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Bancada evangélica se reúne para discutir perdão a dívidas; entenda o debate

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O deputado Sóstenes Cavalcante
Agência Brasil

O deputado Sóstenes Cavalcante, um dos líderes da bancada, discorda da decisão de Bolsonaro

Nesta terça-feira (15) a  bancada evangélica realiza uma reunião para discutir o veto do perdão a dívidas de igrejas . O objetivo é definir uma estratégia sobre a votação no Congresso, já que a ala está dividida.


Por um lado, há uma maioria que defende a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro. Isso permitiria que as dívidas bilionárias das igrejas fossem perdoadas. 

Já a outra ala – mais ligada ao governo, da qual faz parte, por exemplo, o deputado Marco Feliciano (PSC) – defende que é preciso discutir a questão no âmbito da proposta de emenda constitucional. Bolsonaro se comprometeu a enviar a proposta ao Congresso para discutir a imunidade de impostos das igrejas.

O governo Bolsonaro quer colocar a questão da isenção igrejas e templos na segunda fase da proposta de reforma tributária.

Sóstenes Cavalcante (Democratas), deputado federal e um dos líderes da bancada evangélica, disse ao GloboNews nesta terça (15) que a decisão do presidente Bolsonaro decepcionou a ala. O presidente pede ao Congresso que derrube o veto à isenção a igrejas.

Para Cavalcante, a orientação de Bolsonaro depois do veto – que alegou que o perdão poderia ser um crime de responsabilidade que leva a impeachment – é contraditória.

O deputado diz que a bancada busca um parecer jurídico que comprove que não há crime de responsabilidade em isentar as igrejas das dívidas, por ser uma imunidade garantida. Ele afirmou também que vai pedir a David Alcolumbre, presidente do Senado, que paute esse veto na primeira sessão de votação de vetos.

Amanhã, nesta quarta (16), Bolsonaro deve se reunir em um almoço com a bancada evangélica para discutir o veto.


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Dólar fecha em R$ 5,76 com novas medidas de lockdown na Europa

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Em mais um dia de tensão no mercado financeiro, o dólar voltou a fechar no maior nível em cinco meses e a bolsa de valores teve a maior queda percentual para um dia desde abril. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (28) vendido a R$ 5,763, com alta de R$ 0,081 (+1,43%).

Na maior cotação desde 15 de maio, quando tinha fechado em R$ 5,84, a divisa operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 9h45, chegou a R$ 5,68. O dólar só perdeu velocidade depois que o Banco Central (BC) interveio no mercado, vendendo US$ 1 bilhão das reservas internacionais em leilão à vista.

No mercado de ações, o dia foi marcado por perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 95.369 pontos, com recuo de 4,25%. Apenas nesta semana, o indicador acumulou perdas de 5,8%.

O Brasil foi afetado por um movimento global de aversão ao risco, quando investidores em todo o planeta procuram investimentos mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano. A turbulência persistiu nos mercados internacionais durante todo o dia porque as novas restrições impostas em países desenvolvidos por causa da covid-19 afetam a recuperação da economia mundial.

Na Europa, a Alemanha adotará lockdown emergencial de um mês, com o fechamento de restaurantes, academias de ginástica e teatros para reverter um pico de casos do novo coronavírus que pode sobrecarregar os hospitais. Na França, o presidente Emmanuel Macron disse que o novo lockdown nacional a partir de sexta-feira (30) permanecerá em vigor até 1º de dezembro para interromper a disseminação exponencial da covid-19.

Nos Estados Unidos, as bolsas também fecharam em queda, afetadas pelo avanço dos casos de covid-19 na maior economia do planeta. A proximidade da eleição presidencial, na próxima terça-feira (3), adicionava cautela aos negócios.

Com informações da Reuters*

Edição: Aline Leal

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