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Bolsonaro: Ex-esposa teria lavado dinheiro no gabinete do filho Carlos

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Ex-assessor liga ex-mulher de Bolsonaro a fraude com DPVAT
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Ex-assessor liga ex-mulher de Bolsonaro a fraude com DPVAT

Em entrevista ao ‘Jornal Nacional’, na última terça-feira (08), um ex-funcionário da família Bolsonaro associou  Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do  presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-chefe de gabinete do  vereador Carlos Bolsonaro, a um esquema de fraude envolvendo o seguro DPVAT, pago a vítimas de acidentes de trânsito.

Ana Cristina, que é investigada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) pela prática de rachadinha quando atuava no gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio, teria participado de um esquema operado pelo advogado Marcelo Morgado, que já foi alvo de investigação da Polícia Civil.

Segundo Marcelo Luis Nogueira dos Santos, que foi nomeado entre 2003 e 2007 no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro e trabalhava como funcionário doméstico de Ana Cristina, a ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro teria no esquema “uma forma de lavagem de dinheiro” dos recursos obtidos via rachadinha, isto é, do recolhimento de salários de assessores lotados no gabinete de Carlos Bolsonaro. Procurada pela TV Globo, a defesa de Ana Cristina não se manifestou.

Na investigação da rachadinha, o MP identificou que Ana Cristina foi sócia de um escritório de advocacia, o Valle Ana Advogados, e de duas empresas de seguros na época em que era chefe de gabinete de Carlos.

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Todas as firmas foram registradas em endereços próximos à Câmara Municipal. Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), mais da metade dos débitos na conta bancária de uma das seguradoras entre 2008 e 2015, totalizando R$ 1,1 milhão, se deu com saques em espécie.

Valores retidos

No escritório de advocacia, Ana Cristina tinha como sócia Lidiane Castro Morgado, mulher de Marcelo Morgado, investigado por fraudes no DPVAT. Um inquérito da Polícia Civil apontou o endereço do escritório de advocacia de Ana Cristina como o local onde teria ocorrido a prática de estelionato contra uma das vítimas, que receberiam adiantamentos em espécie para arcar com valores de funerais de parentes. Depois, o advogado receberia procurações das vítimas para sacar o seguro e reteria parte deste valor.

“Ele (Marcelo Morgado) que acionava as famílias quando tinha acidente, oferecia todo o custo do funeral. Só que tudo era superfaturado. Ele tirava um percentual (do seguro), e esse percentual era revertido para a Valle Advogados, porque era quem dava esse dinheiro para poder oferecer à família todo o processo”, afirmou Marcelo Luis.


O ‘Jornal Nacional’ também identificou que Ana Cristina atuou como advogada em pelo menos 54 processos cíveis envolvendo indenizações por acidentes de trânsito entre 2007 e 2010, dos quais 37 casos correram na Justiça do Rio Grande do Sul.

Segundo a reportagem, ao menos quatro pessoas ouvidas, que figuravam como clientes nesses processos, disseram não ter recebido valores do seguro DPVAT aos quais teriam direito em função das ações judiciais.

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Temer diz que Simone Tebet é ‘candidata para valer’

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Simone Tebet e ex-presidente Temer se encontram em São Paulo
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Simone Tebet e ex-presidente Temer se encontram em São Paulo

O ex-presidente Michel Temer defendeu nesta quinta-feira a pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) contra a polarização representada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT). Após receber a senadora em seu escritório em São Paulo, Temer afirmou que Tebet tem atributos para “pacificar” o país e que é “candidata para valer”.

A declaração de apoio do ex-presidente à senadora vem num momento em que a maior parte dos caciques estaduais do MDB estão divididos entre o apoio a Lula ou Bolsonaro.

Apesar das dificuldades internas na sigla, a pré-campanha de Tebet foi encampada pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, que é muito próximo de Temer. O encontro com Temer foi uma espécie de pontapé inicial da pré-campanha da senadora em São Paulo que busca se tornar conhecida nacionalmente para tentar viabilizar seu nome.

— Hoje a senadora Simone Tebet, com a conversa que nós tivemos, é candidata pra valer, para levar adiante. A primeira coisa é o candidato a presidente pretender ser candidato a presidente. Ela tem essa disposição e portanto será candidata do partido — afirmou Temer, que ainda acrescentou: — Ela (Tebet) é uma pessoa centrada, que obedece à constituição, que sabe quais são os critérios constitucionais a serem obedecidos, especialmente aqueles que buscam a pacificação, a harmonia entre os poderes e a tranquilidade dos brasileiros.

Nos últimos dias, o ex-presidente ouviu apelos de figuras históricas do PSDB em defesa da candidatura da senadora. A voz mais enfática até agora foi o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), cujo grupo político foi derrotado nas prévias da sigla pelo governador João Doria, mas que ainda assim não veem viabilidade na candidatura do paulista ao Palácio do Planalto. Nos próximos dias, Tebet deve se encontrar com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, derrotado nas prévias tucanas.

Aliados de Doria, no entanto, avaliam Tebet poderia compor uma chapa com o governador, mas como vice. Doria já se encontrou com a senadora anteriormente e tem dito que gostaria de uma mulher para sua vice.

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