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BBB 2022 traz o vitiligo para o centro das atenções. Conheça essa doença

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

O programa Big Brother Brasil da Rede Globo de Televisão que está em andamento trouxe para o centro das dicussões uma doença que é muito comum e que tem um ícone famoso: Michael Jackson.

Anunciada pela Globo na última sexta-feira (14.01), junto com os outros participantes do BBB22, a modelo e designer de unhas de Minas Gerais, Natália Deodato, revelou ter descoberto o vitiligo aos 9 anos, quando as primeiras manchas começaram a aparecer. “Eu tinha vergonha, eu tampava… só depois eu entendi o que é e passei a me respeitar com a doença”, disso a corajosa bigbrother na “Cadeira Elétrica” do programa.

Vamos aproveitar a oportunidade para falar deste tema. O vitiligo não é uma doença contagiosa, como muitos pensam, e até por isso é estigmatizaste, levando à depressão, transtornos obsessivos-compulsivos (TOC), doenças da tireoide e várias doenças da imunidade.


Trata-se de uma doença de pele, de causas desconhecidas, que provoca perda gradativa da pigmentação, devido à diminuição ou ausência de melanócitos (células que formam a melanina, pigmento que dá cor à pele).

As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença. Por esse motivo os médicos acreditam que possa ser uma doença autoimune, em que o próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói os melanócitos.

O principal sinal de vitiligo é a perda de cor da pele, geralmente com o surgimento de manchas por todo o corpo. Outros sinais de vitiligo incluem perda de pigmentação do cabelo, cílios, sobrancelhas ou barba, alteração da cor da camada interna do globo ocular (retina), manchas descoradas em torno das axilas, umbigo, órgãos genitais e reto. É difícil prever como a doença vai progredir. Às vezes, as manchas param espontaneamente e sem tratamento. Em alguns casos, no entanto, a perda de pigmento da pele se espalha por todo o corpo.

Não há como prever como a doença evoluirá e uma vez tendo perdido a cor da pele, é muito raro e difícil que ela volte à cor que tinha antes. Entretanto, existem alguns tratamentos disponíveis que ajudam a restaurar a cor ou o tom de pele, mas os resultados variam e são imprevisíveis.

A boa notícia é que existe cura. O tratamento visa cessar o aumento das lesões [estabilização do quadro] e também a repigmentação da pele. Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas.
Aí se vai conviver com as manchas como a Natalia, ou fazer um tratamento para despigmentar tudo, como fez o Michael Jackson, vai do gosto do paciente.

 

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Mortalidade materna cresceu quase 50% nos últimos 5 anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A mortalidade materna, definida como a morte durante a gravidez ou no prazo de 42 dias após o final da gestação, ainda é um problema de saúde pública no Brasil.

No Brasil, conforme dados registrados no Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, em 2021, o País teve média de 107 mortes a cada 100 mil nascimentos. Um número absurdo, principalmente se comparados à Europa, onde a taxa média é de 13 mortes a cada 100 mil nascimentos, segundo dados do  Relatório da Saúde Europeia divulgado recentemente.

O número de mortes maternas cresceu 47,93% ao longo dos últimos cinco anos no país, e se acentuou entre 2020 e 2021, uma das consequências da pandemia de Covid-19. A covid-19, de acordo com o Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), foi responsável pela morte de mais de 1.500 mães brasileiras em 2021, mas as principais causas continuam sendo hipertensão, hemorragia e infecção puerperal – pós-parto -, que pode ocorrer até 42 dias depois do parto.

Morte de médica de Cáceres, chocou o estado.

Com base em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS) que coloca o Brasil como responsável por cerca de 20% das mortes maternas no mundo, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) elaborou o Projeto de Lei nº 1133/2021, que prevê a criação da Política Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, apoio e acolhimento de gestantes e parturientes durante endemias, epidemias ou pandemias.

Projeto cria política estadual de Prevenção da Mortalidade Materna em Mato Grosso

O Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher (28 de maio) foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, ocorrido em 1984, na Holanda, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, em 1987, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-Americanas e do Caribe (RSMLAC), propôs que, a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática ajudaria a nortear ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

O principal objetivo dessas datas comemorativas é chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre diversos problemas de saúde comuns na vida das mulheres, tais como: câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade.

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