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Asmáticos graves devem manter seus medicamentos após a vacinação para Covid-19

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Vacina contra Covid-19
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Vacina contra Covid-19

A Associação Médica Brasileira (AMB), por meio de seu Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19, divulgou recomendação nesta terça-feira (4) para que pessoas com asma grave, que já estão nos grupos prioritários do plano nacional de vacinação, mantenham seus medicamentos ao se imunizar. “Os imunobiológicos utilizados para a asma não alteram a resposta vacinal”, destaca o informe da entidade.

A AMB destaca ainda que asmáticos leves a moderados podem aguardar a vacinação contra a Covid-19 de acordo com o recomendado para população em geral. Isso porque “não foram observados piores desfechos da Covid-19” neste grupo.

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Já o grupo de pacientes com asma grave registra “piores desfechos, incluindo maior risco de morte intra-hospitalar”. A AMB define como asma grave aquela que permanece não controlada com dose alta de corticoide inalatório e um ou mais medicamentos de controle (broncodilatadores de ação prolongada) ou o uso de corticoide oral ou ainda em uso de medicação imunobiológica (omalizumabe, mepolizumabe, benralizumabe ou dupilumabe).

No plano de vacinação do governo, o grupo da população com asma grave está descrito dentro da classificação da comorbidade “pneumopatias crônicas graves”. Essa categoria inclui pessoas com “asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática)”, além de outros problemas, como doença pulmonar obstrutiva crônica e fibrose cística.


O informe da AMB destaca ainda que “asmáticos, independentemente da gravidade, não têm contraindicação para a vacinação contra a Covid-19, exceto aqueles com história de alergia grave, incluindo anafilaxia a algum dos componentes das vacinas”. Para esses casos, o paciente deve ser avaliado por um especialista para definição da melhor conduta.

Fonte: IG SAÚDE

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Sem protocolos, muitas incertezas: o trabalho de um médico em meio à pandemia

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Como é o trabalho de um médico em meio a uma pandemia de Covid-19? Descubra
SILVIO AVILA

Como é o trabalho de um médico em meio a uma pandemia de Covid-19? Descubra

Desde o início da pandemia de Covid-19 , o mundo virou de cabeça para baixo. O novo normal se estabeleceu e fez com que a maioria das pessoas tivesse que mudar suas rotinas. Mas uma categoria em especial sofreu ainda mais  e precisou se adaptar rapidamente aos novos tempos: os profissionais que atuam na linha de frente no combate à doença.

Por se tratar de um cenário totalmente novo, eles se depararam com cenários de incertezas e inseguranças sobre como tratar, da melhor maneira possível, os pacientes. Aliado à isso, surgiram algumas polêmicas em relação à maneira como os médicos podem atuar e o que podem receitar para lidar com a Covid-19 .

“Desde o início da pandemia, minha atuação na linha de frente era desde reestruturar o hospital diante das recomendações e legislações, colher exames, montar fluxos de atendimentos, avaliar pacientes (…) Meu dia a dia está sendo na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde e tratamento com urgência e precoce na prevenção dos agravos, principalmente em pacientes contaminados por Covid”, diz o enfermeiro infectologista Milton Alves Monteiro Júnior, do Hospital HSANP.

Já o Dr. Christian Valle Morinaga, gerente médico do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, afirma que 2021 está sendo mais estressante do que o ano passado: “o sistema foi colocado em um limite muito maior e a lotação assustou todos os profissionais de saúde. Felizmente, neste momento, temos vivenciado uma queda na lotação e no movimento, principalmente devido às medidas de isolamento previamente implantadas”.

Morinaga revela ainda que a falta de uma diretriz clara por parte do Ministério da Saúde abre brecha para que teorias não comprovadas ganhem força: “do ponto de vista científico, essa ausência, alinhada com o que as grandes instituições de saúde pregam, tanto internacionais quanto nacionais, não prejudica o adequado tratamento dos pacientes. Porém, o fato de não termos um protocolo claro e alinhado com as principais sociedades cientificas nacionais e internacionais abre brecha para contestações e incentivo de tratamentos não baseados em evidências”.

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“Felizmente, temos tanto diretrizes internacionais quanto diretrizes realizadas nacionalmente por sociedades de especialidades com rigor científico excepcional. Temos nos baseado nestas diretrizes para orientar o tratamento a nossos pacientes”, complementa.

O enfermeiro Monteiro Júnior concorda com o fato de que critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde poderiam ajudar nos tratamentos dos pacientes: “se possuirmos protocolos e manejos clínicos bem elaborados e baseados nos resultados positivos, conseguimos estabelecer nossas metas em salvar vidas com o mínimo de sequelas”.

Os problemas do tratamento precoce

O uso de medicamentos como a cloroquina e a ivermectina causou, e ainda causa, polêmica por sua ineficiência já comprovada no combate à Covid-19. O governo federal já realizou algumas campanhas em prol do tratamento, com o presidente Jair Bolsonaro sendo o principal garoto propaganda dos remédios.

“O tratamento precoce foi uma alternativa para uma assistência em salvar vidas num momento caótico com o aumento de óbitos por todo o mundo. Para a segurança dos pacientes, as dosagens eram mensuradas diariamente em estudos para obtermos os melhores avanços e com o tempo a cloroquina e ivermectina caíram nas discussões de despadronização pelos efeitos colaterais e evolução negativa”, explica o enfermeiro infectologista Milton Alves Monteiro Júnior, que mensurou o uso dos medicamentos em determinado momento como plausíveis.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina afirmou que, de fato, não existem estudos científicos suficientes para comprovar a eficácia de medicamentos do chamado kit covid, que contêm a cloroquina e ivermectina. Eles ressaltaram, porém, que a prescrição de tais medicamentos pode ser feita desde que o paciente seja alertado e concorde com os termos.

“Até o momento, não há estudos científicos, com metodologia inconteste, que comprovem o efeito de medicamentos na fase inicial da Covid-19, antes da manifestação de sintomas graves da doença. Diante disso, o Conselho Federal de Medicina entende que o médico na ponta e o paciente, mediante Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, devem ter autonomia, de forma conjunta, para decidirem qual a melhor opção terapêutica para tratar os casos diagnosticados. Ou seja, o médico pode ou não prescrever medicamentos que considerar necessários e, por sua vez, o paciente pode acatar ou não o que foi prescrito”, conclui a nota.

Fonte: IG SAÚDE

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