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Baixada Cuiabana pelo olhar infantil é tema de livro escrito por autora mirim

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Residente em Chapada dos Guimarães e aluna do Centro Educacional Sebastião Albernaz (CESA), a escritora Maria Helena Bressan de Souza, de apenas 10 anos, está preparando a sua primeira obra literária. ‘Um mundo de Aventuras’ conta uma série de pequenas histórias inspiradas no cotidiano, descobertas, transformações e aventuras pelo território mato-grossense.

Voltada ao público infanto-juvenil, a ideia é que de forma simples e cativante esses leitores reconheçam o território em que vivem reconhecendo  a beleza de cada localidade. Uma série de ilustrações da jovem escritora irão compor a produção literária. A previsão é que tenha uma tiragem de mil exemplares com distribuição gratuita.

Maria Helena tem um  olhar atento e encantador às coisas do seu cotidiano, o que tem grande influência das vivências familiares e educativas.

“A escola contribuiu de forma significativa na sensibilização à cultura com a importância da literatura e das diversas expressões artísticas”, explicam os pais de Maria Helena, Alessandro Flaviano de Souza e Idineia Bressan.

A mãe relembra que nos eventos do CESA, Maria Helena  atuou em peças infantis e espetáculos musicais com destaque ao protagonizar a Menina Bonita do Laço de Fita da Obra de Ana Maria Machado e danças tradicionais da região, como Siriri.

“Este seria um bom exemplo de como a educação formal quando agrega os elementos da cultura local e das diversidades em suas atividades, promove o estímulo à criatividade e a construção de consciência e olhar crítico à sociedade”, destaca Idineia.

O período da pandemia foi uma oportunidade de dar vida às histórias, retratando suas memórias através de desenhos à mão livre e pintando, algo que também tem grande influência pela exuberância das paisagens de Chapada dos Guimarães.

O nome do livro é uma escolha da própria autora, que já iniciou visitas em locais apresentados na obra, como Comunidade São Gonçalo Beira Rio, Passagem da Conceição, Museu da caixa d’água, Porto, Comunidade Rio da Casca, Lagoinha de Baixo, Água Fria e Cachoeira do Pingador.

Com edição da Editora Sustentável, sediada em Cuiabá, o livro foi viabilizado ao ter sido contemplado no edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

Fonte: GOV MT

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Artesãos de Mato Grosso têm divulgação em site do Governo do Estado

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Há 30 anos, Leonice da Silva, 59 anos, procurou o artesanato como forma de se distrair e diminuir o estresse. Era funcionário de uma estatal de telecomunicações em meio a uma privatização e encontrou na cerâmica um hobby. De lá para cá, aprendeu a trabalhar o barro e, desde 2013, decidiu encarar como profissão.

“Aprendi com dona Antônia, lá no São Gonçalo, e me apaixonei. Hoje, coordeno um coletivo de artesãs para comprarmos materiais mais baratos, como argilas diferenciadas, investi em um forno elétrico e trabalho muito em minhas obras os temas indígenas”, explica.

Duílio Sampaio, 61 anos, encontrou no entalhe das violas de cocho uma profissão e, ainda mais, uma forma de ressignificar sua vida. Há 20 anos, ele trabalhava “com tudo um pouco”, mas estava cansado. Desde criança, via os vizinhos tocando a viola de cocho e gostava muito do instrumento e, quando adulto, aprendeu com seu tio-avô a técnica para construir o tradicional instrumento cuiabano.

“Comecei fazendo casinhas de bonecas e outras peças e foi como me tornei artesão. Mais tarde, chegou a oportunidade de aprender a técnica da viola de cocho, com meu tio-avô Mestre Paulino Salomé de Almeida. Hoje, me tornei também um luthier, que é um profissional especializado na construção e reparo de instrumentos com cordas”, conta.

A pandemia do novo coronavírus, obviamente, acertou em cheio as vendas dos artesãos que comercializavam seus trabalhos em feiras, exposições e locais de grande circulação no Estado e em todo o País. “Antes da pandemia, eu vendia de 15 a 20 violas de cocho por mês. Eu ia aos eventos e fazia meu trabalho ao vivo, para todo mundo ver. Agora, as vendas caíram 80%”, conta Duílio.

Para auxiliar na divulgação dos trabalhos dos artesãos mato-grossenses, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), criou um site com a história do trabalho destes profissionais e também o contato.

“O objetivo é que possamos dar visibilidade aos artesãos do Estado que fazem um belo trabalho e, neste momento, estão sendo muito prejudicados com as vendas. O site é uma ferramenta para colocar comprador e vendedor em contato”, explica César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Para a artesã Leonice, o site veio em boa hora. “A gente tem a técnica, faz o nosso trabalho, mas na hora da divulgação precisa deste apoio do Governo do Estado. O site veio para ajudar neste momento sensível”, afirma. Duílio acredita que é um grande avanço: “precisamos deste apoio, pois não temos onde comercializar e, com o site, abrimos a oportunidade de comercializar em qualquer lugar do país ou do mundo”.

O assessor técnico da Sedec, Gabriel Portão, informa ainda que está sendo estudada a possiblidade de ligar o site com o Mercado Pago, o que facilitaria ainda mais a comercialização entre artesãos e compradores.

O site artesanato.sedec.mt.gov.br está no ar e os artesãos cadastrados no Programa do Artesanato Mato-grossense podem tirar dúvidas com a Coordenadora do Artesanato da Sedec pelo telefone (65) 3613-0007.

Fonte: GOV MT

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