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Bienal do Livro de São Paulo tem espaço dedicado à cultura nordestina

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A 26ª Bienal Internacional do Livro, que começa neste sábado (2), no Expo Center Norte, em São Paulo, terá uma área dedicada à cultura nordestina. O Espaço Cordel e Repente, organizado pela editora cearense Imeph, propõe uma programação que inclui lançamento de livros, exposição artística e apresentações de cantadores, repentistas e cantores.

O homenageado do estande este ano será o poeta Rogaciano Leite (1920-1969), reconhecido pela valorização da cultura dos violeiros e repentistas.

A abertura do espaço será com o relançamento do livro Carne e Alma, lançado em 1950. A quinta edição da obra foi organizada pela filha do escritor, Helena Roraima Leite. O livro é dividido em três partes: Poemas Sertanejos, Versos a Esmo e Lianas Amazônicas e uma parte adicional de impressões da crítica e agradecimentos. “É o livro carro-chefe, obra-prima, é o mais conhecido dele no Brasil”, explica Helena. A edição especial tem ilustrações do artista plástico Maurício Negro.

“As primeiras composições dele foram em 1937, quando tinha 16 anos. A partir daí, ele já declamava nas casas culturais, nos teatros, trazendo para o público aristocrático, o público culto, a cantoria do repente, que geralmente ficava nas fazendas. Ele intelectualiza a poesia popular, leva ao teatro, leva toda essa riqueza da poesia do repente para lá. Ele foi um marco”, diz Helena, que é pesquisadora da obra do pai e prepara outro livro sobre a obra dele, Coração Sertanejo.

Escritor, violeiro e repentista, Rogaciano nasceu em 1920, na Fazenda Cacimba Nova, em São José do Egito, hoje Itapetim, em Pernambuco. “Não há momento mais oportuno para fazer essa homenagem à obra dele. Para ter dimensão, Rogaciano Leite tem um poema gravado na Praça Vermelha em Moscou chamado Os Trabalhadores, que é um poema em homenagem a todos os trabalhadores do mundo. O que ele gostava mesmo era da cultura popular, era de cantar o sertão”, afirma Lucinda Marques, curadora do espaço.

O Espaço Cordel e Repente, com 300 metros quadrados, receberá ainda outras editoras nordestinas. “Vamos dar oportunidade a editoras, autores e poetas antigos e iniciantes para se apresentarem e mostrarem suas obras na maior Bienal da América Latina. Além disso, São Paulo é a capital mais nordestina fora do Nordeste”, destaca a curadora. O evento tem espaço total de 65 mil metros quadrados e reúne 185 expositores.

A programação dedicada à literatura do Nordeste terá também a presença de Francine Maria, cantora cearense de 14 anos, que diz sonha levar a cultura nordestina para todo o Brasil. Francine é uma das concorrentes ao programa The Voice Kids Brasil, da TV Globo.

Ao longo dos dez dias de bienal, a programação do estande inclui ainda declamação de cordel e contação de histórias, com Cleusa Santo; pocket show com o Grupo Cordel Cantante e os poetas Luciano Braga e Edi Maria, além de show com a cantora Kelly Rosa. “É uma programação que atende desde a criança até a terceira idade, porque vai ter os contadores de histórias, declamadores de verso, poesia e música”, destaca Lucinda Marques.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Geral

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MP denuncia por maus-tratos dona de asilo no Rio

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O Ministério Público do Rio de Janeiro, denunciou a empresária Vanessa da Silva Ferro de Souza, proprietária e administradora da casa de repouso para idosos, em Guaratiba, zona oeste do Rio, por maus-tratos que levaram a óbito um dos pacientes da instituição. A denúncia foi feita em abril, mas só foi divulgada hoje (9). 

No domingo (7), a Polícia Civil prendeu em flagrante Vanessa e dois funcionários, pelos crimes de maus-tratos, tortura, sequestro e cárcere privado e fechou a casa de repouso.

A denúncia, ajuizada junto à 40ª Vara Criminal da Capital, relata que, entre os meses de janeiro e maio de 2015, Vanessa colocou em perigo a vida e a saúde de Jorge Luis dos Santos Azeredo, um idoso que estava internado no asilo após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A casa de repouso privou o idoso do tratamento necessário para sua recuperação, tendo deixado de administrar alimentação e hidratação adequada à vítima, que foi internada por sua filha.

Devido à falta de cuidados adequados, o idoso desenvolveu escaras ou úlceras de pressão pela falta de irrigação sanguínea em pacientes acamados, causadas pela falta de movimentação, higiene e alimentação adequadas.

No dia 5 de abril de 2015, a filha encontrou Jorge Luis com o corpo coberto de escaras, sem roupas e sujo de fezes. Levado ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na zona oeste da cidade, com quadro de desnutrição, desidratação e pneumonia, Jorge desenvolveu um quadro de infecção generalizada e morreu. 

Vanessa foi denunciada com base no Artigo 136, parágrafo 2º, do Código Penal, que prevê prisão de quatro a 12 anos.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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