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Caixa completa 160 anos e reforça compromisso com a população brasileira

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Com muito cuidado e usando luvas para conservar o material, a gerente de filial da Caixa Cultural Brasília, Joyce Carvalho, abre o livro de contas dos depositantes de 1861, ano que marca a inauguração do banco por Dom Pedro II. A instituição foi batizada, na época, de Caixa Econômica da Corte Brasileira. É o início de uma viagem pela história, que mais tarde, após a Proclamação da República em 1889, foi rebatizada como Caixa Econômica Federal.

Folheando o livro fica claro para a gerente que a evolução do banco se mistura com a história do Brasil. “Além de ser histórico, é um livro rico em detalhes, por exemplo, a própria caligrafia, ele era todo feito manuscrito”, explicou.

O livro mostra os registros de todos os depósitos feitos na época. Era o começo da conhecida poupança, tradicional forma usada pelos brasileiros para guardar dinheiro. No mesmo livro eram feitas as correções monetárias, o famoso rendimento da poupança. “Os cálculos eram feitos cuidadosamente mês a mês”, revela.

Do passado ao presente

No museu do banco, algumas relíquias são guardadas como as cadernetas de poupança abertas por escravos que juntavam dinheiro para pagar pelas cartas de alforria. E também de brasileiros como a escritora Cecília Meirelles e do diplomata Graça Aranha. “Através dessas cadernetas de poupança, a gente consegue ver historicamente que a Caixa sempre foi o banco de todos os brasileiros”, pontuou Joyce.Caixa 160 anos

E naquela época, nada de grandes cofres para guardar o dinheiro, que era armazenado em um pesado baú protegido por duas trancas. “A famosa caixa forte, um ícone da nossa história aqui na Caixa”.

Com o passar do tempo, as coisas foram mudando e a tecnologia foi tomando conta do banco. Hoje, a caderneta de papel dá lugar ao celular. Os valores atualizados da poupança podem ser conferidos em qualquer lugar com acesso à internet. A tecnologia chega para aprimorar uma missão: atender todos os brasileiros que mais precisam.

Covid-19

Com o novo coronavírus, no último ano mais de 120 milhões de pessoas, oito em cada 10 adultos no Brasil, buscaram na Caixa os benefícios sociais do Governo.

E a Caixa assumiu um conjunto de iniciativas para ajudar os brasileiros, como 535,6 milhões de pagamentos do Auxílio Emergencial para 67,9 milhões de brasileiros.

Segundo o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, foi um grande desafio para a instituição conseguir atender uma demanda tão grande em um intervalo curto de tempo. “Uma semana depois da lei (que criava o Auxílio Emergencial), nós já estávamos pagando mais de 3 milhões de brasileiros, e, durante abril, nós pagamos 50 milhões de brasileiros. Nenhum outro país do mundo, que nós saibamos, realizou um pagamento tão grande em um espaço tão curto.”

A instituição também pagou o crédito de R$ 36,5 bilhões do Saque Emergencial FGTS para 51,1 milhões de trabalhadores, além do pagamento de mais de R$ 16,5 bilhões do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem) para quase cinco milhões de pessoas.

Inclusão

Em 2020, foi promovida a maior operação de inclusão social, digital e financeira da história do país. Das 105 milhões de contas digitais, 35 milhões foram criadas para pessoas que não tinham acesso ao sistema bancário. “Essas pessoas, quando precisavam de crédito, iam numa financeira e pagavam até 20% ao mês”, explicou Guimarães. “É um processo muito grande de inclusão financeira, inclusão digital e inclusão digital.”

“O banco digital Caixa veio para melhorar muito a vida das pessoas e dar agilidade. Então, sim, todos os programas sociais nós vamos pagar pelo banco digital, certamente também podem ser recebidos na lotérica e agências”, ressaltou. “Nós criamos uma possibilidade das pessoas receberem mais rápido com bastante segurança e com menor custo”, explicou o presidente da Caixa.

Em todo o Brasil

Dos 5.570 municípios brasileiros, a Caixa Econômica está presente em 5.564, o que garante atendimento bancário a praticamente toda a população brasileira.

Para isso, conta com 25 mil pontos de atendimento físico direto ao cidadão, 3.372 agências, 788 postos de atendimento, 8,8 mil correspondentes bancários Caixa Aqui, 13 mil unidades lotéricas, além de duas agências-barco e oito agências-caminhão espalhadas pelo Brasil.

A Caixa tem cerca de 82 mil empregados e mais de 240 mil colaboradores.

Fonte: Brasil.gov

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“Ódio em nome de Deus é a maior blasfêmia”, diz Papa em visita a santuário xiita

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Papa Francisco em visita ao Iraque
Reprodução/Vatican News

Papa Francisco em visita ao Iraque

Na primeira viagem de um chefe da Igreja Católica ao Iraque, o Papa Francisco foi neste sábado (6) à cidade sagrada xiita de Najaf, ao sul de Bagdá, para se encontrar com o grande aiatolá Ali al-Sistani. Ele também visitou a região de Ur, apontada pelo Antigo Testamento como o local de nascimento do patriarca Abraão, cultuado nas três principais religiões monoteístas. No local, Francisco condenou a violência em nome de Deus como “a maior blasfêmia” possível.

“Deste lugar, onde nasceu a fé, da terra de nosso pai Abraão, vamos reafirmar que Deus é misericordioso e que a maior blasfêmia é profanar seu nome odiando nossos irmãos e irmãs”, disse Francisco em Ur.

Sistani, de 90 anos, é uma das figuras mais influentes da vertente xiita do Islã, dentro e fora do Iraque , e o encontro foi o primeiro entre um Papa e um alto clérigo xiita. Após a reunião, Sistani pediu aos líderes religiosos mundiais que cobrassem responsabilidade das grandes potências e que a sabedoria e o bom senso prevaleçam sobre a guerra.

“A liderança religiosa e espiritual deve desempenhar um grande papel para acabar com a tragédia e exortar os lados, especialmente as grandes potências, a fazer prevalecer a sabedoria e o bom senso e apagar a linguagem da guerra”, disse Sistani em comunicado, acrescentando que os cristãos devem viver como todos os iraquianos, em paz e coexistência — a população cristã no Iraque diminuiu de 1,5 milhão de pessoas para 300 mil depois da invasão americana de 2003 e as ações terroristas da al-Qaeda e do Estado Islâmico (EI), ambos ligados a interpretações fundamentalistas do Islã da vertente sunita.

O encontro entre o aiatolá e o Papa de 84 anos, a portas fechadas, aconteceu na casa humilde que Sistani aluga há décadas, localizada perto da cúpula dourada do santuário do Imã Ali em Najaf. Uma foto oficial do Vaticano mostra Sistani em seu tradicional manto xiita preto e turbante sentado em frente a Francisco.

Com este encontro religioso , um dos mais importantes da História, o papa argentino quer estender a mão ao islamismo xiita, mas também apoiar os cristãos do Iraque, que representam 1% da população do país e se dizem muitas vezes vítimas de discriminação.

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Na peregrinação a Ur, Francisco insistiu em rezar com dignitários yazidis — uma pequena minoria do Iraque martirizada pelos extremistas do EI — e também com sabeus e zoroastristas, comunidades milenares no país, além dos muçulmanos, xiitas e sunitas.

Com o vento do deserto soprando em sua batina branca, o Papa discursou tendo como cenário a vista da escavação arqueológica da cidade de 4 mil anos que compreende um zigurate, construção em formato de pirâmide da antiga Mesopotâmia com um complexo residencial e templos.

O Papa viajou cerca de 200 quilômetros entre a poeirenta cidade de Najaf e a planície desértica de Ur, reforçando o tema principal de sua arriscada viagem ao Iraque: que o país já sofreu muito.

A invasão dos EUA em 2003 mergulhou o Iraque em anos de conflito sectário. A segurança melhorou desde a derrota do Estado Islâmico em 2017, mas o Iraque continua a ser palco de ajustes de contas globais e regionais, especialmente por causa da rivalidade entre EUA e Irã — ainda que o atual governo iraquiano tenha os dois países como aliados e que milícias xiitas pró-Teerã tenham tido papel fundamental no combate ao EI.

Embora Abraão seja considerado o patriarca de cristãos, muçulmanos e judeus, nenhum representante do judaísmo esteve presente no evento interreligioso em Ur. Um funcionário cristão local disse que os judeus foram contatados e convidados, mas a situação para eles era “complicada”, principalmente porque não tinham uma comunidade estruturada.

O Papa, que iniciou sua visita de quatro dias ao Iraque em Bagdá na sexta-feira, deve celebrar a missa deste sábado na Catedral Caldeia de São José, na capital. No domingo, ele viaja para o Norte, para Mossul, que durante três anos foi a capital do “califado” do Estado Islâmico, onde igrejas e outros edifícios ainda carregam as cicatrizes do conflito.

Fonte: IG Mundo

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