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Brasil terá o menor crescimento entre os países ricos, diz pesquisa

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Luciano Rocha

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Em 2021, o Brasil será o país com o pior desempenho econômico dentre as dez economias mais desenvolvidas do mundo . A recente marca de 400 mil mortes pela Covid-19  deve atrapalhar qualquer projeção de restabelecimento.

De acordo com as diferenças de custo de vida entre os países, medido pelo PPC (paridade de poder de compra), os economistas Claudio Considera e Juliana Trece, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), estimaram que o Brasil deve manter em 2021 a 8ª posição pelo terceiro ano seguido. Em 2018, era o sétimo colocado.

A pesquisa encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo, com dados divulgados em abril pelo FMI (Fundo Monetário Internacional),  mostra que o país conseguiu reduzir a distância para a maioria dos países que estão à sua frente, exceto em relação a China e Indonésia, que tiveram desempenho econômico melhor.

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Ainda assim, as sete maiores economias do planeta terão performance superior à brasileira. Pelo critério do PPC, a China é a maior economia mundial, seguida pelos EUA, Índia, Japão, Alemanha, Rússia, Indonésia, Brasil, Reino Unido e França. Os dois últimos colocados podem ultrapassar o Brasil visto a  desaceleração econômica e a lentidão na vacinação por aqui, enquanto a Europa já iniciou a reabertura gradual e segura do comércio.

Outros números

O FMI estima que o Brasil deva crescer 3,6% este ano , enquanto o ministério da Economia prevê 3,2%,  o Banco Mundial 3% e o mercado 3,9%. A média mundial é de, pelo menos, 6%, segundo o Fundo.

Em 2020, o PIB do Brasil caiu 4,1%. A média mundial é de 3,3%. A desvalorização da moeda também foi de cerca de 30% , um dos piores desempenhos internacionais.

Em 2020, a cotação dólar/real foi de R$ 4,03 para R$ 5,20. As expectativas do mercado indicam uma taxa de R$ 5,40 no final deste ano.

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Depósitos na poupança superam saques pelo quarto mês seguido, diz BC

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Captação líquida em julho foi de R$ 6,3 bilhões
Arquivo/Agência Brasil

Captação líquida em julho foi de R$ 6,3 bilhões

Impulsionada pela nova rodada de pagamentos do auxílio emergencial e pela alta recente nos juros, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou o quarto mês seguido de desempenho positivo. Em julho, os brasileiros depositaram R$ 6,37 bilhões a mais do que sacaram na caderneta de poupança, informou nesta quinta-feira (05) o Banco Central (BC).

Apesar do desempenho positivo, a captação é inferior à registrada em julho do ano passado. Naquele mês, os brasileiros tinham depositado R$ 28,14 bilhões a mais do que retiraram da poupança.

Com o desempenho de julho, a poupança acumula retirada líquida de R$ 10,16 bilhões nos sete primeiros meses do ano. Esta é a maior retirada acumulada para o período semestre desde 2019, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 16,1 bilhões.

O principal responsável pelo resultado positivo na poupança foi a retomada do pagamento do auxílio emergencial. A Caixa Econômica Federal depositou o dinheiro em contas poupança digitais, que acumulam rendimentos. Nesta rodada, o benefício paga parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375 por mês, dependendo da família do beneficiário.

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No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. Além do depósito do auxílio emergencial nas contas poupança digitais ao longo de oito meses em 2020, a instabilidade no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia de Covid-19 atraiu o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,72% nos 12 meses terminados em julho, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 8,59%. O IPCA cheio de julho será divulgado na próxima terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro são os juros baixos. Atualmente a taxa Selic (juros básicos da economia) está em alta, e quarta-feira (04) foi elevada para 5,25% ao ano. O segundo fator foi a alta nos preços dos alimentos e do dólar, que impacta a inflação desde o segundo semestre do ano passado. Mesmo assim, as recentes elevações na Selic estão voltando a atrair o interesse do brasileiro na caderneta.

Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 6,79% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia pouco menos de 3,675% este ano, caso a Selic permanecesse em 5,25% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central continue a aumentar a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

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