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Auxílio emergencial: Caixa libera saque de R$ 600 a novo grupo; confira

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Caixa libera saques do auxílio do R$ 600 a integrantes do Ciclo 1 nascidos em dezembro nesta quinta

Nesta quinta-feira (17), serão liberados pela Caixa Econômica Federal novos saques e transferências do auxílio emergencial de R$ 600 para os nascidos em dezembro . O beneficiário poderá sacar a 4ª, a 3ª, a 2ª ou a 1ª parcela, dependendo de quando o seu cadastro foi aprovado. Algumas pessoas poderão receber duas parcelas acumuladas.


A parcela que foi liberada hoje faz parte do Ciclo 1 de pagamentos. Ela havia sido depositada em poupança digital da Caixa em 26 de agosto (mais abaixo você confere os calendários completos).

Aos nascidos em dezembro que entraram no novo calendário, saques e transferências também estão autorizados. Isso se dá em razão das seguintes situações: 

  • Beneficiário teve o cadastro aprovado recentemente e que contestou a negativa ao auxílio entre 24 de abril e 19 de junho; ou
  • Recebeu parcelas do auxílio, mas teve o pagamento do benefício bloqueado em julho após reanálise cadastral.

Para quem é do Bolsa Família , começa nesta quinta o saque da 6ª parcela (a 1ª com valor de R$ 300) . Ao final desta matéria o calendário do auxílio para inscritos no Bolsa Família pode ser visto em detalhes.

Público geral: autorização para saques e transferências 

Essa autorização vale para quem não é beneficiário do Bolsa Família e se inscreveu pelo aplicativo ou site ou já estava no Cadastro Único do governo federal. 

Antes, a parcela do benefício havia sido paga na poupança digital da Caixa, mas o dinheiro só podia ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, para pagamento de contas e boletos e compras a serem realizadas por meio do cartão virtual. 

A partir desta quinta, os aniversariantes de dezembro podem sacar o que restou do saldo em agências da Caixa, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui. O saldo também pode ser transferido para outra conta. 

Já os nascidos entre janeiro e setembro tiveram a liberação nas semanas anteriores e continuam podendo sacar ou transferir a parcela da vez. 

Transferência automática 

Se havia algum valor restante na poupança digital e “desapareceu” , o dinheiro pode ter sido transferido automaticamente para outra conta pessoal (aquela indicada no momento do cadastro no auxílio emergencial).

A Caixa orienta que os beneficiários verifiquem o app Caixa Tem antes de se dirigirem a uma agência, lotérica ou Caixa Aqui.

1ª, 2ª, 3ª ou 4ª parcela, qual recebo?

Para saber qual parcela do auxílio emergencial você recebe, depende de quando o cadastro foi aprovado pelo governo, de acordo com o seguinte critério:

  • 1ª parcela: cadastro aprovado em julho e não recebeu nenhum pagamento;
  • 1ª parcela: quem contestou o cadastro entre 24 de abril e 19 de junho e foi aprovado logo depois;
  • 2ª parcela: começou a receber o auxílio entre o final de junho e o começo de julho;
  • 3ª parcela: começou a receber o auxílio em maio; e
  • 4ª parcela: começou a receber o auxílio em abril.

Também há outro grupo que pode receber a 3ª ou a 4ª parcela do auxílio, que são as pessoas que já receberam alguma outra parcela, tiveram o cadastro bloqueado em julho, e agora estão desbloqueadas novamente. Essas parcelas voltaram a ser pagas em agosto pela Caixa.

Entenda os ciclos 

A Caixa nomeou de ciclo o calendário em que todas as pessoas recebem ao menos uma parcela do auxílio, independente de qual seja, exceto os beneficiários do Bolsa Família. São dois cronogramas a cada ciclo, ambos levando em consideração o aniversário do beneficiário, começando com os nascidos em janeiro e terminando com os de dezembro.

No início, o auxílio é depositado na poupança digital da Caixa, nesses casos o dinheiro só pode ser usado para pagamentos de contas e boletos, e para compras deve-se usar o cartão virtual. Para acessar a poupança é necessário usar o aplicativo Caixa Tem. Já na segunda etapa, é possível sacar o auxílio ou transferir o dinheiro para outra conta. 

Nesta quinta acontece a liberação do pagamento para nascidos em dezembro, encerrando o Ciclo 1. Os depósitos do Ciclo 2 estão em andamento, confira:

Depósitos do Ciclo 2

  • 28 de agosto – nascidos em janeiro;
  • 2 de setembro – nascidos em fevereiro;
  • 4 de setembro – nascidos em março;
  • 9 de setembro – nascidos em abril;
  • 11 de setembro – nascidos em maio;
  • 16 de setembro – nascidos em junho;
  • 18 de setembro – nascidos em julho;
  • 23 de setembro – nascidos em agosto;
  • 25 de setembro – nascidos em setembro;
  • 28 de setembro – nascidos em outubro e novembro; e
  • 30 de setembro – nascidos em dezembro.

Saques e transferências do Ciclo 2

  • 19 de setembro – nascidos em janeiro;
  • 22 de setembro – nascidos em fevereiro;
  • 29 de setembro – nascidos em março;
  • 1º de outubro – nascidos em abril;
  • 3 de outubro – nascidos em maio;
  • 6 de outubro – nascidos em junho;
  • 8 de outubro – nascidos em julho;
  • 13 de outubro – nascidos em agosto;
  • 15 de outubro – nascidos em setembro;
  • 20 de outubro – nascidos em outubro;
  • 22 de outubro – nascidos em novembro; e
  • 27 de outubro – nascidos em dezembro.

Próximos ciclos 

A previsão da Caixa é de mais dois ciclos de pagamento, valendo apenas para quem ainda tem parcelas a receber. São quatro no total. Confira a seguir os calendários dos ciclos 3 e 4.

Ciclo 3

Depósitos:

  • 9 de outubro – nascidos em janeiro;
  • 9 de outubro – nascidos em fevereiro;
  • 16 de outubro – nascidos em março;
  • 16 de outubro – nascidos em abril;
  • 23 de outubro – nascidos em maio;
  • 23 de outubro – nascidos em junho;
  • 30 de outubro – nascidos em julho;
  • 30 de outubro – nascidos em agosto;
  • 6 de novembro – nascidos em setembro;
  • 6 de novembro – nascidos em outubro;
  • 13 de novembro – nascidos em novembro; e
  • 13 de novembro – nascidos em dezembro.

Saques e transferências:

  • 29 de outubro – nascidos em janeiro;
  • 29 de outubro – nascidos em fevereiro;
  • 3 de novembro – nascidos em março;
  • 3 de novembro – nascidos em abril;
  • 10 de novembro – nascidos maio;
  • 10 de novembro – nascidos junho;
  • 12 de novembro – nascidos em julho;
  • 12 de novembro – nascidos em agosto;
  • 17 de novembro – nascidos em setembro;
  • 17 de novembro – nascidos em outubro;
  • 19 de novembro – nascidos em novembro; e
  • 19 de novembro – nascidos em dezembro.

Ciclo 4

Depósitos:

  • 16 de novembro – nascidos em janeiro;
  • 16 de novembro – nascidos em fevereiro;
  • 18 de novembro – nascidos em março;
  • 18 de novembro – nascidos em abril;
  • 20 de novembro – nascidos em maio;
  • 20 de novembro – nascidos em junho;
  • 23 de novembro – nascidos em julho;
  • 23 de novembro – nascidos em agosto;
  • 27 de novembro – nascidos em setembro;
  • 27 de novembro – nascidos em outubro;
  • 30 de novembro – nascidos em novembro; e
  • 30 de novembro – nascidos em dezembro.

Saques e transferências :

  • 26 de novembro – nascidos em janeiro;
  • 26 de novembro – nascidos em fevereiro;
  • 1 de dezembro – nascidos em março;
  • 1 de dezembro – nascidos em abril;
  • 3 de dezembro – nascidos maio;
  • 3 de dezembro – nascidos junho;
  • 8 de dezembro – nascidos julho;
  • 8 de dezembro – nascidos agosto;
  • 10 de dezembro – nascidos em setembro;
  • 10 de dezembro – nascidos em outubro;
  • 15 de dezembro – nascidos em novembro; e
  • 15 de dezembro – nascidos em dezembro.

Bolsa Família e 6ª parcela

Diferente dos beneficiários apenas do auxílio emergencial, quem é inscrito no programa por ser do Bolsa Família tem um cronograma próprio. Quem está no Bolsa Família e preenche os requisitos para receber o auxílio emergencial, recebe apenas o benefício que for de maior valor, não acumulando os dois pagamentos.

A 6ª parcela do auxílio tem calendário de saques entre esta quinta (17) e o dia 30 de setembro. A data para liberação do saque em dinheiro depende do dígito final do Número de Identificação Social (NIS) e os beneficiários podem realizar o saque com o cartão do Programa Bolsa Família, Cartão Cidadão ou por crédito em conta da Caixa.

Calendário da 6ª parcela do auxílio para inscritos no Bolsa Família

Saques em dinheiro:

  • Final NIS 1 – 17 de setembro;
  • Final NIS 2 – 18 de setembro;
  • Final NIS 3 – 21 de setembro;
  • Final NIS 4 – 22 de setembro;
  • Final NIS 5 – 23 de setembro;
  • NIS 6 – 24 de setembro;
  • NIS 7 – 25 de setembro;
  • NIS 8 – 28 de setembro;
  • NIS 9 – 29 de setembro; e
  • NIS 0 – 30 de setembro.

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País só voltará a ter superávit primário em 2027, projeta ministério

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As despesas com o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus adiaram as projeções para o reequilíbrio das contas públicas. Segundo relatório divulgado hoje (30) pela Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, somente em 2027 o país voltará a registrar superávit primário (resultados positivos nas contas do governo sem os juros da dívida pública).

O relatório elevou, de 12,5% para 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) a previsão de déficit primário para o setor público em 2020. Em valores, a projeção de resultado negativo subiu de R$ 895,9 bilhões para R$ 905,4 bilhões. A conta inclui tanto o déficit da União, como de estados, municípios e empresas estatais.

A projeção anterior havia sido apresentada no fim de setembro. O principal responsável pelo aumento no déficit são os gastos extras com a pandemia de covid-19. O relatório elevou de R$ 607,2 bilhões para R$ 615 bilhões a previsão de impacto no resultado primário das medidas de combate à doença e de sustentação da economia.

Os principais responsáveis pelo aumento na projeção de gastos foi a prorrogação da alíquota zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito até 31 de dezembro e novos créditos extraordinários no orçamento de 2020.

Evolução

De 12,7% do PIB de déficit primário em 2020, o resultado negativo encolheria para 3,1% do PIB em 2021 e cairia continuamente até 2026, segundo o cenário apontado no relatório. A partir de 2027, o país voltaria a ter contas públicas no azul, registrando superávit primário, que continuaria a crescer até atingir 1,3% do PIB em 2029.

Se forem considerados todos os compromissos a serem honrados neste ano, a necessidade de financiamento deverá alcançar 17,2% do PIB no fim de 2020, apontou o relatório. “Além de enfraquecer a atividade econômica, a crise do coronavírus gerou despesas adicionais para o governo e prejudicou a arrecadação, resultando em um déficit primário extraordinariamente elevado”, informou o documento. Tanto a necessidade de financiamento como o déficit primário são cobertos por meio da emissão de títulos da dívida pública.

As projeções para levaram em conta as estimativas das instituições financeiras divulgadas no boletim Focus, do Banco Central, em 19 de outubro: encolhimento de 4,98% do PIB neste ano, inflação de 2,6% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e déficit primário de 12,7% do PIB em 2020. A taxa Selic (juros básicos da economia) começaria 2021 em 2% ao ano e subiria gradualmente para 6% ao ano até 2024.

Pelas projeções do Ministério da Economia, o PIB cresceria 3,5% em 2021 e subiria, em média, 2,5% ao ano entre 2022 e 2029.

Impacto

Para calcular o impacto de R$ 615 bilhões dos gastos com a pandemia, a equipe econômica considerou redução de R$ 27,5 bilhões na arrecadação em 2020, contra queda de R$ 20,6 bilhões no relatório divulgado em setembro. Para as despesas, a previsão foi levemente ajustada de R$ 586,6 bilhões para R$ 587,5 bilhões.

As estimativas de impacto no orçamento das medidas financeiras, que não interferem no déficit primário, foram mantidas em R$ 3,813 trilhões. Entre essas ações, estão o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, medidas de apoio ao crédito de bancos oficiais e renegociação de dívidas com estados e municípios.

Edição: Aline Leal

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