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Bebês nônuplos comemoram o seu primeiro aniversário

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Reprodução/ SALOUM ARBY

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Os bebês marroquinos são o primeiro caso registrado de crianças nônuplas que já sobrevieram por um ano. Apesar de ainda estarem em observação médica, a família comemora a saúde e o primeiro ano de vida dos bebês. 

“Nada é melhor do que o primeiro ano. Vamos recordar este grande momento que vamos viver”, conta o pai  Abdelkader Arby, à BBC News.

As crianças quebraram o recorde mundial de maior quantidade de bebês nascendo de uma única vez. Foram cinco meninas e quatro meninos, pesando entre 500g e 1 kg. Para os pais, apesar de ser difícil, é um alívio ver que todos estão bem. 

“Não é fácil, mas é ótimo. Mesmo que às vezes seja cansativo, quando você olha para todos os bebês em perfeita saúde, (em uma linha) da direita para a esquerda ficamos aliviados. Esquecemos tudo”, disse o pai à BBC News.

A gravidez de nove crianças é de risco, tanto para a mãe quanto para os filhos, sendo aconselhado em muitos casos o aborto. Apesar, dos bebês estarem atualmente apresentando uma boa saúde, eles ainda precisarão ficar em obervação por mais algum tempo, devido à possibilidade de aparição de algumas doenças, como sepse e paralisia cerebral.

A família tem recebido auxílio do governo de Mali, morando no momento em um apartamento medicalizado, que pertence à clínica onde foi feito o parto das crianças, a Ain Borja em Casablanca. 

“Há enfermeiras que estão aqui, além de minha esposa, que ajudam a cuidar das crianças. O estado do Mali preparou tudo para o cuidado e tratamento dos nove bebês e de sua mãe. Não é nada fácil, mas é lindo e reconfortante”, continuou ele.

O pai também pede que Deus possa abençoar as famílias que ainda não possuem filhos e fala que apesar das dificuldades os seus filhos são o seu tesouro. 

“Espero que Deus abençoe a todos que ainda não têm filhos, que eles possam ter o que nós, os pais de nônuplos atualmente temos. É lindo, um verdadeiro tesouro”, finaliza  Abdelkader Arby.

Fonte: IG Mulher

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Pesquisa mapeia impactos na saúde mental e vida profissional de mães

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Pesquisa Mommys e Saúde Mental aponta para esgotamento mental e físico de mães
Reprodução: Alto Astral

Pesquisa Mommys e Saúde Mental aponta para esgotamento mental e físico de mães

As mulheres que são mães estão emocionalmente e fisicamente desgastadas, além de fazerem parte de um forte cenário maior de insegurança profissional. É o que apontam os dados da edição de 2022 da Pesquisa Mommys e Saúde Mental. Os dados indicam ainda um aumento no desgaste derivado do aumento de acúmulo de tarefas domésticas e de cuidados com os filhos, o que diminui o tempo de dedicação a atividades de autocuidado.

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O levantamento foi realizado pela rede de apoio materna Mommys, uma comunidade que conta com mais de 9 mil mulheres de todo Brasil. Os dados foram coletados em julho deste ano como uma maneira de explorar os desafios impostos às mulheres em decorrência da maternidade.

Na pesquisa, 74% das mulheres afirmaram que não têm doenças físicas ou mentais, um número menor do que o registrado em 2021, que era 81%. E 62,7% das mulheres dizem que têm com frequência uma sensação de vazio. Cansaço e sobrecarga estão entre os sentimentos mais citados.

O cansaço está atrelado à realização de tarefas domésticas sem contribuição de outra pessoa. Cerca de 34% das mulheres se encarregam do serviço doméstico sozinhas e quase 85% apontam que as tarefas de casa são as mais executadas – perdendo apenas para o acompanhamento dos filhos aos tratamentos médicos (92,4%). Além disso, 80,3% delas fazem as compras.

“Essa pesquisa mostra a normalização do estado de exaustão das mães, que são socialmente cobradas a ‘dar conta de tudo’. A carga, o sentimento de obrigação e o não ter tempo para si mesma foram normalizados, tanto pelas famílias e amigos, quanto pelas próprias mulheres que não percebem que o languishing [a sensação de vazio e definhamento] é um sinal de alerta”, aponta Mariana Bicalho, community builder do Mommys.

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Diante dos sinais de esgotamento, não há tempo para olhar para si própria. Apenas 30,6% das mulheres têm um hobby. Em 2021, o índice era 33,6%. Houve queda também no nível de mães que praticam atividade física regularmente: se em 2021 o número era de 45,7%, em 2022 foi para 35,6%.

O sentimento de solidão é frequente, sendo que 31,6% das mães se sentem sozinhas entre três a cinco vezes por semana e 15%, seis vezes ou mais. Cerca de 90% gostariam de sair regularmente com as amigas, sendo que 60% fazem isso, no máximo, duas vezes ao ano.

Insegurança profissional

A pesquisa aponta para um aumento positivo com relação a remuneração, com apenas 9,3% das mães não possuindo nenhum tipo de remuneração. Por outro lado, houve queda de 15,6% para 13,1% no volume de mães com renda acima de R$ 10 mil. Também houve aumento nos seguintes casos, em comparação a 2021:

Mulheres que recebem 1 salário mínimo: cresceu de 33,8% para 34,6% Mulheres que recebem 2 salários mínimos: cresceu de 11% para 15,3% Mulheres com renda de mais de R$ 5 mil: cresceu de 26,2% para 27,8%

Mesmo assim, há um forte cenário de insegurança profissional, já que apenas 31,8% das mães trabalham com carteira assinada, enquanto 28% têm registro de pessoa jurídica. A informalidade atingiu 22,3% contra 19,2% do ano passado.

“Enquanto se dedicam tanto às suas famílias, muitas mães deixam o mercado de trabalho e perdem a autonomia. Se a escolha foi dela e ela tem apoio emocional e financeiro para seguir, esse não será um problema, no entanto, o que vemos, é uma realidade diferente e, quando elas decidem retomar suas atividades profissionais e sociais, não têm mais as mesmas condições e oportunidades”, complementa Mariana.

Fonte: IG Mulher

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