AGRO & NEGÓCIO

Biossegurança no uso de OGMs é debatida em webinar

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O pesquisador Paulo Barroso, da Embrapa Territorial, foi um dos palestrantes do webinar “Biotecnologia na agricultura brasileira: histórico e segurança”. O evento promovido pelo International Life Sciences Institute no Brasil (ILSI Brasil) ocorreu no dia 12 de novembro e também contou com a participação da professora Patrícia Fernandes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As palestras podem ser conferidas aqui .

Na presidência da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBIo) desde abril deste ano, Barroso apresentou as atribuições do órgão, esclareceu alguns pontos relacionados à segurança no uso dos Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) e abordou as grandes possibilidades proporcionadas pelo uso de transgênicos regulamentados.

Como observa o pesquisador, na agricultura, boa parte dos transgênicos disponíveis atualmente possuem genes bacterianos, seja para conferir tolerância a herbicidas, ou para oferecer resistência a insetos. Compete à CTNBio a liberação desses organismos para uso na sociedade, o que só ocorre, ele ressalta, após um rigoroso processo de testes com fins de certificar ausência de risco à saúde humana.

Para se chegar à liberação comercial de um transgênico, são promovidas avaliações segundo os critérios exigidos pela Resolução Normativa 24.

“Nada é feito sob o ponto de vista legal sem o aval da CTNBio. Ela verifica as instalações, avalia o projeto e promove ensaios em contenção e em campo”, disse. Ao final do processo, ele continua, espera-se que se tenha um novo OGM para ser disponibilizado à população.

Segundo ele, nenhum problema comprovado foi relatado à CTNBio até a presente data. “Pelo contrário, há inúmeros relatos que comprovam a segurança”, afirma.

Terapias gênicas

O uso de OGMs também abre grandes possibilidades no campo da medicina. Estamos falando das terapias gênicas. Paulo explicou como é possível a produção de medicamentos e hormônios em indivíduos que apresentam alguns genes não funcionais. Uma oportunidade para tratamento seria, ele explica, inserir um gene funcional humano dentro de um vírus e transportá-lo para um ser vivo que apresenta uma disfunção. Com estes procedimentos, os indivíduos que receberem o OGM passarão a não mais apresentar os sintomas, ou apresentá-los de forma atenuada.

Outra possibilidade é levar  para uma bactéria fragmentos de DNA humano que carregam o código para a produção de insulina, por exemplo. “Com isso, pode-se estimular  a produção de insulina – ou diversos outros tipos de hormônios – de forma rápida, segura e barata”, disse.

 
Sobre a CTNBio

Órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Composta por 54 membros, sendo 27 titulares e 27 suplentes – todos doutores, de notório saber. A Comissão regula todas as atividades que envolvem OGM no País. Ela autoriza experimentos, credencia instalações, produz normas que regulamentam o uso e o manuseio de OGMs, avalia o risco de OGMs e, a partir dessas análises, faz as recomendações para a liberação comercial.

A CTNBio trabalha exclusivamente com saúde animal, saúde humana e meio ambiente. Questões que extrapolam essa esfera são tratadas pelo Conselho Nacional de Biossegurança, formado por ministros de Estado.

As reuniões da CTNBio da primeira quarta e quinta-feira do mês são abertas. Basta acessar a página da instituição e inscrever-se.

ILSI

O ILSI é uma organização mundial sem fins lucrativos e de integração entre academia, indústria e governo. Sua missão é estimular a discussão e aplicação da ciência em temas que visam a melhora da saúde e do bem-estar público e preservação do meio ambiente.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Parceiros articulam fortalecimento de pesquisas e transferência de tecnologias em Arapiraca (AL)

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Pesquisadores da Embrapa participaram, na quarta (14), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, de reunião com parceiros para discutir e articular o fortalecimento de pesquisas com mandioca, grãos e hortaliças no município e entorno.

O anfitrião do encontro foi o secretário de Desenvolvimento Rural de Arapiraca, Hibernon Cavalcante, que recebeu Antonio Santiago, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) baseado em Alagoas, e Flávia Teixeira, pesquisadora da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) atualmente baseada na nova Unidade sediada em Maceió, a Embrapa Alimentos e Territórios. 

A reunião contou com a participação de assessores e técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Rural da Arapiraca e Emater-AL, e teve como foco a implementação de ações de pesquisa e transferência de tecnologias voltadas à cultura de mandioca e hortaliças para técnicos e produtores do município já para 2021. 

Santiago já vem há alguns anos coordenando estudos e ensaios de campo com mandioca na região de Arapiraca e municípios vizinhos, tradicional produtora da raiz e de hortaliças, sempre em parceria com os governos municipais e estadual.

“A ideia é fortalecer as parcerias para retomarmos e intensificarmos esses estudos de competição de cultivares de mandioca para a indústria e implantarmos ensaios com cultivares voltadas para a alimentação animal, além hortaliças como cenoura e alface, feijão e pesquisas com milho dentro da já consolidada atuação da Comissão Estadual de Grãos”, explica Santiago. 

Com aproximadamente 180 produtores atuando numa área de 250 hectares, segundo dados da Prefeitura Municipal, a produção de hortaliças em Arapiraca, apresenta, anualmente, faturamento bruto acima dos 50 milhões. Na cultura da mandioca, são utilizados 5,5 mil hectares, com média de produção de 30 mil toneladas anuais e faturamento bruto de 15 milhões por ano.

Fonte: Embrapa

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