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Balde Cheio fecha parceria com a COOPAR no RS

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O projeto em rede Balde Cheio, desenvolvido pela Embrapa por 23 anos, e retomado no RS há dois anos, vai se estendendo a mais cooperativas no Estado. A confirmação de participação nas ações do Projeto veio da Pomerano Alimentos Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul LTDA (COOPAR), do município de São Lourenço do Sul. 

Nesta última semana, o departamento técnico da organização confirmou a assinatura do contrato entre as duas instituições, com o objetivo de valorizar o seu maior patrimônio, que é atender melhor o seu associado. Além disso, a Cooperativa está num momento de investimento ao capacitar  novos técnicos contratados. De três técnicos, o seu Departamento Técnico passa a contar com mais três novos profissionais.

Segundo o diretor técnico da COOPAR, Estêvão Kunde, as expectativas no trabalho são positivas pois pretendem envolver quatro técnicos para trabalhar com quatro “propriedades-modelo”, que segundo ele, deseja que se tornem referência em manejo e práticas de produção leiteira para aumento de produtividade, com abrangência na região envolvida pela Cooperativa.

Para a pesquisadora Renata Suné Martins da Silva, da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, a estratégia é de divulgar a metodologia do Projeto nas principais bacias leiteiras do Estado, através de palestras, dias de campo, reuniões, publicações,  de forma a dar ciência aos interessados no tema, envolvendo as cooperativas, prefeituras, produtores e técnicos da área de bovinocultura de leite. “O nosso planejamento é de ampliar cada vez mais o programa, sem distinção de regiões, número de municípios, produtores ou técnicos envolvidos. Até porque acreditamos que o programa tem o potencial de transformar regiões, então sem destaque em termos de volume ou produtividade, e em regiões que avancem em desenvolvimento regional baseado na produção de leite”, explicou.

A Embrapa Clima Temperado, em Pelotas, também faz parte do Projeto, com a atuação do analista Sergio Bender, que se dedica junto à pesquisadora Renata de expandir as ações no Estado. “Nosso papel é de articulação, fazendo com que se amplie o número de técnicos, e mesmo em tempos de pandemia, estamos apresentando a metodologia Balde Cheio e realizando convites ao público de interesse, cumprindo nosso propósito na busca de novos parceiros”, disse Bender.

O Projeto está presente no Rio Grande do Sul na região da Fronteira-Oeste, junto a Associação dos Produtores de Leite (Acripleite), contando com a área de produção de leite experimental da Fundação Maronna. Na região da Serra, através da Cooperativa Piá, estão sendo capacitados atualmente os técnicos que assistem os municípios de Barão, Gramado, São Jorge e Soledade, e anteriormente, fizeram parte técnicos e produtores de Nova Petrópolis e Vila Flores. E agora, a equipe passa a desenvolver as atividades junto a região da Metade Sul, centralizado no município de São Lourenço do Sul, através da COOPAR. 
 
Preparativos para início do Projeto

Os primeiros encontros estão sendo planejados para o mês de julho, de forma online, para manter contato com os técnicos e produtores associados envolvidos no Projeto, após acontecem as capacitações bimestrais. 
Conforme o consultor técnico Juliano Alarcon Fabrício, há possibilidades de realização de encontros presenciais com os produtores e técnicos em setembro ou novembro, e posteriormente, nos meses de janeiro, março e maio, no formato virtual. 

Estevão Kunde contou que foram escolhidos para se envolver um técnico mais experiente de atendimento da região do município de Canguçu e os demais técnicos são profissionais recentemente contratados pela Cooperativa. Cada técnico assistirá uma propriedade-piloto.

Realidade da COOPAR

A COOPAR possui um quadro de produtores associados de diferentes escalas de produção, tanto pequenos quanto médios, com características de propriedades familiares, entre baixo e altos volumes de leite. “Entre algumas de nossas dificuldades com os produtores estão o estabelecimento de pastagens, com ênfase no planejamento forrageiro para atender primeiramente a necessidade dos animais, o que vai resultar em uma manutenção nutricional, gerando maior produção”, disse Kunde.

O técnico ainda destacou que a região possui um solo frágil, arenoso, de baixa matéria orgânica que precisa de orientações de manejo, além de informações para gestão da propriedade como colocar em prática a mensuração de resultados, através de registro de controle de produção e dados zootécnicos do rebanho.
A expectativa da Cooperativa é elevar o conhecimento para os seus técnicos e atender de forma mais qualificada os produtores associados – 4.750 famílias –  mudando sua realidade. 

A COOPAR atende os municípios de Arroio do Padre, Camaquã, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuvisca, Cristal, Dom Feliciano, Morro Redondo, Pelotas, Piratini, Rio Grande, São Lourenço do Sul e Turuçu.

Como foi o processo de participação

A equipe do Projeto no RS já havia feito convite à COOPAR, mas ao renová-lo através de reunião realizada no início do mês de junho, com a presença do coordenador do Balde Cheio, André Novo, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), que fez uma apresentação institucional das ações e falou da importância da gestão e do manejo leiteiro, a Cooperativa aderiu à proposta de capacitação técnica.“Trabalhamos com os técnicos e produtores de leite o equilíbrio, pois  aqueles que conseguem alcançar esse patamar são os que conquistam diferenciais em produtividade e renda na propriedade leiteira”, disse.

André Novo também explicou os papéis de cada envolvido no Projeto.“Este Projeto não é de assistência técnica, não é só treinar e formar um arranjo para se chegar a ações de desenvolvimento regional, nós trabalhamos com a visão de intensificação de sistemas de produção leiteira”, defendeu. No encontro virtual foram apresentados os envolvidos na equipe do Projeto:a pesquisadora Renata Suné Martins da Silva, o analista Sergio Bender e o consultor técnico Juliano Alarcon Fabrício.

Pela Cooperativa lourenciana  participaram o presidente Nildo Rutz, o diretor Zilmar Caetano de Almeida e os técnicos Diego Maass, Estevão Kunde, Lucas Lemke, Marcos Pieper Mota e Richard Timm.

Fonte: Embrapa

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Embrapa apresenta a rede empresarial brasileira de ACV em reunião do Cosag – Fiesp

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O Chefe-Geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, participou na manhã de hoje, 30 de julho, da reunião conjunta do Conselho Superior do Agronegócio – COSAG e do Conselho Superior de Comércio Exterior – COSCEX, em formato digital, promovida pela Federação das Indústrias de Estado de São Paulo – Fiesp.

A reunião teve como pauta a agenda do Brasil para a COP26, apresentada pelo Ministro de Estado do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite e contou com a participação de conselheiros da Fiesp, representantes de diversos setores do empresariado nacional e de diversas esferas de governos.

Na oportunidade, o ministro destacou a importância de se estabelecer no país uma plataforma de obtenção de métricas de carbono robusta, baseadas na melhor ciência disponível e adequada para as condições tropicais do Brasil, citando o RenovaBio e sua contabilidade de créditos de descarbonização como um exemplo de ação do país neste sentido.

A mensagem foi reforçada pelo ex-ministro Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas – FGV-EESP, que anunciou a criação do Observatório da Bioeconomia, que pretende reunir as expertises nacionais para o desenvolvimento de uma economia verde.

Em sua apresentação, Morandi conectou estes pontos, mostrando a importância crescente que a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) tem tido para as métricas ambientais em todos os setores da economia. Destacou que na agricultura a ACV tem ganhado relevância, especialmente para o Brasil, que tem no agronegócio um de seus pilares econômicos.

Morandi também apresentou a iniciativa da Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida (Rede ACV), destacando a importância da adesão das empresas, instituições de pesquisa e das instâncias governamentais na construção e aplicação do pensamento de ciclo de vida, que segundo ele, pode trazer ganhos imensos ao país, “ao permitir adequar as métricas com padrões adequados ao ambiente tropical e, com isso, minimizar riscos de barreiras não-tarifárias, permitir o acesso de produtos brasileiros a mercados internacionais e promover a agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono”.

Para a Secretária Executiva da Rede ACV, Sonia Chapman, a apresentação de hoje para o Cosag representa uma oportunidade ímpar de dar visibilidade às propostas em andamento, “firmando a Rede ACV como ambiente relevante para alcançar o necessário consenso global nestes temas e, principalmente, compreender as oportunidades de contribuição às pautas estratégicas do Cosag, órgão de extrema relevância e representatividade do agro no Brasil,” disse.

A atuação da Embrapa nas métricas de carbono na agricultura

A Embrapa tem uma atuação de destaque no cenário nacional no desenvolvimento de processos e produtos de baixa emissão de carbono em diversas cadeias, como a da carne, leite, soja, cana-de-açúcar, café e outras. Além dos sistemas de produção, a Embrapa tem se dedicado ao aprimoramento das metodologias e inventários de produtos, de forma a tropicalizar e contabilizar de forma adequada as particularidades da nossa agricultura.

Neste sentido, recentemente a Diretoria Executiva de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) de especialistas para harmonizar os conceitos e abordagens, além de promover a capacitação das diferentes Unidades da Embrapa na temática “Contabilidade de Carbono”, com o intuito de atender às oportunidades e demandas crescentes que a economia de baixo carbono traz.

Segundo Morandi, que coordena a formação do grupo, é necessário o alinhamento dos conceitos e a construção de uma base científica vigorosa “para alcançarmos os diferentes objetivos de redução, ou até neutralização, de carbono na agricultura brasileira”.
A reunião de kick-off do GT Carbono aconteceu ontem.

Como destaca Marília Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, especialista em avaliação de Ciclo de Vida e conselheira da Rede ACV, a correta contabilidade e comunicação de impactos ambientais potenciais, em especial o referente às Mudanças Climáticas, são uma forte demanda do governo, como deixou claro em sua fala o atual Ministro do Meio Ambiente, assim como do setor produtivo, fortemente representado na reunião da Cosag. “A Pegada de Carbono de produtos, informação contabilizada pela técnica da ACV, é demandada em relações comerciais internacionais e pode garantir o acesso dos produtos agrícolas brasileiros a mercados mais exigentes. Outros impactos medidos pela ACV, como a Pegada Hídrica e a Pegada Ambiental de produtos, são também assuntos prementes,” ressaltou a pesquisadora.

O que é a rede empresarial ACV

A Rede Empresarial Brasileira de Avaliação de Ciclo de Vida (Rede ACV) foi lançada em 2013 com a Missão de mobilizar as empresas, articular governos e educar o consumidor, visando incorporar a ACV como uma ferramenta para determinar a sustentabilidade dos produtos. Para isso, ela visa criar um ambiente de cooperação para o uso de ACV no Brasil; educar e capacitar a sociedade sobre este conceito, sua aplicação e benefícios; disponibilizar e disseminar para diversos públicos informações sobre ACV no Brasil e colaborar e apoiar o governo brasileiro na consolidação do Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida.

O Cosag

O Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) é um órgão técnico estratégico da Fiesp, coordenado pelo Instituto Roberto Simonsen (IRS), que tem por objetivo debater, realizar estudos e propor políticas na área do agronegócio, promovendo permanente interação das entidades ligadas ao tema. Propõe estudos e atividades, atuando como painel de ideias para apreciação da conjuntura atual. O Conselho se reune ordinariamente, uma vez por mês, com participação dos conselheiros eleitos e de lideranças e representantes de instituições públicas e privadas que atuam na área do agronegócio. Juntamente com o Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro), são importantes fóruns de discussões com possibilidades de cooperação e parceria, especialmente com o setor produtivo. Atuam de maneira conjunta e em articulação, dando suporte às demandas dos setores do agronegócio, a partir da elaboração de propostas para temas estruturais que beneficiam as cadeias produtivas, impactando a competitividade do agronegócio no mercado nacional e internacional.

A Embrapa tem tido oportunidade de contribuir com a identificação destes desafios e oportunidades, fornecendo subsídios técnicos para elaboração de propostas e políticas públicas. A participação da Embrapa nos encontros do Cosag é relevante para prospectar demandas do setor produtivo, além de contribuir com debates e propostas de políticas públicas. Possibilita, ainda a interação com lideranças e fortalece a capacidade de contribuir com a formulação de políticas públicas alinhadas ao setor agro.

Fonte: Embrapa

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