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Bolsonaro chama CPI de vexame e diz que ministros farão vídeo sobre cloroquina

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Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada
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Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada

Jair Bolsonaro disse, neste sábado (8), em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada, que a  CPI da Covid é um “vexame” porque “só se fala em cloroquina”. O presidente disse, ainda, que fará um vídeo com 22 ministros para dizer quais deles tomaram o remédio —  comprovadamente ineficaz para tratar a doença causada pelo Sars-Cov-2.

“O cara que é contra [a cloroquina] e não dá alternativas. Tenho certeza que alguém aqui tomou hidroxicloroquina“, disse.

“A gente vai fazer um vídeo nesta semana, os 22 ministros. Todos aqueles que tomaram hidroxicloroquina vão falar: eu tomei. É a alternativa no momento. ‘Ah, não tem comprovação científica’. Mas não tem cientificamente dizendo o contrário também“, continuou. (Veja o vídeo abaixo).

O chefe de estado também disse que as mortes que envolveram o uso de cloroquina em Manaus se deram por conta de superdosagem. “Qualquer remédio se tomar em excesso pode entrar em óbito”, afirmou.

Bolsonaro também votou a colocar em dúvida o número de mortos por Covid-19 no Brasil. “Tudo é suspeita de covid.”

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Senadores da base do governo avaliam positivamente audiência da CPI

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Em depoimento de mais de oito horas à CPI da Pandemia nesta sexta-feira (18), os médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves ressaltaram a importância do chamado tratamento precoce para a covid-19 numa audiência marcada pela ausência dos senadores de oposição. Por sua vez, os senadores da base do governo que integram o colegiado, em entrevista coletiva depois do encerramento dos trabalhos, classificaram a audiência como proveitosa e reveladora dos rumos da comissão de inquérito.

— Foi um momento importante de ouvir o outro lado, porque até agora a gente tem ouvido muitos que estão negando o tempo todo qualquer tipo de tratamento na fase inicial da doença — declarou o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que comemorou a participação de mais de 15 senadores através do acesso remoto.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) classificou como “patético” o início da sessão, caracterizado pela retirada de senadores que, segundo ele, até então eram notáveis por suas “inquisições pesadas e agressivas”. Ele disse que o episódio ressalta a queda da narrativa que norteia a CPI.

— Que medo se tem em relação a isso? O Senado prestou hoje um grande papel para a sociedade — afirmou.

Só depois de muita insistência os parlamentares da base do governo conseguiram fazer ouvir o “outro lado da moeda”, segundo Girão. No mesmo sentido, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse que a CPI parecia teimar em não ouvir profissionais representativos como Zimerman e Cardoso.

— Nossos oponentes fugiram do debate. Seria a hora de questionar os quatro médicos que temos na comissão: por que não vieram debater? — indagou.

Par ao senador Jorginho Mello (PL-SC), os convidados foram corajosos e falaram com segurança.

— Se mais atenção fosse prestada a médicos como esses, o Brasil teria diminuído o número de pessoas que se foram — avaliou.

Na sequência da entrevista coletiva, o médico Ricardo Ariel Zimerman agradeceu a oportunidade proporcionada pela comissão de inquérito, mas condenou a quantidade de “assassinato de reputações” que se deu torno da pandemia. Francisco Eduardo Cardoso Alves criticou a politização do tratamento, que tem custado vidas e atrapalhado o dia a dia dos médicos.

— A disputa política tem que ficar de um lado, e a medicina tem que ficar do outro. Essa mistura não está dando certo — definiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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