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BH: homem que denunciou desaparecimento da mulher é preso por feminicídio

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Corpo de Ana Márcia segue desaparecido
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Corpo de Ana Márcia segue desaparecido

Nesta terça-feira, um homem de 42 ano, que no fim do ano passado, havia notificado as autoridades sobre o desaparecimento de sua mulher em Belo Horizonte , foi preso pela Polícia Civil por suspeita de assassinar sua esposa. Ele será indiciado pelos crimes de feminicídio , ocultação de cadáver e fraude processual. As informações foram apuradas pelo G1.  

“A gente pode constatar que se trata de uma pessoa bastante dissimulada, que falseia o tempo todo”, declarou a delegada Maria Alice Faria. 

Desaparecida desde de o dia 2 de novembro de 2020, Ana Márcia Gomes Santiago, de 41 anos, teve seu caso investigado pela  Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida dois dias após seu registro. Segundo as informações da delegada, no dia do crime, o marido havia usado o celular da vítima para não vausar estranhamento em sua família pelo seu sumiço. 

“Nesse caso específico, e quando acontece casos similares de desaparecimento decorrentes de homicídio, há, sim, uma série de situações onde os envolvidos simulam, fazem-se passar pela pessoa desaparecida, como no fato presente. O suspeito enviou mensagens pelo telefone da esposa [a uma das filhas da vítima], se passando por ela, dizendo que sairia, que iria passear, que iria para casa de uma amiga e que não era para se preocupar com ela”, apontou. 

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Coletiva de imprensa com autoridades para esclarecem o caso de feminicídio
Raquel Freitas / G1

Coletiva de imprensa com autoridades para esclarecem o caso de feminicídio

Com o andar as investigações, as autoridades concluíram que o caso se classifica como feminicídio mesmo com o corpo da vítima ainda desaparecido . Juntos há nove anos, o casal mantinha um relacionamento abalado. Ana Márcia deixa duas filhas e a mais nova, de 8 anos, era filha fruto de sua relação com seu marido. 

Ainda de acordo com as informações da delegada, o crime pode ter sido motivado por ciúmes. Uma grande quantidade de sangue da vítima foi encontrada em seu quarto, na moradia em que vivia com a família, no bairro Serrano. 

“Mesmo que ele tenha tentado dissuadir, retirar qualquer vestígio de sangue, porque a parede foi raspada, foi arrancado o reboco e o chão também foi bastante lavado”, conta Maria Alice. Também foi encontrado sangue da vítima no veículo do suspeito. 

Ele foi aprendido em sua casa, na semana passada e segundo as autoridades, ele não resistiu à prisão e nem demonstrou surpresa com ação. Em depoimento, o suspeito disse que aconteceu uma briga entre ele e Ana Márcia em que ela caiu e bateu a cabeça.

Durante o momento desespero, ele levou o corpo até seu carro e depois a largou nas margens do Rio Paraopeba. Porém as autoridades encontram falhas na versão apresentada pelo suspeito, pois seguindo as provas, o crime parece ter sido cometido com violência. 

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Podcast Último Segundo: Armar população aumenta a segurança? Ouça

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Podcast Último Segundo: Armar população aumenta a segurança? Ouça
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Podcast Último Segundo: Armar população aumenta a segurança? Ouça

Em fevereiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou quatro decretos que facilitam a aquisição de armamentos por pessoas comuns. Entre os detalhes do decreto estão:

  • Aumentar o limite de armas que cidadãos comuns podem ter, de quatro armas para seis;
  • Permitir o porte simultâneo de duas armas;
  • Facilitar a compra de armamentos e munições para colecionadores, atiradores e caçadores;
  • Ampliar a lista de categorias profissionais que têm direito a adquirir armas e munições.

Na prática, o recente movimento do presidente em armar a população significou a volta de uma discussão já conhecida pelo público: Armar ou não a população?

Segundo dados do DataSUS, de outubro do ano passado, as armas de fogo são responsáveis por cerca de 70% dos homicídios no país. Além disso, em dois anos de flexibilização das leis, desde que Bolsonaro foi eleito, houve um aumento de 180 mil novas armas de fogo registradas pela Polícia Federal.

Existem aqueles que concordam com as políticas armamentistas e aqueles que discordam. E a segurança pública sempre acaba sendo colocada como um dos argumentos de quem é a favor. O iG conversou com especialistas e cidadãos comuns para tentar entender como pensam as pessoas a favor e contra a liberação de armas no país. Ouça nosso podcast na sequência:

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