de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) covid-19 no país começam a dar sinais de melhora, embora ainda longe de indicar um quadro tranquilo. Entre 26 de abril e 3 de maio, as taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos mantiveram a tendência lenta de queda em quase todo o país.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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