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BC pede reajuste de 22% para servidores, mas recua horas depois

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Mesmo com pedido de reajuste, servidores devem manter greves por tempo indeterminado
Redação 1Bilhão

Mesmo com pedido de reajuste, servidores devem manter greves por tempo indeterminado

O Banco Central (BC) retirou ainda nesta quinta-feira, a minuta de Medida Provisória que havia enviado neste mesmo dia para o Ministério da Economia prevendo reajuste salarial de 22%, além da reestruturação das carreiras, o que atenderia algumas reivindicações dos servidores em greve. A remuneração inicial de um técnico do BC é de R$ 7,5 mil e de um analista, de R$ 19,2 mil.

Segundo a minuta, os pagamentos sairiam com o novo valor já a partir de junho. Já a reestruturação da carreira envolve a exigência de ensino superior para o cargo de técnico e a alteração de nomenclatura para o cargo de analista, que se tornaria auditor. A informação foi publicada pelo Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO.

Em nota, o BC alegou que havia “inconsistências” no texto da minuta da MP e por isso fez a retirada do Sistema de Geração e Tramitação de Documentos Oficiais do Governo Federal (Sidof). Questionado, ainda não respondeu se reenviará a proposta.

O texto também previa a criação de Retribuição por Produtividade Institucional, que seria regulado posteriormente pela diretoria do Banco Central e uma nova tabela salarial para os funcionários CLT reintregados.

Os servidores do Banco Central estão em greve desde o início de abril, que teve uma paralisação de algumas semanas no dia 19 do mês passado como um gesto para esperar uma proposta do governo. Já no último dia 3, a greve foi retomada, segundo o sindicato, porque o governo não fez a nova proposta.

O governo já tem pronto um PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional), propondo reajuste linerar de 5% para os funcionários públicos, a partir de julho. A proposta deve ser enviada ao Legislativo antes do dia 22 deste mês, quando será divulgado o relatório bimestral de receitas e despesas para abrir espaço no Orçamento. 

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O impacto do reajuste salarial de 5% no Executivo neste ano será de R$ 6,3 bilhões. No Judiciário, de R$ 827,9 milhões e no Legislativo, R$ 165,3 milhões. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) já estão tomando providências para a concessão do aumento.

“Eu deleguei à diretoria geral da Casa, com as consultas técnicas cabíveis e houve uma posição da presidência do Senado, mas materializada em embasamento técnico, a definição de que é possível esse reajuste linear de 5%”, disse Pacheco, após reunir com secretários estaduais de fazenda nesta quinta-feira.

Com a movimentação dos chefes dos outros Poderes, disse um técnico da equipe econômica, não deve haver mais volta em relação ao reajuste para os servidores do Executivo, apesar da pressão de alguns categorias como do Banco Central (BC), que pede por 27% de reajuste para compensar a inflação dos anos em que não houve aumento de salário.

O ofício enviado pelo BC ao Ministério da Economia nesta quinta-feira já era do conhecimento da pasta, disse um técnico. Não há nenhuma necessidade de ser atendido, complementou.

“O que está em análise são outras demandas de caráter não remuneratório, como o nível de escolaridade para ingresso no cargo de técnico do BC, alteração na nomenclatura do cargo de analista e  prerrogativas funcionais do cargo de procurador”, explicou o interlocutor.

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Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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