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BNDES apoia revitalização de patrimônio histórico brasileiro

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Para preservar a história e a memória das cidades brasileiras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoia a reabilitação em larga escala de áreas históricas e patrimônios arquitetônicos. O modelo-piloto será desenvolvido em Recife (PE).

Na capital pernambucana, o banco apoiará, com até R$ 2,75 milhões, um modelo a ser elaborado pelo Porto Digital para a recuperação do centro histórico e bairros em Recife. O recurso vem da Linha BNDES Fundo Cultural.

A expectativa é impulsionar o potencial do patrimônio histórico como vetor de desenvolvimento econômico e social nas diversas regiões, de acordo com o Gerente de Desenvolvimento Urbano, Cultura e Turismo do BNDES, Fabrício Brollo. Segundo ele, há também a intenção de atrair investimentos da iniciativa privada para a ação.

“Junto com o Porto Digital, estruturamos um projeto para montar um modelo-piloto de revitalização de centros históricos. Esse projeto vai levantar informações sobre os imóveis, seu estado de conservação, propriedade, potencial de uso econômico, e pensar, com a conjunção dessas informações, novas formas de apoiar, revitalizar, financiar os trabalhos necessários para que esses bens sejam preservados”, explicou Fabrício Brollo.

Modelo pode ser expandido

De acordo com o gerente do BNDES, os resultados do projeto devem estar prontos no fim de 2022. A partir daí, o BNDES poderá fomentar a adaptação do modelo do Porto Digital em diferentes localidades. E opções não faltam. O Brasil tem 88 conjuntos urbanos protegidos em todo o país onde o modelo de reabilitação pode ser aplicado e replicado, de acordo com o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan).

“Os resultados recolhidos serão divulgados e compartilhados com todas as prefeituras do Brasil. Esperamos que, com esse trabalho, o país possa não só recuperar e preservar seus centros históricos, suas edificações na nossa memória, mas também levar às prefeituras novas formas de pensar e trabalhar seus ativos”, ressaltou Fabrício Brollo.

Porto Digital

O Porto Digital vem revitalizando áreas históricas e patrimônios degradados na área do parque tecnológico de Recife e atraindo empresas de tecnologia. O presidente do local, Pierre Lucena, afirmou que as perspectivas do novo projeto são promissoras.

“O Porto Digital e o BNDES esperam encontrar uma modelagem econômica que faça com que essas requalificações sejam viáveis também para o investidor privado e, mais que isso, levar esse projeto para outras capitais do Brasil e a ressignificação de outros centros históricos e também de áreas centrais da cidade que precisam de requalificação urbana”, afirmou.

O Porto Digital é um dos principais parques tecnológicos instalado no centro histórico de Recife e bairros vizinhos, que tem como um dos propósitos fazer a requalificação do espaço urbano.

BNDES Fundo Cultural

Modalidade que oferece apoio não reembolsável para a preservação do patrimônio cultural e incentivo à cadeia produtiva da cultura, incluindo projetos de patrimônio material e imaterial, acervos memoriais e instituições culturais reconhecidamente portadoras da identidade cultural brasileira.

Veja mais detalhes sobre a iniciativa

Fonte: Brasil.gov

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Adolescente que ameaçava ataque a escola em Cabo Frio é apreendido

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Ataque a escola de Cabo Frio aconteceria dois dias depois do atentado em Saudades, SC
Divulgação/Corpo de Bombeiros

Ataque a escola de Cabo Frio aconteceria dois dias depois do atentado em Saudades, SC

Policiais da Delegacia de Cabo Frio apreenderam um adolescente de 15 anos de idade, que ameaçava pelas redes sociais um  ataque a uma escola particular na cidade da Região dos Lagos. A descoberta da ação foi possível graças ao Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública , que identificou que as ameaças partiam da cidade de Cabo Frio.

Com as informações repassadas pela equipe do ministério, a Polícia Civil do Rio de Janeiro conseguiu identificar e apreender o adolescente suspeito, que teria divulgado a ação em suas redes sociais.

De acordo com o ministro da Justiça, Anderson Torres, “a tecnologia se torna cada vez mais fundamental para a resolução de crimes. Neste caso, a ação rápida e conjunta entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Polícia Civil do Rio evitou uma tragédia. Esse é o nosso compromisso com a sociedade”.

A ação ocorreria dois dias depois do ataque a uma creche na cidade de Saudades , em Santa Catarina, que deixou cinco mortos, sendo três bebês, uma professora e uma auxiliar.

Segundo o delegado da Polícia Civil de Cabo Frio Carlos Eduardo Almeida, “no dia [5], por volta das 22h, recebemos informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública e montamos uma operação para esta manhã. As equipes foram até o local apontado nessas informações. Fomos recebidos pela mãe do adolescente. Na busca, conseguimos encontrar todo o material que estava sendo postado pelo adolescente em uma plataforma de rede social ”.

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Mensagens

Em uma das mensagens postadas, o menor apreendido dizia ter começado a planejar o ataque no dia 4 de maio e iria realizar o ato dois dias depois, ou seja, na quinta-feira (6). A intenção seria atacar na hora do recreio, no mesmo horário do massacre em Realengo. O internauta afirmou que mataria um professor e dois funcionários da escola, além de alunos. Uma arma branca e coquetéis molotov seriam usados na ação.

O massacre em Realengo, zona oeste do Rio, ocorreu no dia 7 de abril de 2011, por volta das 8h30, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos de idade, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando 12 deles, com idade entre 13 e 15 anos, e deixou mais de 22 feridos. O assassino foi interceptado por policiais, mas cometeu suicídio antes de ser detido.

Na residência do suspeito foram encontrados materiais para fabricação de coquetel molotov, desenhos que simulavam a ação contra a escola, além de outros artefatos. O perfil que o usuário utilizava nas redes sociais tinha a imagem de Wellington Menezes de Oliveira, autor do massacre  de Realengo.

O delegado Carlos Eduardo informou que “o adolescente foi ouvido, em companhia dos pais e com toda a tranquilidade, e disse que realmente ia perpetrar essa ação”.

O coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça , Alessandro Barreto, disse que “cada vez mais a tecnologia é empregada para a prática de crimes. Tecnologias ofertadas com fins lícitos são empregadas de forma criminosa. A apreensão do adolescente, após a publicação de ameaças de ataques em redes sociais a uma escola na cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, demonstra uma ação oportuna da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério da Justiça e Segurança Pública para reprimir crimes praticados na internet com reflexos no meio físico”.

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