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BC publica relatório e normas sobre gestão de riscos climáticos

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O Banco Central (BC) publicou hoje (15) um conjunto de normas que tratam da gestão de riscos sociais, ambientais e climáticas no âmbito do sistema financeiro. A autarquia divulgou ainda o primeiro Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas, que apresenta as ações do BC na dimensão sustentabilidade da Agenda BC#, que reúne as estratégias do banco na promoção da estabilidade financeira do país.

De acordo com o presidente do BC, Roberto Campo Neto, há uma relação clara desses riscos sociais, ambientais e climáticas com os riscos tradicionais das instituições financeiras, como de crédito, operacional e os próprios do mercado, capazes de afetar a política monetária e o equilíbrio do sistema financeiro. “Choques ambientais e climáticos podem afetar a taxa de inflação. Esses choques são difíceis de prever, afetam a oferta e, assim, são mais difíceis para a política monetária”, disse.

Ele citou choques climáticos recentes como, por exemplo, as ondas de calor na América do Sul, geadas no Sul do país e a atual crise hídrica que afetam o preço dos alimentos e da energia e trazem impactos negativos sobre a inflação. “No longo prazo, esses choques podem ter efeitos duradouros, afetam a produtividade e o crescimento econômico de longo prazo e, portanto, a taxa de juros neutra [aquela adequada para estimular a economia sem gerar instabilidade na inflação]”, explicou.

Nesse sentido, segundo Campo Neto, os bancos centrais em todo o mundo precisam avaliar as vulnerabilidades do sistema financeiro em relação a esses riscos que podem provocar mudanças nas avaliações de ativos e perdas para o sistema. Segundo ele, especialmente na última década, o BC tem implementado medidas relacionadas ao assunto, como agora, com essas entregas da dimensão de sustentabilidade de sua agenda de trabalho.

O pilar de sustentabilidade da Agenda BC# foi lançado em setembro do ano passado e tem diversos tipos de ações internas, políticas, regulatórias e de supervisão e de parcerias.

Novas normas

Os novos normativos publicados são o resultado das consultas públicas nº 82, nº 85 e nº 86, realizadas pelo BC, e tem o objetivo de trazer maior compreensão desses riscos por parte das instituições financeiras e demais atores do sistema, reduzir as assimetrias de informação e favorecer o desenvolvimento do crédito e das finanças sustentáveis.

Eles tratam do fortalecimento das regras de gerenciamento desses riscos, com a exigência da elaboração de uma Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática (PRSAC) pelas instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Além disso, os normativos padronizam a divulgação, por essas instituições, de informações sobre riscos e oportunidades sociais, ambientais e climáticas, aumentando a transparência.

Também integra o conjunto de normas, uma resolução do BC que trata de impedimentos legais e infralegais existentes relacionados a questões sociais, ambientais e climáticas na contratação de crédito rural. Esses impedimentos já são verificados pelas instituições financeiras e, agora, o BC colocará uma segunda linha de defesa, em que um sistema próprio vai reconhecer esse risco

Já estão automatizados, por exemplo, a exigência de Cadastro Ambiental Rural (CAR) e as informações sobre utilização de trabalho em condições análogas à de escravo. Até o próximo Plano Safra, o BC quer incluir no sistema os impedimentos de sobreposições de cultivo em unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas e em áreas embargadas da Amazônia.

Gestão dos riscos

De acordo com o BC, as iniciativas estão alinhadas com as recentes recomendações e tendências internacionais em torno da gestão dos riscos climáticos e ambientais, e da transparência em relação a eles. O Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticas, que trata das frentes de trabalho do banco, está disponível na página do BC.

No risco climático há dois componentes principais, o físico e o de transição. O físico diz respeito a perdas financeiras com eventos extremos, como secas ou chuvas extremas, que podem trazer riscos operacionais e de crédito, já que esses eventos têm impacto na produtividade das empresas. O risco de transição trata, por exemplo, do valor das reservas de petróleo, caso o processo de transição para a economia de baixo carbono aconteça de forma mais rápida e intensa.

O risco ambiental está associado, por exemplo, ao financiamento de empreendimentos que devem cumprir exigências ambientais e estão sujeitos a embargos. Já o risco social trata da própria percepção dos clientes sobre as instituições financeiras, o que pode impactar a realização de negócios.

Edição: Fernando Fraga

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Azul tem inscrições abertas para nova edição de seu programa de trainee

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Inscrições abertas: Azul anuncia nova edição de seu Programa Trainee
Calebe Murilo

Inscrições abertas: Azul anuncia nova edição de seu Programa Trainee

Estão abertas as inscrições para o Programa Trainee 2022 da Azul. São cerca de 15 vagas abertas para candidatos com formação superior em qualquer área de atuação para início em janeiro de 2022. Os interessados poderão se inscrever até 19 de outubro por meio do site da companhia clicando aqui .

A companhia busca por profissionais que tenham protagonismo em suas carreiras e que almejam o crescimento e desenvolvimento de suas habilidades de liderança. Para isso, logo no início do programa, os Trainees farão uma imersão no negócio da Azul, conhecendo a experiência oferecida ao cliente, por meio de visitas a áreas estratégicas, como aeroportos, hangares de manutenção de aeronaves, Azul Cargo, Callcenter e universidade corporativa.

Além disso, para acelerar a carreira dos jovens talentos, o programa oferecerá mentoria realizada com o CEO, vice-presidentes e diretores da Azul, que acompanham de perto o desenvolvimento de cada trainee.

Para participarem do programa, os candidatos precisam ter se graduado em qualquer área de conhecimento entre julho de 2018 e dezembro de 2021, serem apaixonados pelo segmento da aviação, inovadores, criativos e estarem dispostos a participar de projetos desafiadores na companhia.

“O nosso programa Trainee é diferente porque é uma via de mão dupla. Sabemos que nós, como liderança, temos muito o que compartilhar com esses jovens talentos, mas eles, por estarem ingressando no mercado agora, nos trazem uma visão moderna e inovadora que também contribui muito com o nosso negócio, ou seja, acaba sendo uma troca mútua de visões, experiências e ideias” afirma Camila Almeida, diretora de Pessoas da Azul.

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O processo seletivo dará oportunidade para que os candidatos demonstrem suas habilidades em testes online, games para resolução de problemas e tomada de decisões, dinâmicas, entrevistas e painéis com a liderança. A companhia busca pela representatividade em todas as suas oportunidades e, por isso, todas as etapas são conduzidas sem distinção de raça, cor, gênero, orientação sexual, nacionalidade, deficiência, idade ou outra particularidade.

Além dos benefícios de assistência médica e odontológica, seguro de vida, previdência privada, restaurante próprio, vale-transporte ou estacionamento no local, gympass, programas de qualidade de vida e saúde, os Trainees também terão direito a outros diferenciais da Azul, como passagens aéreas nacionais e internacionais para eles próprios, seus pais, filhos, cônjuge e acompanhante, passagens aéreas nacionais ou internacionais para presentear amigos e, ainda, farão parte do clube de descontos da companhia.

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