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Auditório da Embrapa Amapá ganha novo nome em homenagem a Silas Mochiutti

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A partir deste sábado, 23/1, o auditório instalado no prédio de Transferência de Tecnologias da Embrapa Amapá, em Macapá (AP), passa a denominar-se Auditório Silas Mochiutti, em homenagem ao pesquisador falecido em 9 de março de 2020. Mochiutti dedicou-se a esta Unidade da Embrapa durante quase 33 anos e foi chefe-geral de 2008 a 2013, deixando um legado de comprometimento e inspiração na área da pesquisa agropecuária.

O ato da Chefia Geral acata sugestão encaminhada pelo Pesquisador Emanuel da Silva Cavalcante. Em cumprimento aos protocolos sanitários de prevenção ao novo coronavírus, o ato de fixação do letreiro foi restrito. Participaram o chefe-geral Nagib Melém; o técnico Izaque Pinheiro que assumirá a chefia adjunta de Administração no próximo dia 1º de fevereiro, e no ato representou o próximo chefe geral, Antonio Claudio Almeida de Carvalho; a viúva do homenageado, Marilene Mochiutti; o pesquisador Emanuel Cavalcante; a bolsista Danielle Rodrigues; a supervisora do Núcleo de Comunicação, Aline Furtado; e a assessora de comunicação, Dulcivânia Freitas.        

Biografia

Silas Mochiutti recebe essa homenagem póstuma como forma de eternizar seu nome, importância e protagonismo na própria história de crescimento da Embrapa Amapá, justamente no prédio símbolo da expansão desta Unidade durante sua gestão de chefe-geral.

Ele ingressou na Embrapa em 1º de abril de 1987, no primeiro concurso público deste centro de pesquisa. Era o jovem Silas Mochiutti, recém-graduado em Engenharia Agronômica pela Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (Fcap), atual Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Posteriormente cursou o mestrado em Sistemas Agroflorestais, no Centro Agronômico Tropical de Ingestigacíon y Enseñaz (Catie), na Costa Rica; e em 2006 obteve o título de doutor em Sistemas Florestais pela Universidade Federal do Paraná, com uma tese sobre produtividade e sustentabilidade de sistemas florestais.

Em todo o tempo na Embrapa dedicou-se, sobretudo, a pesquisas e transferência de tecnologias de manejo e de cultivo de açaizais para agroextrativistas do Amapá e Estuário Amazônico, atuando como líder de projetos, articulador de parcerias e instrutor de cursos práticos nas próprias comunidades. Sempre foi o pesquisador dos campos das florestas alagadas e de terra firme, somando conhecimento com ribeirinhos e assentados; e dos campos do cerrado, agregando tecnologias com produtores para o desenvolvimento da agricultura comercial sustentável.

Sua produção científica está registrada em dezenas de artigos em periódicos, capítulos de livros, comunicados técnicos, entre outras publicações técnico-científicas, além de orientar e integrar diversas bancas de TCCs, dissertações de mestrado, e teses de doutorado.

Quando chefe-geral, Silas Mochiutti ampliou o número de pesquisadores de 16 para 31, criou a linha de pesquisa em aquicultura e pesca, o que ocasionou a contratação de uma equipe de pesquisadores específica para esta área, e a construção do prédio do laboratório de Aquicultura e Pesca. Também foi viabilizada a construção do laboratório de Proteção de Plantas, e implementados os setores Chefia de Transferência de Tecnologias e Núcleo de Comunicação Organizacional. Nos três campos experimentais da Embrapa Amapá, a gestão de Silas Mochiutti foi responsável pela construção de escritórios e galpões, aquisição de veículos, e instalação de sistema de internet, tendo como impacto melhorias na infraestrutura e na agilidade de comunicação com a sede da Embrapa Amapá.

Entre os atributos da trajetória de Mochiutti destacava-se a habilidade para liderar equipes técnicas em parcerias estratégicas e operacionais. Em 1998 liderou uma equipe da Embrapa Amapá e do IEPA no “Projeto Açaí”, financiado pelo PPG7/Ministério da Ciência e Tecnologia, o qual viabilizou a cartilha “Guia Prático de Manejo de Açaizais para Produção de Frutos”.

Em novembro de 2012, Mochiutti liderou equipes à frente do Amazontech, o maior evento de exposições e capacitações em ciência, tecnologia e negócios para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, realizado em parceria com o Sebrae e Unifap, em Macapá.

Em 2014, por ocasião dos 40 anos de fundação da Embrapa, a Assembléia Legislativa do Estado do Amapá realizou uma sessão solene, e durante o evento Silas Mochiutti foi o empregado homenageado representando os demais funcionários, em reconhecimento a importância e impactos das pesquisas que resultaram na tecnologia do manejo de mínimo impacto do açaizal de floresta de várzea. Na sessão solene, recebeu do então chefe-geral da Embrapa Amapá, Jorge Yared, uma placa alusiva ao reconhecimento de sua dedicação à Embrapa.

Aos 56 anos de idade, Silas Mochiutti faleceu em 09 de março de 2020 por volta das 12h30, no Hospital Adventista de Belém, onde encontrava-se internado desde 22 de fevereiro daquele ano.   

Fonte: Embrapa

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Parceiros articulam fortalecimento de pesquisas e transferência de tecnologias em Arapiraca (AL)

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Pesquisadores da Embrapa participaram, na quarta (14), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, de reunião com parceiros para discutir e articular o fortalecimento de pesquisas com mandioca, grãos e hortaliças no município e entorno.

O anfitrião do encontro foi o secretário de Desenvolvimento Rural de Arapiraca, Hibernon Cavalcante, que recebeu Antonio Santiago, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) baseado em Alagoas, e Flávia Teixeira, pesquisadora da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) atualmente baseada na nova Unidade sediada em Maceió, a Embrapa Alimentos e Territórios. 

A reunião contou com a participação de assessores e técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Rural da Arapiraca e Emater-AL, e teve como foco a implementação de ações de pesquisa e transferência de tecnologias voltadas à cultura de mandioca e hortaliças para técnicos e produtores do município já para 2021. 

Santiago já vem há alguns anos coordenando estudos e ensaios de campo com mandioca na região de Arapiraca e municípios vizinhos, tradicional produtora da raiz e de hortaliças, sempre em parceria com os governos municipais e estadual.

“A ideia é fortalecer as parcerias para retomarmos e intensificarmos esses estudos de competição de cultivares de mandioca para a indústria e implantarmos ensaios com cultivares voltadas para a alimentação animal, além hortaliças como cenoura e alface, feijão e pesquisas com milho dentro da já consolidada atuação da Comissão Estadual de Grãos”, explica Santiago. 

Com aproximadamente 180 produtores atuando numa área de 250 hectares, segundo dados da Prefeitura Municipal, a produção de hortaliças em Arapiraca, apresenta, anualmente, faturamento bruto acima dos 50 milhões. Na cultura da mandioca, são utilizados 5,5 mil hectares, com média de produção de 30 mil toneladas anuais e faturamento bruto de 15 milhões por ano.

Fonte: Embrapa

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