POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro recua e decide que dará entrevista ao Jornal Nacional no Rio

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Bolsonaro recua e decide que dará entrevista ao Jornal Nacional no Rio
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro recua e decide que dará entrevista ao Jornal Nacional no Rio

A assessoria do presidente Jair Bolsonaro (PL), informou à TV Globo, na manhã desta sexta-feira (5), que o candidato à reeleição decidiu comparecer aos estúdios da emissora no Rio de Janeiro para a realização da entrevista no Jornal Nacional.

Após o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro, ter dito que seu pai iria dar a entrevista ao Jornal Nacional, a emissora desmentiu a informação e disse que o presidente não havia aceitado ir até os estúdios de gravação.

Flávio havia dito que a entrevista seria concedida no dia 22 de agosto e seria transmitida do Palácio da Alvorada, em Brasília. “Tá marcado! Presidente Jair Bolsonaro no Jornal Nacional dia 22/agosto, direto do Palácio do Alvorada”, escreveu no Twitter.

Em um e-mail enviado no fim da noite desta quinta-feira (4), a assessoria manifestava a disposição de Bolsonaro de conceder a entrevista, mas no Alvorada, alegando que, “em função da campanha e de compromissos assumidos anteriormente, a agenda presidencial impossibilita a ida ao RJ, no dia 22 de agosto”.

Como as regras, anunciadas previamente, previam a realização das sabatinas nos estúdios da emissora, a Globo reiterou que a entrevista não poderia ser realizada em Brasília e considerou que o convite foi recusado.

Na manhã de sexta, porém, a assessoria explicou que o e-mail tinha apenas o objetivo de manifestar uma preferência, mas que o candidato não se recusava a ir ao Rio para a entrevista.

Outros candidatos 

Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) já confirmaram presença na entrevista até o prazo estipulado. A ordem das entrevista ficou da seguinte maneira:

  • 22/8 (seg) – Jair Bolsonaro (PL)
  • 24/8 (qua) – Ciro Gomes (PDT)
  • 25/8 (qui) – Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • 26/8 (sex) – Simone Tebet (MDB)

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Flow: Bolsonaro volta a defender remédios ineficazes contra a Covid-19

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Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast
Reprodução

Jair Bolsonaro sendo entrevistado no Flow Podcast

Em entrevista ao podcast “Flow”, o  presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “o Brasil é o país com menos sofreu com a Covid-19” logo no início da conversa. Hoje, o país ultrapassa o número de 680 mil mortes por conta do coronavírus. O candidato à Presidência também questionou a imunização contra a doença e voltou a defender os medicamentos ineficazes.

O mandatário ainda admitiu ter recebido orientações para evitar o assunto para perder eleitores, mas disse não se importar e que prefere dizer “a verdade”, segundo ele.

Apesar da fala de Bolsonaro, pesquisas mostram a queda no número de mortes acompanham o avanço da vacinação. Ele ainda disse que preferiu não se vacinar contra a Covid-19, embora tenha imposto sigilo de cem anos em sua carteira de vacinação.

“O pessoal me recomenda: ‘não toque nesse assunto’. Poxa, eu tenho que valar a verdade para o pessoal. Não quer votar mais em mim, lamento, né, posso fazer o quê? Eu tenho que falar a verdade”, disse o presidente.

Enquanto Bolsonaro falava sobre a questão da pandemia durante a entrevista, o programa exibido pela plataforma Youtube, destacava na legenda: “Lembre-se de pesquisar tudo o que foi dito neste programa”.

“Eu não tomei vacina. Me recomendaram até a tomar uma água destilada. Eu não vou. Posso enganar a você, mas não vou enganar a mim. Influencia alguns (a não tomar a vacina). Não é que a minha palavra tá valendo, eles foram ler a bula”, disse.

Bolsonaro citou estudos de Israel que apontam a perda de eficácia da vacina da Pfizer. Entretanto, a aplicação da quarta dose para adultos acima de 40 anos, imunossuprimidos e profissionais de saúde quatro meses após a terceira dose, é recomendada pelo Ministério da Saúde.

Apesar das críticas, Bolsonaro disse que as doses de vacina contra o coronavírus seguirão sendo disponibilizadas:

“Tem gente que quer tomar a terceira, quarta dose. Sem problema nenhum, enquanto quiser tomar, vamos dar a vacina. Agora, respeite quem não quer tomar a vacina”, disse.

Ademais, o presidente  voltou a defender medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina.

“Eu acho que deviam tomar. Eu tomei e fiquei bem, 90% tomaram e tão bem”.

Bolsonaro ainda diz que a “liberdade médica” foi cassada durante a pandemia.

“O meu ministro da saúde, o tal do Mandetta, ele fez um protocolo e quem tava com Covid ia pra casa e quando sentia falta de ar, ia para o hospital. Aí eu falei ‘ vai pro hospital fazer o que? Ser intubado?’. Por que você não garante a liberdade do médico de clinicar seu paciente? Porque o médico sabe disso. Se chega alguém que tá passando mal que pode morrer, ele pode receitar alguma coisa em comum acordo com o paciente ou com a família”.

O Chefe do Estado também comentou sobre a questão do contrato da Pfizer ter chegado no Brasil e ele não ter aceitado prontamente, questão tratada durante a CPI da Covid, onde foi divulgado que 101 e-mails com ofertas de venda e reforço da disponibilidade das doses foram ignorados pelo governo brasileiro, o que poderia ter adiantado o  início da vacinação no Brasil.

Bolsonaro justificou que a oferta chegou em maio de 2020 e não aceitou, pois, segundo ele, a farmacêutica não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.

“Me acusam de não ter comprado vacina. Li o contrato da Pfizer e tava escrito: “Não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais”. Falei não, pô”.

Antes de estar disponível para o cidadão, qualquer vacina ou medicamento passa primeiramente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A agência avalia os estudos de eficácia da vacina, ou seja, quanto que ela funciona, e os estudos de segurança, isto é, as reações adversas, efeitos colaterais e problemas observados nas pessoas que se vacinaram. Ou seja, é verdade que as empresas não se responsabilizam pelos possíveis efeitos colaterais, mas ela dispõe de dados, resultados e acompanhamentos para que uma agência de saúde possa aprovar ou não um imunizante com segurança. Se aprovado, é porque a vacina tem sua segurança cientificamente comprovada.

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Fonte: IG Política

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