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Auxílio Brasil de R$ 600 começa a ser pago na semana que vem

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Auxílio Brasil de R$ 600 começa a ser pago na semana que vem
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Auxílio Brasil de R$ 600 começa a ser pago na semana que vem

O adicional de R$ 200 do Auxílio Brasil começa a ser pago na próxima terça-feira (9). Com isso, o valor do benefício passa dos atuais R$ 400 para R$ 600. O aumento vale até dezembro deste ano.

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O governo decidiu antecipar o calendário de agosto. O pagamento estava previsto para acontecer entre os dias 18 e 31, de acordo com o número final do NIS (Número de Identificação Social) dos beneficiários. Agora, as parcelas serão pagas de 9 a 22 de agosto.

Veja o calendário abaixo:

  • NIS de final 1 – 9 de agosto
  • NIS de final 2 – 10 de agosto
  • NIS de final 3 – 11 de agosto
  • NIS de final 4 – 12 de agosto
  • NIS de final 5 – 15 de agosto
  • NIS de final 6 – 16 de agosto
  • NIS de final 7 – 17 de agosto
  • NIS de final 8 – 18 de agosto
  • NIS de final 9 – 19 de agosto
  • NIS de final 0 – 22 de agosto

O acréscimo só foi possível graças à chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Eleitoral, promulgada pelo Congresso Nacional no dia 14 de julho. A proposta instituiu estado de emergência e permitiu ampliar benefícios em ano eleitoral.

Além do aumento do Auxílio Brasil, o texto também permitiu dobrar o valor do vale-gás e criar um “voucher” de R$ 1 mil para caminhoneiros e um auxílio também de R$ 1 mil para taxistas. Todas as medidas valem até o fim deste ano.

 O custo total do ‘pacote de bondades’ chega a R$ 41,2 bilhões.

O governo também decidiu incluir mais 2,2 milhões de famílias no Auxílio Brasil neste mês.  Com isso, o programa deve chegar a mais de 20,3 milhões em agosto.

A ideia é zerar a fila do programa até o mês que vem. Quem se inscrever depois de agosto, porém, não terá garantia de ser contemplado. A PEC só reserva orçamento para incluir quem estava na fila até a data da sua promulgação.

Quem tem direito ao Auxílio Brasil?

Podem receber o Auxílio Brasil famílias:

  • em situação de extrema pobreza, com renda mensal per capita de até R$ 105;
  • em situação de pobreza, com renda mensal per capita entre R$ 105,01 e R$ 210;
  • em regra de emancipação: quando o beneficiário consegue um emprego formal, mas tem direito ao benefício desde que a renda familiar mensal não ultrapasse R$ 525 por pessoa

Em todos os casos, é necessário que estejam inscritas no CadÚnico.

Pagamento

Os cartões e senhas usados para saque do Bolsa Família continuam válidos e podem ser utilizados para o recebimento do Auxílio Brasil.

Em julho, os beneficiários começaram a receber novos cartões do Auxílio Brasil, em substituição aos do Bolsa Família. Não é necessário fazer uma solicitação do cartão. Ele será distribuído gratuitamente a quem já está no programa. 

O dinheiro também pode ser movimentado via Poupança Social Digital, pelo aplicativo Caixa Tem.

Fonte: IG ECONOMIA

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Número de pobres nas cidades cresce quase 4 milhões desde 2020

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Brasil tem quase 20 milhões de pessoas em situação de pobreza nas regiões metropolitanas
Agência Brasil

Brasil tem quase 20 milhões de pessoas em situação de pobreza nas regiões metropolitanas

O número de  pessoas em situação de pobreza saltou para 19,8 milhões nas regiões metropolitanas do Brasil em 2021, onde mais de 5 milhões estão ainda abaixo da linha da extrema pobreza.

A interrupção do auxílio emergencial, com a retomada posteriormente para uma base menor e com valor reduzido, foi o principal acelerador do processo, explica Andre Salata, um dos coordenadores do estudo e professor da PUCRS.

“A explicação é o que vinha acontecendo com a renda do trabalho, mas junto com isso teve a decisão do governo de interromper por três meses o pagamento do auxílio, em 2021. Isso foi gravíssimo e fez a pobreza explodir”, diz ele.

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Os dados integram o Boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido pelo Observatório das Metrópoles, da PUC-RS, em parceria com a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).

“De fato, o que a gente vê é um aumento muito grande da pobreza e da extrema pobreza, que já vinha ocorrendo há alguns anos, mas houve um salto entre 2019 e 2021, passando por 2020, que é um período interessante porque está no meio da crise e ainda assim tem uma melhora de alguns indicadores, em função daquele Auxílio Emergencial de R$ 600 para mais de 65 milhões de famílias durante a pandemia de Covid-19”, ressalta Salata.

O aprofundamento da pobreza nas metrópoles brasileiras nesses três anos é imenso. Em 2019 e 2020, havia 15,7 milhões e 15,9 milhões de pessoas em situação de pobreza nessas regiões, respectivamente. Abaixo da linha da extrema pobreza eram 3,52 milhões e 3,69 milhões.

O impacto da inflação também colaborou para a perda de renda dos beneficiários do auxílio emergencial. “A população passou a ganhar R$ 300, em termos de valor nominal, mas com uma renda real bem inferior ao que era no auge do recebimento dos 600 reais”, destaca Marcelo Ribeiro, pesquisador do Observatório e professor do Ippur/UFRJ, também à frente do boletim.

Ele frisa ainda que a retomada do mercado de trabalho no pós-pandemia está acontecendo num ritmo insuficiente para puxar a recuperação do nível de renda das pessoas ao patamar pré-Covid. O salto “muito grande” nas taxas de pobreza e extrema pobreza, explica Salata, vem da decisão “equivocada” do governo de suspender o auxílio emergencial.

A perda de renda ao longo dos anos demonstra esse efeito. Em 2014, os 40% mais pobres das regiões metropolitanas registravam R$ 515 em renda média. Em 2019, esse valor havia recuado para R$ 470. No ano passado, em contexto de pandemia, chegou a R$ 396.

Em um período de sete anos, 7,2 milhões de pessoas entraram em situação de pobreza nas metrópoles do país. A taxa de pobreza saltando de 16% para 23,7% entre 2014 e 2021. Na extrema pobreza, subiu de 2,7% para 6,3%, passando de 2,1 milhões para 5,2 milhões de pessoas.

Em São Paulo, a maior cidade do país, havia mais de um milhão de pessoas na extrema pobreza em 2021.

Para este ano, avaliam os pesquisadores, pode haver melhora nesses indicadores tanto pela queda na taxa de desemprego, quando pelo impacto que o novo Auxílio Brasil de R$ 600 terá as famílias cadastradas no programa do governo. Ribeiro, porém, destaca que os avanços do mercado de trabalho ainda não serão suficientes para retomar o cenário pré-pandemia: “Penso que a população mais pobre ainda vai passar por uma conjuntura bastante complicada em termos de renda média e poder aquisitivo até o final do ano”, diz.

Salata reconhece que o Auxílio Brasil vai ter resultado em redução de desigualdade. Mas alerta que políticas de transferências de renda exigem atenção: “Tem que ser bem focalizada, então, acho que há muitas críticas a serem feitas em relação à focalização e sustentabilidade dessa política no momento, mas que vai ter efeito até o final do ano no valor de R$ 600, isso é certo”.


Fonte: IG ECONOMIA

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