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Ataques aéreos de Israel matam 57 pessoas na Síria

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Jalaa Marey/Divulgação

Tropas israelenses participam de um exercício militar nas Colinas de Golan anexadas a Israel em 13 de janeiro

Ataques aéreos israelenses no leste da  Síria mataram 57 combatentes aliados do Irã em um episódios mais mortais desde o início do conflito. A informação foi dada pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo de monitoramento de guerra, nesta quarta-feira (13).

Os ataques noturnos contra depósitos de armas e posições militares mataram pelo menos 14 soldados do regime sírio, 16 combatentes da milícia iraquiana e 11 membros afegãos da Brigada Fatímida pró-Irã. A nacionalidade das 16 pessoas restantes que perderam suas vidas ainda não foi divulgada.

“Este é o maior número de mortos em ataques israelenses na Síria”, disse o chefe do Observatório Sírio, Rami Abdul Rahman.

A agência de notícias oficial síria Sana informou que “o inimigo israelita realizou um ataque aéreo à cidade de Deir Ezzor e à região de Albu Kamal”, acrescentando que “os resultados da agressão estão sendo investigados”.

Um porta-voz do exército israelense não quis comentar o caso.

Não é a primeira vez

Israel realiza ataques rotineiros na Síria , principalmente contra alvos ligados ao Irã, no que diz ser uma tentativa de impedir que seu arquiinimigo consolide um ponto de apoio em sua fronteira norte.

O governo de Trump , que dará lugar ao de Joe Biden em 20 de janeiro, deu apoio sem precedentes dos EUA ao governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A guerra na Síria matou mais de 387 mil pessoas e deslocou milhões mais desde que eclodiu após a repressão brutal de protestos antigovernamentais.

Fonte: IG Mundo

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Deputado mandou R$ 146 milhões para cidade no Ceará que elegeu sua mãe

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Deputado Domingos Neto
Agência Câmara dez/2020

Deputado Domingos Neto

O relator do Orçamento de 2020 , Domingos Neto (PSD-CE), indicou um valor muito acima da média em “emendas de relator” à cidade de Tauá, Ceará . O município — cuja prefeita é Patrícia Aguiar, mãe de Domingos Neto, que assumiu o cargo este ano — recebeu R$ 146 milhões no final do ano passado. É a cidade que mais recebeu dinheiro com esse tipo de emenda em 2020.

Com 58 mil habitantes, Tauá recebeu R$ 2,5 mil per capita. A média nacional foi de R$ 107 por habitante. Proporcionalmente, foi a sétima cidade mais beneficiada do país. Os dados, do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), foram obtidos com exclusividade pelo GLOBO.

Por ter relatado o Orçamento, Domingos Neto teve direito a cerca de R$ 20 bilhões em emendas de relator. Elas foram distribuídas ao longo do ano em diversos acordos políticos entre congressistas, ou liberadas para estados e municípios a pedido dos próprios ministérios. Procurado, o relator disse que a região de Tauá é carente e precisa de recursos.

“Acho que uma missão do político é que seu prestígio deva servir ao seu povo. É missão do representante defender aqueles que você representa. Não vejo nada de ilegítimo nisso. Eu poderia citar vários exemplos de cada um dos deputados federais, seja do Ceará, dos senadores, que com seu prestígio têm fortalecido a sua base” disse em entrevista.

Além de Tauá, receberam a verba as cidades de Parintins (AM), que recebeu R$ 125 milhões, Santana (AP), com R$ 123 milhões, Rio de Janeiro (RJ), com R$ 106 milhões, Petrolina (PE), com R$ 86 milhões, e João Pessoa (PB), com R$ 75 milhões. Ao todo, 3,9 mil municípios receberam a verba no primeiro ano em que o relator teve esse poder de indicações aprovado pelo Congresso Nacional.

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Documentos obtidos pela reportagem mostram que as liberações para Tauá ocorreram nos últimos dias de dezembro, ou seja, só serão usufruídas pelo município agora, durante o mandato da mãe de Domingos Neto.

A data das liberações irritou aliados de Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Câmara. Lira havia acertado junto a Domingos Neto o pagamento de alguns valores a deputados que se comprometeram a votar nele para presidente da Câmara neste ano.

Os pagamentos não foram feitos na íntegra dos valores prometidos, expondo Lira a críticas entre seus apoiadores. Seus aliados mais próximos culpam Domingos Neto e o governo federal pela dificuldade nas liberações e dizem que ele priorizou sua própria base. Nos bastidores, o relator, o governo e os aliados de Arthur Lira tentam se eximir da culpa pelo acordo não cumprido.

Domingos Neto diz que o ano foi atípico devido à pandemia e que, por isso, muitas liberações foram concentradas no final do ano. O dinheiro direcionado a Tauá deve ser usado em diversos investimentos, segundo ele. São verbas do Ministério de Desenvolvimento Regional, Saúde, Cidadania e Agricultura.

“Nossa região é a mais pobre do Ceará, que tem demandas nas mais diversas áreas. Da educação, saúde. Nós temos um município com mais de 4 mil quilômetros de área, com escola a 80 km da sede do município. Tem sonhos de 20 anos que estão sendo realizados agora, como a pavimentação de estradas de uma série de distritos”, declarou Neto.

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