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Aula de campo como estratégia para ensinar bioma amazônico

Os alunos foram visitar o Vale da Castanha, uma área de floresta nativa preservada cujo nome se deve ao grande número de castanheiras presentes no local

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Os alunos colocaram em prática o que aprenderam em sala de aula

Os alunos colocaram em prática o que aprenderam em sala de aula

Alunos da Escola Estadual Papa João Paulo II, localizada no município de Itaúba (a 600 quilômetros ao norte da Capital) participam de aula de campo sobre “Bioma Amazônia no Vale das Castanhas”, uma área de floresta nativa. Da aula prática, ocorrida na terça-feira (14.01), participaram estudantes de duas turmas do 8º ano.

 

Os alunos foram visitar o Vale da Castanha, área preservada cujo nome se deve ao grande número de castanheiras presentes no local.

 

Segundo a professora de ciências Sônia Luciano Ferreira, coordenadora da aula de campo, a atividade faz parte do planejamento da disciplina de ciências, cujo tema trabalhado em sala foi sobre o bioma amazônico.

 

“A aula foi bastante produtiva e os alunos ficaram entusiasmados com o que visualizaram. Muitos alunos nascidos no município não conheciam o lugar e não sabiam como a castanha era produzida, embora seja símbolo do município e fonte de economia local”, destaca a professora.

 

Durante a aula de campo, os alunos puderam observar de perto as espécies da flora estudadas em sala de aula. No decorrer do percurso de 40 quilômetros foram realizadas cinco paradas, conforme planejado no roteiro.

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Os alunos colocaram em prática o que aprenderam em sala de aula

Os alunos colocaram em prática o que aprenderam em sala de aula

No entendimento da professora, cada parada era momento de muito aprendizado e muitos questionamentos.  “Os alunos conseguiram perceber a floresta como algo essencial para a população local e também sua importância de forma global. Foi um momento muito gratificante em que os questionamentos foram surgindo e a aula acontecendo a partir da curiosidade de cada aluno”, assinala.

 

Na aula de campo, os alunos também observaram como a pecuária e a monocultura vêm avançando no município. Durante o trajeto, os alunos manifestaram a preocupação com a conservação da floresta quando se depararam uma extensa área de plantação de soja e áreas de pastagens.

 

Segundo o diretor Edinei Gleison da Silva Colhiado, a aula de campo possibilitou também que os alunos compreendessem que é possível utilizar a floresta de forma rentável, sustentável e assim manter a biodiversidade.

 

“A conservação da floresta foi bastante citada durante a aula de campo. Esse é um tema de relevância e que vem sendo trabalhado durante as aulas de ciências com os alunos, pois vivem no bioma amazônia que ganhou um novo olhar, voltado para as espécies de grande valor ambiental e comercial como é o caso da castanha do Brasil”, frisa o diretor.

 

A aula de campo contou com a colaboração dos professores de língua portuguesa Nilson Caires e Sidnéia Gomes e da professora de educação física Marizete Sauer.

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Área de garimpo terá que ser regularizada para voltar a extrair ouro em Mato Grosso

O descumprimento dessa obrigação implicará na incidência de multa específica de R$ 50 mil por fato.

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Operação investiga garimpo ilegal de ouro em fazenda e prende três pessoas por crimes ambientais

TAC impõe a pecuarista regularização de garimpo

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Promotoria de Justiça de Itaúba (a 600km de Cuiabá), firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com um pecuarista da região para regularizar a exploração aurífera na Fazenda Iporama. O compromissário reconhece ser o responsável pelo garimpo na propriedade, especificamente na área fiscalizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que apurou a infração ambiental.

 

Conforme o TAC, “o compromissário obriga-se a se abster de realizar qualquer atividade de lavra garimpeira de minério aurífero sem licenciamento ambiental (licença prévia de instalação e operação), paralisando as atividades sem possuir a devida licença na área referenciada” pelo Ibama. O descumprimento dessa obrigação implicará na incidência de multa específica de R$ 50 mil por fato.

 

O pecuarista também se comprometeu a providenciar junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas (PRAD), além de obter as licenças prévias de instalação e de operação. Toda essa documentação deverá ser encaminhada ao MPMT. Em caso de descumprimento nos prazos e forma fixados, pagará multa diária no valor de R$ 500,00.

 

A título de dano ambiental não passível de recuperação, o compromissário deverá efetuar o pagamento de R$ 7,5 mil em prol de instituição que se habilitar no Banco de Cadastramento de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre), em até 10 parcelas mensais. A título de dano moral coletivo também deverá pagar R$ 7,5 mil em benefício de entidade habilitada no Bapre.

 

O TAC, firmado pelo promotor de Justiça Arthur Yasuhiro Kenji Sato, deverá ser homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP). A verificação da exploração aurífera pelo pecuarista não importa em reconhecimento do dano para fins de responsabilização em outras searas (administrativa e penal). O acordo também não importa o reconhecimento da multa estabelecida pelo órgão ambiental, nem anuência junto ao órgão ambiental da infração autuada.

 

Como funciona o Bapre: O Banco de Cadastramento de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) foi instituído em fevereiro de 2020 pelo Ministério Público de Mato Grosso, com o objetivo de assegurar a centralização das informações em nível estadual e facilitar a viabilização e destinação de recursos oriundos da atuação institucional. O ato administrativo disciplinando o cadastramento de entidades e projetos que poderão ser contemplados com verbas obtidas por meio de acordo ou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi publicado no Diário Oficial do MP.

 

A inscrição é gratuita e deve ser feita em sistema próprio disponibilizado no site institucional (clique aqui). As iniciativas apresentadas poderão contemplar o desenvolvimento de ações específicas, entrega de produtos, serviços ou resultados. Iniciativas que contribuam para o fortalecimento das instituições que atendam a defesa de direitos ou interesses difusos ou coletivos também podem se inscrever. A centralização das informações também facilitará a fiscalização por parte do MPMT.

 

O formulário eletrônico de inscrição exige dos interessados informações relativas aos dados cadastrais e bancários do órgão ou entidade responsável pela execução do projeto; destinação dos recursos eventualmente recebidos; cópia da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), entre outras.

 

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