POLÍTICA NACIONAL

Aprovada em Plenário indicação de embaixador no Nepal

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O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (23) a indicação do diplomata Carlos Alberto Michaelsen Den Hartog para o cargo de embaixador do Brasil no Nepal. O relatório foi elaborado pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR). O indicado recebeu 37 votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção.

A trajetória de Carlos Alberto Hartog na diplomacia começou em 1983. Seu primeiro posto internacional foi exercido na missão do Brasil junto à Comunidade Econômica Europeia (CEE), em Bruxelas, no período de 1987 a 1990.

O Nepal ocupa a 147ª posição quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre 188 países. As relações diplomáticas com o Brasil foram estabelecidas em 1976. A cooperação técnica é a principal vertente do relacionamento bilateral, por meio de projetos ligados à área social, como a proteção à infância, e político-institucionais, como governança e gestão federativa. Mas há interesse do Nepal em receber projetos e consultoria de empresas brasileiras na construção de usinas hidrelétricas, dado o grande potencial de seus rios para a geração de energia.

O Brasil mantém com o Nepal comércio bilateral superavitário. Em 2019, a balança comercial, favorável ao Brasil, foi de US$ 2,3 milhões. Os principais produtos exportados pelo Brasil são hortaliças, leguminosas, especiarias e cereais. Os principais produtos nepaleses importados pelo Brasil são tapetes artesanais tradicionais. Há oportunidades para as empresas brasileiras de construção em obras de infraestrutura de transportes e de reconstrução pós-terremoto, assim como para a expansão do agronegócio brasileiro nesse país asiático.

Na sabatina, realizada na Comissão de Relações Exteriores (CRE) na segunda-feira (21), o diplomata disse que o Nepal é um ponto estratégico para o Itamaraty ficar a par da visão daquela parte do mundo sobre “o deslocamento dos eixos geoeconômico e geopolítico do Ocidente para o continente asiático”. O Nepal tem fronteiras com China e Índia e não tem litoral, acrescentou. 

Eles têm interesse em agricultura, área energética, hidrelétricas, e isso pode trazer um impacto no nosso comércio com eles, que é pequeno. Eu gostaria também de trabalhar em um acordo de cooperação científica, educacional e cultural com o Nepal — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

“Quer que eu baixe na canetada?”, diz Bolsonaro sobre diminuir preço do arroz

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro manifestou irritação sobre possibilidade de tabelar preço

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou irritado com um apoiador que pediu a ele que diminuísse o preço do arroz durante uma agenda em Cruzeiro, no Distrito Federal, neste domingo (25).

“Bolsonaro, baixa o preço do arroz, por favor. Não aguento mais”, disse o homem que abordou o presidente enquanto ele se prepararava para subir em sua moto.

“Tu quer que eu baixe na canetada? Você quer que eu tabele? Se você quer que eu tabele, eu tabelo. Mas você vai comprar lá na Venezuela”, respondeu Bolsonaro.

O homem saiu sem dizer nada. “Fala, e vai embora”, comentou o presidente diante dos demais apoiadores, seguranças e jornalistas que estavam no local.

Durante a manhã de hoje, o presidente passeou de moto pelo DF com os ministros da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, e da Casa Civil, general Walter Braga Neto.

No interior do mercado, Bolsonaro foi ovacionado por apoiadores e ouviu palavras em sua defesa. Na saída do local, porém, foi recepcionado com gritos de “fora Bolsonaro”.

Pressionada pela alta de preços dos alimentos e das passagens aéreas, a prévia da inflação oficial brasileira registrou em outubro sua maior alta desde 1995. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou para 0,94% no mês, após alta de 0,45% em setembro.

No ano, a inflação acumulada é de 2,31%. No acumulado de 12 meses até outubro, o índice também acelerou para alta de 3,52%, vindo de 2,65% em setembro.

O grupo de alimentação e bebidas subiu 2,24% na prévia da inflação de outubro, alta puxada pelos alimentos consumidos em domicílio (2,95%). Entre os alimentos, os principais destaques foram óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%), tomate (14,25%), leite longa vida (4,26%) e carnes (4,83%).

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