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Campanha de Crivella distribui panfletos com fake news contra Paes, que rebate

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Reprodução/Twitter

Panfleto distribuído pela campanha de Crivella com fake news contra Eduardo Paes e Marcelo Freixo, que sequer são aliados

A uma semana do segundo turno das eleições, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), parece sentir a distância nas pesquisas para o seu adversário, Eduardo Paes (DEM) , e apela para as fake news para tentar difamar o candidato de oposição. Em busca de conquistar votos, a campanha de Crivella divulgou panfletos que associam Paes a legalização do aborto, liberação das drogas e ‘kit gay’ nas escolas.

No material distribuído no Rio, a campanha de Crivella divide o panfleto em vermelho e azul. Paes aparece na parte vermelha junto com o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que anunciou “voto crítico” em Paes para derrotar Crivella. Os dois, segundo a fake news difundida pela campanha do atual prefeito do Rio, defendem a legalização do aborto, a liberação das drogas, e o ‘ kit gay ‘ nas escolas, o que sequer existe.

Tanto Freixo quanto Paes já afirmaram que não há aliança política entre eles, sendo o único ponto de convergência a união contra Crivella nas eleições deste ano.

O panfleto repete os temas da fake news e apresenta Crivella e sua vice, a tenente-coronel Andréa Firmo (Republicanos), como contrários à legalização do aborto, a liberação das drogas e o ‘kit gay’ nas escolas.

O adversário de Crivella no segundo turno no Rio, Eduardo Paes , rebateu o material distribuído pela campanha do atual prefeito: “De novo o ‘pai da mentira’. Primeiro: o PSOL, assim como vários outros partidos, de esquerda, direita, centro, baixo, em cima, recomendou seus filiados a votarem para tirar o Crivella. Mas é importante esclarecer que o PSOL não vai ter qualquer participação num eventual governo meu. Nem eles pediram, nem eu ofereci. Eles já afirmaram, inclusive, que farão oposição a mim a Câmara de Vereadores”, garantiu.

Fake news antiga, a ideia de ‘kit gay’ surgiu entre 2011 e 2012, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Segundo a oposição, o governo federal estaria distribuindo um livro que ensinaria a homossexualidade para criança nas escolas públicas, o que nunca aconteceu.

“Eu sou contra aborto , contra a legalização das drogas e contra essa coisa de ideologia de gênero para crianças nas escolas. Esse tipo de orientação deve partir de dentro de casa, no seio da família, como faço em casa. Durante os oitos anos em que fui prefeito, os kits que eu entregava era de material escolar e uniforme”, disse Paes.

Ao UOL, a assessoria de Crivella confirmou que os panfletos são realmente da campanha do prefeito: “Não há nenhuma afirmação sobre ter o kit gay nas escolas, e sim que o aliado de Eduardo Paes [Freixo, segundo a campanha do prefeito] é a favor”. A assessoria nega, portanto, se tratar de fake news.

Confira o que disseram Paes e Freixo sobre as fake news do panfleto



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POLÍTICA NACIONAL

Projeto torna obrigatório incluir dados sobre eficácia e procedência em embalagem de genéricos

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Breves comunicações. Dep. Glaustin da Fokus (PSC - GO)
Glaustin da Fokus: a medida vai dificultar a venda de remédios falsos

O Projeto de Lei 1935/21 torna obrigatória a impressão de um código de resposta rápida (QR Code, na sigla em inglês) nas embalagens de medicamentos genéricos a fim de que o consumidor tenha acesso a informações sobre eficácia e procedência desses produtos. O texto tramita na Câmara dos Deputados e altera o Código de Defesa do Consumidor.

Segundo a proposta, o QR Code deverá revelar, por exemplo, dados dos testes de equivalência farmacêutica, que mostram a eficiência do genérico em comparação com o medicamento de referência. O consumidor também deverá ter acesso a dados do perfil de dissolução e dos lotes de matéria-prima dos princípios ativos usados na fabricação do medicamento genérico.

Autor da proposta, o deputado Glaustin da Fokus (PSC-GO) lembra que a Lei 9.787/90 e a Resolução 31/10 definiram diversos critérios para que os medicamentos genéricos mantivessem o mesmo padrão de qualidade dos medicamentos de referência. O deputado, entretanto, argumenta que a falta de comprometimento de alguns laboratórios, associada a uma fiscalização insuficiente, tem tornado perigoso o consumo de genéricos.

“Tanto que vários testes particulares realizados e divulgados pela imprensa demonstraram que inúmeros laboratórios, bem como uma quantidade razoável de remédios, não guardavam compatibilidade com as exigências estabelecidas”, diz o parlamentar.

Ele acredita que as informações mostradas por meio do Código QR poderão auxiliar os consumidores no momento da compra e também contribuir para dificultar a disseminação de remédios falsificados no mercado.

Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza 

Edição – Pierre Triboli

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