POLÍCIA

Autor de feminicídio diz que levou notebook de vítima para ver mensagens

Publicados

em

(Imagem meramente ilustrativa)

Por Raquel Teixeira

Em depoimento nesta quinta-feira (17.06) à equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, o autor do feminicídio que vitimou Dennilla Cris Dantas Barbosa, 19 anos, ocorrido em Araputanga no dia 16 de junho, deu detalhes de como cometeu o crime e admitiu que matou a garota por ciúmes.

O estudante de odontologia de 24 anos, natural de Fortaleza (CE), foi preso por uma equipe da DHPP, que realizou diligências em apoio à Delegacia da Polícia Civil em Araputanga. Ele foi localizado nas dependências de um centro de comércio popular, no bairro do Porto, em Cuiabá, na manhã desta quinta-feira, onde fazia compras logo depois de ter cortado o cabelo.

No local, ele também comercializou em uma das bancas do centro comercial, o notebook que havia dado de presente à vítima na ocasião do relacionamento entre ambos e que levou dela após cometer o crime.

Durante depoimento na sede da DHPP, na Capital, ao delegado Caio Fernando Albuquerque, o estudante confessou o crime e disse que em razão do término do relacionamento com a vítima e querendo entender o motivo e conversar com Dennila, ele resolveu vir a Mato Grosso. Ele estava em Araputanga desde a segunda-feira, mas disse que somente na quarta-feira é que ‘tomou coragem’ de procurá-la. Antes porém, foi até um supermercado da cidade, onde fez compras, inclusive de uma faca, a que usou para cometer o crime. Ele alegou que tinha o “costume” de andar com uma faca à noite, para sua defesa.

Ainda em depoimento, o autor do crime relatou que a vítima não o esperava e após ambos conversarem “normalmente”, ele aproveitou-se do instante em que ela foi ao banheiro e olhou o computador da vítima, onde afirma ter visto conversas de Dennila com outra pessoa. Nesse momento, ele afirmou ao delegado que ficou ‘cego’ e atacou a vítima. Em seguida, se lavou, mas deixou a residência com sangue nas vestes e no próprio corpo. Ele alega que levou o computador para que continuasse a leitura das mensagens.

Após o procedimento na DHPP, o estudante foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa e por ser praticado contra mulher em situação de violência doméstica, caraterizando feminicídio. O delegado representou à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

Ele será recambiado para Araputanga e ouvido no inquérito instaurado pela Polícia Civil no município.

Crime

Dennila foi encontrada pela mãe no chão do quarto de sua residência, no centro de Araputanga, na quarta-feira. O corpo apresentava golpes causados por objeto cortante na região do pescoço e no braço direito. Uma faca foi encontrada na mão direita da vítima, além de uma carta que teria sido escrita no computador dela, indicando que a garota teria cometido um possível suicídio.

De acordo com o delegado de Araputanga, Herbert Yuri Figueiredo Rezende, o estudante de odontologia cometeu o crime por não aceitar o término do relacionamento.

A Polícia Civil em Araputanga apurou que depois de cometer o crime, o estudante cearense percorreu a cidade à procura de uma corrida de mototáxi para a cidade vizinha, São José dos Quatro Marcos. No hotel em que se hospedou em Araputanga, ele apresentou um nome falso. Depois de pegar uma mototáxi até a cidade vizinha, ele fez um saque em uma agência bancária, pagou a corrida e depois foi para a rodoviária, onde pegou um ônibus para Cuiabá. A investigação da Delegacia de Araputanga iniciada ainda na tarde em que o corpo da vítima foi encontrado por sua mãe apontou que objetos pessoais da vítima haviam desaparecido da casa, como o notebook e uma mesa digital de desenho. A mãe de Dennila também reconheceu o ex-namorado da filha como o homem que havia se hospedado com nome falso no hotel da cidade.

Prisão de receptadores

Na manhã desta sexta-feira (18), policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, em apoio às investigações sobre o feminicídio, prenderam duas pessoas que compraram do autor do feminicídio o notebook que ele roubou da vítima.

A equipe da DERF realizou diligências no centro de comércio popular, no bairro do Porto, para localizar a banca onde o notebook foi vendido. Os investigadores encontraram o aparelho já exposto para venda e ao questionar o proprietário do local, o homem de 52 anos informou que o aparelho foi comprado no dia anterior e reconheceu o estudante de odontologia como a pessoa que levou o notebook.

O dono da banca disse ainda que foi pago R$ 1.300,00 pelo notebook, porém, quem fez a negociação foi seu funcionário, que confirmou as informações. Os dois foram conduzidos à delegacia especializada, onde foram autuados por receptação.

Fonte: PJC MT

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍCIA

Justiça mantém demissão de secretários da Prefeitura de Cuiabá. Grupo é investigado por suspeita de desviar R$ 100 milhões

Publicados

em

A contratação de empresas fantasmas usadas para desviar mais de R$ 100 milhões da Saúde foi o motivo para a Justiça determinar  demissão dos secretários da prefeitura de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, da Saúde e Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, de Gestão,  sexta-feira (30/07). Segundo relatório técnico que o juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, teve acesso e se baseou para deflagrar a intitulada “Operação Curare” da Polícia Federal, só uma das empresas, Vip Serviços Médicos, foi contratada por R$ 4 milhões, de forma emergencial (sem licitação) para prestar serviços médicos na modalidade de terapia intensiva, mas investigações apontam que a empresa não prestou os serviços.

A empresa seria responsável pelo fornecimento de medicamentos, mão de obra, materiais médico-hospitalares e insumos para atender 20 leitos covid na UTI IV. “Contudo de acordo com o relatório de fiscalização, não houve qualquer mensuração sobre a referida empresa por parte do responsável técnico e das pessoas contratadas, as quais, ao prestarem esclarecimentos, informaram que trabalhavam para a empresa Hipermed Serviços Médicos & Hospitalares S.A., o que, conforme a autoridade representante, indica a subcontratação total ou mesmo a atuação como “testa de ferro” da empresa contratada”, diz parte do documento assinado por Jeferson.

O relatório ainda aponta que a empresa Vip Serviços Médicos não possui responsável técnico de UTI registrado no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) cometendo assim uma infração e não estaria apta a assumir nenhum leito de UTI.

Ficou apurado também que os medicamentos e insumos fornecidos pela Vip eram provenientes da empresa Hipermed, aparentemente subcontratado. A empresa também não possui autorização para desenvolver atividades de compras de medicamentos e insumos farmacêuticos.

O contrato de R$ 4.008.000, 00 milhões foi firmado entre a Empresa Cuiabana de Saúde Pública e foi assinado pelo atual secretário Célio Rodrigues da Silva, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade representante da unidade hospitalar e por Douglas Castro proprietário da Vip Serviços Médicos.

Caracterizando ainda um possível esquema de “laranja” foi investigado que a Vip foi constituída no ano de 2017, com sede na Rua Cândido Mariano, região central da capital, mas durante a fiscalização foi identificado que o imóvel está abandonado há pelo menos 3 anos.

Operação PF

A Polícia Federal continua trabalhando para desarticular a organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título “indenizatório”, em ambos os casos sem licitação. A atuação do grupo se concentra na prestação de serviços especializados em saúde no âmbito do Município de Cuiabá/MT, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela COVID-19.

Entretanto, as contratações emergenciais e os pagamentos “indenizatórios” abarcam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc.

As empresas investigadas fornecem orçamentos de suporte em simulacros de procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Contudo, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

 

Com informações da Gazeta Digital

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana