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Atenção: ELA mata em até 5 anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

21/6 – Dia Nacional de Luta Contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma das mais temidas doenças degenerativas do sistema nervoso, por provocar paralisia motora progressiva, irreversível e limitante.

Essa doença se tornou conhecida no mundo em 2014 por meio de uma brincadeira, a Ice Bucket Challenge, por aqui conhecida como “O Desafio do Balde de Gelo”, onde os participantes eram desafiados a despejar um balde de água com gelo sobre a cabeça.

Essa doença é causada, em cerca de 10% dos casos, por um defeito genético. Nos demais casos, a causa é desconhecida. O que se sabe é que os neurônios se desgastam ou morrem e deixam de enviar sinais aos músculos, gerando contrações involuntárias e incapacidade de mover os braços, as pernas e o corpo.

A doença piora lentamente, ao ponto dos músculos do peito pararem de funcionar deixando a respiração difícil ou impossível, necessitando o uso de aparelhos.

Essa doença afeta 5 pessoas em cada grupo de 100 mil em todo o mundo e não há fatores de risco conhecidos. Os sintomas geralmente aparecem depois dos 50 anos, mas nem isso é regra, já podem aparecer em pessoas mais novas também.

Os sintomas incluem dificuldade para respirar, engasgar com facilidade, babar, gagueira (disfemia), cabeça caída devido à debilidade dos músculos do pescoço, cãibras musculares, problemas de dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras), alterações da voz, rouquidão e perda de peso.

Não há cura conhecida para ELA. O tratamento para a doença começa com um medicamento chamado riluzol, que reduz a velocidade de progressão da doença e prolonga a vida do paciente.

A fisioterapia também ajuda na reabilitação; o uso de órteses ou de uma cadeira de rodas ou outras medidas ortopédicas podem ser necessárias para maximizar a função muscular e o estado de saúde geral.

Não há formas conhecidas para se prevenir essa doença e a morte do doente ocorre entre 3 a 5 anos após o diagnóstico. Só cerca de 25% dos pacientes sobrevivem por mais de cinco anos depois do diagnóstico.

10 pontos sobre ELA

  1. A doença atinge principalmente pessoas do sexo masculino;
  2. Cerca de 10% dos casos têm causa genética ou hereditária;
  3. Em 90% dos casos não se consegue identificar a causa;
  4. Não há cura para a doença;
  5. Os primeiros sintomas variam quanto ao tipo e localização, mas o principal é a fraqueza muscular que pode começar em qualquer área do corpo, incluindo membros, rosto, língua, garganta e diafragma. Como a ELA é uma doença degenerativa progressiva, a fraqueza tende a se espalhar gradualmente para outros músculos do corpo;
  6. O modo como a ELA afeta e progride varia de pessoa para pessoa;
  7. Cerca de 20% dos portadores vivem cerca de 5 anos ou mais, e até 10% vivem mais de 10 anos. Infelizmente, a maioria não vive mais de 2 a 5 anos após o início dos sintomas;
  8. Apesar de a doença em geral não afetar a memória e a capacidade de pensamento, os pacientes podem apresentar comprometimento nessas funções;
  9. Pesquisas mostram que até 50% dos pacientes podem ter algum grau de comprometimento cognitivo ou comportamental, e aproximadamente 10% desenvolvem demência, além de fraqueza muscular;
  10. Estudos genéticos revelam que a ELA provavelmente não é uma doença única, mas um conglomerado ou combinação de várias doenças relacionadas. Talvez esse seja a motivo da dificuldade de se encontrar um tratamento que seja eficaz para todos os pacientes.

 

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Úvula: função, tipos, cuidados e tratamentos

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Médico examina a garganta do paciente otorrinolaringologista fazendo exame de garganta
Médico examina a garganta do paciente otorrinolaringologista fazendo exame de garganta

 

A úvula é o “sininho” que temos na entrada da garganta. Aquela parte molinha que fica lá no fundo da boca. Ela é formada de músculos, tecidos conjuntivos e mucosa; e está localizada próxima às amígdalas no palato mole.

Qual a função

  • auxilia na deglutição: essa estrutura se move para cima quando engolimos algo, impedindo que os pedaços de comida acabem entrando na cavidade nasal;
  • auxilia na fala: a úvula é conectada à emissão de sons, pois ajuda a articular cada fonema, formando as palavras que desejamos;
  • previne engasgamentos: ela gera a sensação de náuseas quando tentamos engolir algo que não foi bem mastigado, fazendo com que nenhum desses pedaços fique preso no meio do caminho para o estômago.

Alguns problemas que começam na Úvula

UVULITE

  • Esse é a doença na úvula mais comum, pois trata-se de uma infecção nessa área. Além da contaminação por bactérias ou germes, pode ser causada por alergias e até lesões na região. Os sintomas mais comuns nesses casos é o inchaço, vermelhidão, irritação na garganta e dor .

ÚVULA ALONGADA

  • O alongamento da úvula é quando essa estrutura tem seu tamanho maior que o normal, o que gera a obstrução do fluxo de ar. Essa condição é um dos fatores que causa a Apneia do Sono, um distúrbio que atrapalha a respiração durante o período que está adormecido e gera o ronco

ÚVULA BÍFIDA

  • A úvula bífida é um problema que está na mesma categoria que a fenda palatina e o lábio leporino. Ela ocorre quando os tecidos do palato mole não conseguem se encontrar no meio do “céu da boca” para formar a úvula corretamente. Dessa forma, fica ali uma abertura na região que deveria ser como o filtro na parte de deglutição.
  • Se associada com a fenda palatina, essa má formação da úvula pode causar problemas na fala, dificuldades na alimentação – em especial de bebês – e potencializar as infecções no ouvido. Para corrigir essa condição, o paciente deve fazer uma cirurgia ainda nos primeiros anos de vida.

Tratamento

  • É possível remover a úvula e, em alguns casos, esse procedimento é necessário para manter a saúde bucal. No caso de úvula alongada, alguns casos ela precisa ser retirada parcialmente para desobstruir a respiração. Há também aqueles pacientes que possuem essa estrutura tão além do tamanho normal, que precisa ser cortada por completo.
  • Algumas vezes, quando é preciso retirar as amígdalas de um paciente, a úvula também é removida se estiver sendo constantemente debilitada pelas infecções nessas outras partes.

CUIDADOS

  • lubrificar a garganta com certa frequência, bebendo água e sucos;
  • evitar fumar, pois a fumaça machuca a mucosa;
  • fazer gargarejos com antisséptico bucal para eliminar bactérias;
  • evitar o consumo de bebidas muito quentes, pois os tecidos do palato mole são mais sensíveis;
  • mastigar bem os alimentos, para evitar que algo arranhe a úvula ou a garganta.

Tomando esses cuidados, as chances de ter alguma complicação nessa região diminuirá bastante. Mesmo assim, se perceber qualquer incômodo na úvula ou garganta, busque tratamento com um especialista

Fonte: IG SAÚDE

 

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