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Apresentadores usam máscara em protesto ao uso de burca para mulheres

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Apresentador usa máscara em protesto contra volta da obrigação do uso de hijabs para mulheres na TV
Reprodução/YouTube – 23.05.2022

Apresentador usa máscara em protesto contra volta da obrigação do uso de hijabs para mulheres na TV

Jornalistas homens de um canal de TV do Afeganistão passaram a utilizar máscara respiratória em resposta ao retorno da obrigatoriedade de as mulheres usarem burca nas transmissões televisivas no país . Apresentadores do canal local de notícias TOLOnews, de Cabul, que usavam a peça, confirmaram que tratava-se de um ato solidário às apresentadoras, segundo o DailyMail.

A obrigatoriedade havia sido imposta pelo Talibã, grupo que retomou o poder do país no ano passado , com promessas de flexibilizar algumas das regras do grupo extremista. Um funcionário da imprensa local confirmou ao Guardian que a estação na qual trabalhava havia recebido o pedido e foi informado de que a medida não estava em discussão. Ele disse, ainda, que a rede de TV “não teria outra opção”.

Mesmo assim, apresentadoras das principais redes de TV afegãs foram ao ar, no último sábado, sem cobrir seus rostos , desafiando a ordem dos talibãs e se negando a se submeterem à interpretação do grupo sobre o Islã. No entanto, no domingo, as jornalistas apareceram nas transmissões com rostos cobertos por véus ou hijabs, só com os olhos à mostra, em programas dos canais TOLOnews, Ariana Television, Shamshad TV e 1TV, segundo a BBC.

A anuência à ordem é a mais recente demonstração do controle rígido que o Talibã impôs às mulheres afegãs em menos de um ano. As medidas restritivas não dizem respeito somente a direitos básicos, como educação e empregos para mulheres, mas a todas as facetas da vida pública, de comportamento a viagens.

Nas últimas semanas, as demandas do regime têm sido cada vez mais radicais. No início deste mês, o Talibã ordenou que todas as mulheres usassem roupas da cabeça aos pés em público, deixando apenas os olhos visíveis.

O decreto ainda dizia que as mulheres deveriam sair de casa apenas quando necessário, e exigia que as mulheres que viajam a mais de 70 quilômetros de suas casas fossem acompanhadas por um parente do sexo masculino.

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Fonte: IG Mundo

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MEC corta R$ 619 milhões de colégios e universidades federais

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Universidade Federal de Alagoas
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Universidade Federal de Alagoas

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) anunciaram nesta sexta-feira que as instituições federais de ensino perderam, juntas, mais de R$ 600 milhões do orçamento discriminado em junho.

As universidades federais tiveram um corte de R$ 217 milhões na última sexta-feira (24) e R$ 220 milhões no começo do mês. Metade desse dinheiro, segundo a Andifes, foi remanejado para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária. Já os colégios da rede federal perderam R$ 92 milhões agora e outros R$ 92 milhões no começo do mês. Juntos, os cortes somam R$ 619 milhões.


O Proagro é um programa do governo federal que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle. Ele tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, mas pode ser utilizado por todos dentro do limite de cobertura.

“Nestas portarias, os valores das emendas do relator do orçamento, da rubrica RP9 (o chamado ‘orçamento secreto’), que somam aproximadamente R$ 17,2 milhões, não foram afetadas por nenhum remanejamento”, observa a Andifes, em nota.

Com isso, todo o orçamento das instituições que estavam bloqueados não serão recuperados. Isso significa que eles tiveram outras destinações e o contingenciamento virou, de fato, um corte.

O orçamento discriminado é aquele no qual o governo federal consegue cortar porque não são gastos obrigatórios — como salários e aposentadorias. No entanto, essa verba é fundamental para o funcionamento das universidades. É com ela que se paga contas de água, luz, segurança e manutenção, além de investimentos em pesquisa, bolsas e auxílios a estudantes carentes.

“Foram retirados recursos que impactam em todas as nossas ações. A manutenção das nossas escolas, a realização de atividades de pesquisa, de ensino, de extensão, de assistência estudantil que garanta a permanência e êxito dos nossos estudantes”, afirma Cláudio Alex Jorge da Rocha, presidente do Conif e reitor do IFPA.

Atualmente, são 618 campi de colégios federais espalhados pelo país, e inclui institutos federais (que possuem educação básica e superior), Cefets, escolas técnicas de ensino profissionalizante e os colégios Pedro II, no Rio.

Em 2015, o orçamento para os gastos discricionários era o dobro de 2021. Com isso, além das contas básicas, também ficam prejudicadas as compras de materiais para pesquisa, manutenção dos prédios e o pagamento de bolsas que garantem a permanência dos estudantes pobres.

O orçamento de assistência estudantil, que chegou a ser de R$ 1 bi em 2014, caiu para R$ 460 milhões em 2021. Enquanto isso, o número de estudantes mais do que dobrou: passou de 373 mil para 819 mil. Já a Andifes sinalizou, em nota, que se reuniu com representantes do MEC e foram informados dos detalhes técnicos da decisão tomada pela equipe econômica do governo.

“Os diretores da Andifes, inclusive fazendo menção a vários dos debates ocorridos na sessão do conselho pleno desta quinta-feira (23), deixaram clara a gravidade da situação e a inviabilidade do funcionamento das instituições sem a recomposição dos orçamentos. Novos movimentos e ações da Andifes em face desse gravíssimo deslocamento de recursos da educação pública superior serão em breve noticiados”, informou o grupo.

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