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Cade aprova compartilhamento de voos entre Latam e Delta Airlines

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LATAM e Delta irão compartilhar voos entre Américas do Norte e Sul
Gabriel Araújo

LATAM e Delta irão compartilhar voos entre Américas do Norte e Sul

O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, a joint-venture entre a Delta Airlines e a Latam , para o compartilhamento de voos pelas companhias entre as Américas do Norte e do Sul. Porém, por maioria,  o conselho decidiu reabrir um outro processo, que já havia sido arquivado, para verificar eventual existência de informações falsas ou enganosas que poderiam ter sido prestadas na compra de ações da Aeromexico pela Delta.

A joint venture foi anunciada em maio de 2020, ainda durante a pandemia de Covid-19 , e aprovada em setembro do mesmo ano pela Superintendência-Geral do Cade. Mas o assunto foi puxado para o plenário do órgão, devido à preocupação do conselheiro relator, Luis Braido, com processos recentes que trataram da compra de ações da Latam e da Aeromexico pela companhia de aviação americana.

O “desarquivamento” do caso foi pedido por Braido, sob o argumento que , na época, foi informado ao Cade que a companhia americana não exerceria poder de mando e influência sobre a Aeromexico. Mas, de acordo com o relator, não parece ter sido o que aconteceu.

“Agora, concluiu-se que conselheiros da Aeromexico podem ser indicados pela Delta, que também tem acesso a planos estratégicos da Aeromexico”, disse o relator.

Isso não significa que a joint-venture entre as duas companhias possa ser revista. No entanto, se houver alguma irregularidade no processo anterior, as empresas poderão ser severamente punidas, inclusive com multas.

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A advogada da Delta, Paola Pugliese, garantiu que todas as informações prestadas foram corretas. Segundo ela, nada mudou e, por isso, não há motivo para uma revisão.

“Não procede a informação de que as partes ofereceram informações enganosas ou falsas. As informações são rigorosamente as mesmas. Os fatos não mudaram. Solicitamos que o processo não seja reaberto em respeito à coisa julgada e à segurança jurídica”, afirmou.

Países com voos compartilhados

Por enquanto, o ato de concentração atende a voos da América do Norte para Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai, mas outros países sul-americanos poderão fazer parte dessa aliança em um segundo momento.

A joint venture entre as duas empresas abrange mercados de transporte aéreo de passageiros e de cargas, com destaque para procedimentos envolvendo Brasil, México e Estados Unidos. Foi mais um passo em um acordo fechado entre as duas companhias em 2019. Além de combinar voos, a Delta adquiriu uma participação de 20% na Latam, por US$ 1,9 bilhão.

Ao aprovar a operação, a Superintendência do Cade concluiu que a competitividade para outras companhias deverá ser mantida mesmo com aval a essa operação. Já o relator disse que o acordo gera sobreposição de rotas com origem em São Paulo para Nova York, Miami e Orlando nos EUA e Cidade do México. Apesar disso, Braido não identificou preocupações concorrenciais, por não existirem barreiras significativas de entradas de competidores.

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Lucro do Banco do Brasil aumenta 32% no primeiro trimestre

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O Banco do Brasil (BB) teve lucro líquido contábil de R$ 4,226 bilhões no primeiro trimestre, segundo balanço divulgado hoje (6) à noite. O valor representa alta de 31,9% em relação aos R$ 3,199 bilhões registrado no mesmo período de 2020.

O lucro líquido ajustado do banco, que exclui receitas e gastos extraordinários, totalizou R$ 4,913 bilhões nos três primeiros meses de 2021. O montante é 44,7% maior que o observado no primeiro trimestre de 2020.

Indicador que mede a lucratividade dos bancos, o retorno sobre o patrimônio líquido também registrou melhora. A proporção ficou em 15,1%, melhor que os 12,1% registrados no último trimestre de 2020 e que os 12,5% no primeiro trimestre do ano passado.

A receita com prestação de serviços somou R$ 6,9 bilhões, com queda de 3% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Em nota, o Banco do Brasil informou que o recuo decorre “do atual momento macroeconômico e da dinâmica de negócios na rede”.

Carteira de crédito e inadimplência

A carteira de crédito ampliada do BB somou R$ 758,3 bilhões no primeiro trimestre, alta de 4,5% em relação aos três primeiros meses do ano passado. A inadimplência superior a 90 dias atingiu 1,95% no fim de março. Apesar de registrar leve alta em relação ao fim de dezembro, quando estava em 1,9%, o índice está abaixo dos 3,17% registrados em março do ano passado.

Esse é o primeiro balanço divulgado pela gestão do novo presidente do BB, Fausto de Andrade, que assumiu o comando da instituição financeira em março. Andrade substituiu André Brandão, que pediu demissão do cargo após instituir um programa de fechamento de 361 pontos de atendimento e de instituir um programa de demissão incentivada de 5 mil funcionários.

Edição: Fábio Massalli

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