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Bolsonaro critica pesquisa do IBGE e sugere nova estatística de desemprego

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Após corte no Orçamento, IBGE afirma que o Censo 2021 é inviável
Acervo IBGE

Após corte no Orçamento, IBGE afirma que o Censo 2021 é inviável

Nesta quinta-feira (8) o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a pesquisa de emprego realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, a metodologia que atendia outros governos pode mudar na nova gestão.

“Estamos criando empregos formais mês a mês. Mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE que atendia ao governo da época. No meu entender, é o tipo (de metodologia) errado. Pode mudar. É só ver o número de carteiras assinadas mês a mês. Saber se está aumentando e quantos estão na informalidade”, disse ele em entrevista à CNN.

A Pnad Contínua já havia sido criticada por ele há dois anos. Nesse trimestre, a pesquisa apontou 14,2% de desempregados no país, pior para o período desde o início da pesquisa do IBGE, em 2012. Ao todo, são 14,3 milhões de brasileiros desocupados, cerca de 200 mil pessoas a mais do que no trimestre anterior, de agosto a outubro, e 2,4 milhões de pessoas a mais do que no mesmo trimestre de 2020, antes do início da pandemia.

Para o presidente, o aumento do desemprego se deve à crescente busca pela informalidade. Segundo ele, a metodologia do IBGE deveria abarcar também os que buscam o “ganha-pão” sem carteira assinada. 

“Vendiam churrasquinho de gato, água mineral no sinal, um biscoito na praia, um sorvete na arquibancada de futebol…”, disse. “Não tem mais como catar latinha por aí, procuraram emprego”.

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Presidente pediu demissão 

Após cortes de 96%  no orçamento do instituto, a presidente Susana Guerra pediu demissão do cargo. Segundo responsáveis pelo Censo, a pesquisa ficaria inviável com os recursos propostos pela Câmara dos Deputados.

Ela sairá oficialmente do cargo nesta sexta-feira (9). Nos bastidores, existem esforços pela nomeação de um nome definido por critérios técnicos, que já esteja familiarizado com o funcionamento do IBGE. O nome do sucessor de Susana, porém, ainda não foi divulgado.



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Fux, TCU e Paulo Guedes: Quem deve ser ouvido na comissão da PEC dos Precatórios

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Hugo Motta (Republicanos-PB) deve convocar ministros e o presidente do STF para debater precatórios
Zeca Ribeiro_

Hugo Motta (Republicanos-PB) deve convocar ministros e o presidente do STF para debater precatórios

Criada na manhã desta quarta-feira (22), a comissão especial que estudará a PEC dos Precatórios pretende convocar autoridades e ministros para discutir a possibilidade da criação de um teto para as dívidas judiciais em 2022. Entre os convocados estão o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. 

O relator da proposta na Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer entender como será a criação do teto para precatórios, sugerido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ideia é criar uma barreira de R$ 39,4 bilhões para o pagamento das dívidas e liberar cerca de R$ 40 bilhões no Orçamento de 2022 para destinar ao Auxílio Brasil, novo programa social do governo federal que substituirá o Bolsa Família. 

Motta quer que o presidente do STF e o ministro do TCU apresentem detalhes sobre a proposta da criação de teto, que funcionaria da mesma forma que o Teto de Gastos da União. Entretanto, há a preocupação de um aumento exorbitante nas dívidas judiciais do governo até 2036, quando o país poderá ter que pagar R$ 700 bilhões em precatórios. 

O relator pretende agilizar as convocações em meio à pressão da base aliada, maioria na comissão, em encerrar a tramitação da proposta até novembro, quando termina o pagamento do auxílio emergencial. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), quer colocar em pauta a PEC dos Precatórios antes das discussões no Congresso Nacional sobre o Orçamento de 2022, pois facilitaria alterações no texto enviado pelo Palácio do Planalto para encaixar despesas do Auxílio Brasil. 

Após a indicação de Hugo Moura para a relatoria da proposta, o Congresso iniciou as negociações para oferecer descontos de até 40% aos credores. Ou seja, os interessados em receber o valor à vista ou 15% em 10 anos, receberão menos, o que aliviaria a situação precária dos cofres da União. 

Embora tenha apoio do Ministério da Economia e partes envolvidas nas negociações, economistas e entidades rebatem as possibilidades e afirmam ser obrigação do governo o pagamento integral dos precatórios. 

“Os precatórios são pagamentos obrigatórios. A União precisa quitar essas dívidas. Os R$ 40 bilhões que surgiriam com o parcelamento, só apareceriam se você não cumprir uma regra constitucional. Além disso, não tem lógica a criação de um teto, pois precatório é dívida e não gasto corrente”, afirma Júlia Braga, professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

“A gente reclama da complexidade tributária, mas esquece da complexidade das regras. O Orçamento deveria ser pensado para a sociedade, e não para cumprir determinada regra”, completou. 

Parcelamento de precatórios 

Para liberar verba no Orçamento de 2022 para atender os anseios do Palácio do Planalto, o Ministério da Economia enviou ao Congresso Nacional uma proposta em que parcelaria precatórios no próximo ano e criar espaço para o reajuste do novo Bolsa Família. O aumento do benefício é visto como uma alternativa de aumentar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia. 

No entanto, congressistas e especialistas ressaltaram a possibilidade de calote da União nos pagamentos de dívidas judiciais, o que ascendeu o alerta no Supremo Tribunal Federal. Após estudos, o presidente do STF, Luiz Fux, e o ministro do TCU, Bruno Dantas, sugeriram a criação de um teto para precatórios. O tema agradou os presidentes da Câmara, Senado, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, já que a proposta abre R$ 40 bilhões de espaço no Orçamento para o novo programa social. 

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