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Cáceres amanhece de luto pela morte de Lucila Corrêa Mendes, figura carismática do município

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Por João Arruda | Cáceres

A cidade de Cáceres (a 220 km de Cuiabá), amanheceu enlutada nesta segunda-feira (12.01), com a notícia do falecimento de uma de suas personalidades mais carismáticas: Lucila Corrêa Mendes, aos 79 anos. Ela morreu na madrugada de hoje, no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, vítima de uma parada cardíaca.

Lucila estava internada desde novembro do ano passado e aguardava uma melhora em seu quadro de saúde para ser submetida a uma cirurgia, mas infelizmente não resistiu.

Ao longo de sua vida, Lucila Corrêa Mendes dedicou-se à formação em Cáceres e teve uma trajetória profissional diversificada e marcada por dedicação. Atuou na extinta Empresa Mato-Grossense de Pesquisa Agropecuária (Empa) e também no comércio, antes de ingressar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso como oficiala de Justiça. Por mais de três décadas, ela serviu à Comarca de Cáceres com esmero e dedicação, aposentando-se recentemente.

Sua postura profissional e humana rendeu-lhe inúmeras distinções e o respeito de magistrados, promotores e, sobretudo, de seus colegas serventuários do Poder Judiciário. Era conhecida pela polidez e urbanidade no trato com todos, deixando uma marca de excelência em sua carreira.

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Discreta, poucos sabiam que Lucila era prima do decano Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e tia do Coronel da Polícia Militar Alexandre Mendes, um dos oficiais mais destacados do estado por sua firme defesa da corporação e, em especial, dos praças.

A Rua 06 de Outubro, no centro histórico de Cáceres, onde o casario bicentenário guarda a memória da cidade, sentirá a ausência dessa figura marcante. Lucila fazia parte da ancestralidade dos “Ferreira Mendes”, uma família que remonta aos primeiros lusitanos a povoar e desenvolver a porção oeste de Mato Grosso, abrangendo cidades como Cáceres, Barra do Bugres e Diamantino. Dessa mesma vertente familiar, surgiram nomes como o escritor Natalino Ferreira Mendes (já falecido), Gilmar Mendes, Yale Sabo Mendes, Alexandre Mendes e outros notáveis mato-grossenses, que sempre conciliaram a notoriedade intelectual com a simplicidade peculiar à gente pantaneira.

Lucila Corrêa Mendes deixa um legado de retidão e carisma. À sua única filha, Raquel Mendes, fica a certeza de que Lucila encerrou sua passagem terrena com maestria, mantendo-se fiel aos ensinamentos cristãos.

João Arruda é pantaneiro e jornalista em Cáceres

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“Dona Maria Poconeana” parte aos 94 anos deixando um legado de luta e amor

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Maria da Conceição Cintra Demarchi

Por João Arruda | Cáceres

Faleceu ontem, 13 de fevereiro, em Cuiabá, a comerciante aposentada Maria da Conceição Cintra Demarchi, aos 94 anos de idade. Conhecida carinhosamente como “Dona Maria Poconeana”, ela foi uma figura matriarcal que marcou a história do comércio em Cáceres e criou uma numerosa família com uma vida dedicada ao trabalho e à superação.

Neta de imigrantes europeus, Maria da Conceição nasceu em Poconé, a 110 quilômetros ao sul de Cuiabá, na pitoresca região do Pantanal mato-grossense. Ainda jovem, já casada, mudou-se para Cáceres, onde, ao lado de seu primeiro esposo, Antônio Poconeano (que lhe rendeu o apelido carinhoso), fundou a icônica “Mercearia Cruz” na década de 1940. Ali, educou seus dez filhos – cinco homens e cinco mulheres – e se estabeleceu como pilar de sua comunidade.

Após ficar viúva, Dona Maria, com sua inquebrantável força de vontade, assumiu a liderança do negócio junto aos filhos e filhas, garantindo a continuidade do legado familiar. Anos mais tarde, encontrou novamente o amor e casou-se com o também comerciante Arnaldo Demarchi.

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A mudança para Cuiabá aconteceu para estar mais próxima da maioria de seus filhos e netos, que já haviam se radicado na capital. A família, aliás, é notável pela tradição de nomes: todos os filhos, exceto o caçula Antônio Mário – uma homenagem aos pais – têm nomes iniciados com a letra “E”: Edval, Edvaldo, Erivaldo, Eraldo, Helizabeth, Elizareth, Eliete e Edina.

A vida de Dona Maria foi pontuada por alegrias e, infelizmente, por momentos de profunda dor. Um dos baques mais traumáticos foi a perda de seu filho Edvaldo, que era um dos diretores do Banco Itaú em Mato Grosso e teve sua carreira precocemente interrompida por um acidente fatal na rodovia federal BR-070. Edvaldo retornava para Cuiabá após participar do Festival de Pesca, evento do qual ele e o Itaú foram pioneiros na criação. Posteriormente, a família enfrentou outra perda precoce com o falecimento da filha Helizabeth, carinhosamente chamada de Betinha.

Ao deixar Cáceres, Maria Poconeana confiou a “Mercearia Cruz” aos cuidados do filho Erivaldo, que segue com a mesma dedicação e empreendedorismo herdados dos pais. Em Cáceres, a notícia de seu falecimento gerou inúmeras manifestações de pesar e reconhecimento por sua contribuição à cidade.

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Em Cuiabá, a numerosa família, composta por 20 netos e 15 bisnetos, despede-se da matriarca nesta tarde de sol, que sucede uma manhã que amanheceu com densa cerração – um contraste poético para a despedida de uma “Guerreira”. Dona Maria da Conceição Cintra Demarchi será lembrada como uma pantaneira amável, solidária e detentora de um amor incondicional por seus familiares e seus semelhantes.

*João Arruda é jornalista em Cáceres

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