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Banco Nacional de Perfis Genéticos ultrapassa 100 mil perfis cadastrados

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O Banco Nacional de Perfis Genéticos ultrapassou a marca de 100 mil perfis cadastrados, sendo 75 mil de condenados e 16 mil de vestígios de local de crime. A maior parte é ligada a pessoas envolvidas em casos violentos e de abuso sexual. No Brasil, até o momento, mais de duas mil investigações foram auxiliadas pela ferramenta.

Para o perito criminal federal e coordenador do comitê gestor da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ronaldo Carneiro, os números são resultado de um trabalho integrado. “Mais que uma marca atingida, esse número é a representação do trabalho de muitas pessoas e instituições, dentro de um projeto estratégico que proporciona à sociedade mais segurança e justiça, por meio de uma ferramenta científica. Cada vez mais conseguimos concluir investigações criminais e encontrar pessoas desaparecidas.”

Criado em 2013, o banco auxilia as investigações criminais de todo o Brasil por meio da prova pericial do DNA. Além de poder apontar a autoria de fatos criminosos sem solução, é capaz de comprovar a inocência de suspeitos ou ainda interligar um determinado caso com outras investigações das demais esferas policiais com provas robustas, tornando-se uma ferramenta eficiente na elucidação de crimes.

Até o fim de 2019, o banco possuía cerca de 70 mil perfis genéticos cadastrados e, em pouco mais de um ano, esse número aumentou em 40%. Atualmente, a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos conta com 20 laboratórios estaduais, um do DF e um da Polícia Federal.

No ano de 2019, o ministério investiu mais de R$ 35 milhões na atividade e, em 2020, mais de R$ 80 milhões, numa ação conjunta entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Federal e as secretarias de segurança pública estaduais para o compartilhamento de perfis genéticos obtidos em laboratórios de Genética Forense.

Além disso, o projeto prevê inúmeras ações de capacitação de profissionais de segurança, desde os que atuam na preservação do local de crime até os peritos criminais que atuam no laboratório de DNA.

Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública

Fonte: Brasil.gov

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VÍDEO: homem põe fogo na casa da ex com ela e o filho do casal dentro no RJ

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Damião Lucas Matias de Moraes, de 28 anos, foi preso por tentativa de feminicídio
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Damião Lucas Matias de Moraes, de 28 anos, foi preso por tentativa de feminicídio

Um homem identificado como Damião Lucas Matias de Moraes, de 28 anos, nesta terça-feira (27), colocou fogo na casa da ex-companheira com ela e o filho do casal dentro, em Imbiriê, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). A vítima registrou na câmera do celular o momento que ele começa a ação. Veja abaixo. O homem foi preso na última terça-feira (26) por tentativa de feminicídio.

A vítima relatou ao delegado Marcos Santana Gomes, titular da 62ªDP (Imbariê), que Damião, por não aceitar o término do relacionamento, que ocorreu há cerca de um mês, vinha lhe ameaçando através de áudios dizendo que iria queimá-la viva.

“No dia do crime ele entrou na casa com um galão de gasolina, obrigou a vítima a sentar no sofá da sala e lançou o combustível no cômodo e ateou fogo no sofá embebido de gasolina”, disse o delegado.

A jovem de 23 anos gravou o momento em que ele começa a execução do crime. Na gravação, a qual O DIA teve acesso, ela faz menção ao filho que estava em casa e o cheiro de gasolina derramada no local.

“Não tem volta, tá decidido”, iniciou Damião. “Precisa fazer isso?”, questionou ela. “Você não tem ninguém mais. Eu não tenho família”, disse o homem. “Aí você vai fazer isso comigo e com teu filho? Olha o cheiro, você vai acabar botando fogo na casa, cara. Para com isso”, pediu a vítima.

A perícia concluiu que Damião arrombou a porta para entrar na casa e que o foco do incêndio é o sofá, local onde a vítima ficou sentada a mando do homem.

De acordo com a polícia, a jovem sofreu algumas queimaduras e disse que só escapou com a ajuda de vizinhos, que viram a casa pegando fogo. A criança, de 2 anos, que estava dormindo no quarto, não se feriu. O caso está sendo investigado pela 62ªDP (Imbariê).

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