POLÍTICA NACIONAL

BTG/FSB: 45% não querem votar em candidatos que defendam porte de arma

Publicados

em

source
Quase metade dos entrevistados não querem votar em quem defende porte de armas
Banco de Imagens/Pexels

Quase metade dos entrevistados não querem votar em quem defende porte de armas

Pesquisa BTG/FSB  mostra que 45% dos entrevistados não querem votar em candidatos que defendam o porte de arma. Ao mesmo tempo, de acordo com os dados, 62% disseram ter mais chance de votar em quem defende a redução da maioridade penal.

Ainda segundo o levantamento, divulgado nessa segunda-feira (30) , mais da metade dos entrevistados (54%) perde o interesse em quem vai concorrer ao Planalto e seja favorável à legalização do aborto, sendo o tema com mais rejeição entre as pessoas ouvidas pelo instituto.

A pesquisa aponta que a pauta que menos interfere na escolha dos eleitores a um candidato à Presidência é a união de pessoas do mesmo sexo. A defesa do tema não afeta no voto de 48% dos eleitores.

Posicionamento quanto a temas e influência no voto
Divulgação

Posicionamento quanto a temas e influência no voto

Veja o resultado do posicionamento dos entrevistados quanto a temas e influência no voto:

  • Redução da maioridade penal para 16 anos: aumenta – 62% / não faz diferença – 18% / diminui – 17% / NS/NR – 3%
  • Programas sociais de distribuição de renda: aumenta – 61% / não faz diferença – 24% / diminui – 12% / NS/NR – 3%
  • Revogação da reforma trabalhista: aumenta – 41% / não faz diferença – 23% / diminui – 31% / NS/NR – 5%
  • Privatizações: aumenta – 32% / não faz diferença – 28% / diminui – 35% / NS/NR – 5%
  • Porte de armas: aumenta – 28% / não faz diferença – 25% / diminui – 45% / NS/NR – 2%
  • União de pessoas do mesmo sexo: aumenta – 23% / não faz diferença – 48% / diminui – 25% / NS/NR – 3%
  • Redução do tamanho do Estado: aumenta – 20% / não faz diferença – 40% / diminui – 33% / NS/NR – 6%
  • Legalização do aborto: aumenta – 19% / não faz diferença – 23% / diminui – 54% / NS/NR – 4%

Para realizar o levantamento, o instituto ouviu 2.000 eleitores por telefone entre os dias 27 e 29 de maio de 2022. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número TSE: BR-03196/2022.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Percentual disposto a ir às ruas por política cresceu no Brasil

Publicados

em

Cresceu a disposição do brasileiro para sair às ruas para defender direitos democráticos e visões políticas de mundo
Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas

Cresceu a disposição do brasileiro para sair às ruas para defender direitos democráticos e visões políticas de mundo

Os atos pela democracia organizados em todo o país nesta quinta-feira demonstram um fenômeno que vem aumentando nos últimos anos: a disposição do brasileiro para sair às ruas para defender direitos democráticos e visões políticas de mundo.

De acordo com dados do Latinobarómetro, sediado no Chile, e organizados pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop) da Unicamp, o percentual de pessoas que estão muito dispostas a sair de suas casas em prol da democracia vem crescendo ano a ano.

Em 2013, quando ocorreram as chamadas “Jornadas de Junho”, esse grupo correspondia a 17%. Depois, passou para 27% em 2015, ano em que se iniciou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), até chegar a 32% em 2020, último dado disponível.

A disposição para participar de mobilizações no Brasil é igual ou maior do que em países vizinhos, como Argentina, Chile e Bolívia, onde 26%, 29% e 28% iriam às ruas, respectivamente. No Brasil, a pesquisa foi feita com 3.422 entrevistas. Na Argentina, 3.409; Chile, 3.291 e Bolívia, 3.424, com margens de erro aproximadas de 3%.

Mais visibilidade de grupos que defendem o autoritarismo Entre os motivos para o crescimento da disposição em defender o regime democrático está o próprio aumento do nível de mobilização no Brasil após 2013, com as manifestações pelo impeachment de Dilma, depois os atos a favor da Operação Lava-Jato e, mais recentemente, os protestos contra o governo de Jair Bolsonaro (PL), afirma Oswaldo Amaral, cientista político e diretor do Cesop.

“Há ainda um outro fator que é o aumento da visibilidade, especialmente na opinião pública, de grupos que defendem o regime autoritário, pregam a volta dos militares e um golpe de estado”, analisa Amaral, acrescentando. “Como passou a ser mais frequente desde a metade da década passada, mas especialmente a partir de 2018, faz com que também haja uma resposta por parte importante da sociedade no sentido de estar disposta a agir em defesa do regime democrático.”

O levantamento do Latinobarómetro considera uma escala que vai de um a dez, sendo 1 “nada disposto” e dez “muito disposto”. Em 2020, somente 15% estão nada dispostos a sair às ruas.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

TECNOLOGIA

MATO GROSSO

Política Nacional

Mais Lidas da Semana