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Apple x Epic Games: juíza vai ler documento de 4.500 páginas antes de decisão

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Fortnite foi motivo inicial de briga entre empresas
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Fortnite foi motivo inicial de briga entre empresas



A juíza federal americana responsável pelo processo da Epic Games contra a Apple por seu controle da App Store deverá emitir um veredicto após submeter ambas as empresas a um duro interrogatório e concluir, na segunda-feira (24), as audiências de um julgamento que pode redefinir novas práticas no mundo do comércio digital.

A juíza do Tribunal Distrital dos EUA encarregada do caso, Yvonne González Rogers, ouviu os argumentos finais no caso apresentado pela Epic, criadora do game Fortnite , em sua tentativa de quebrar o controle estrito da Apple sobre sua App Store e potencialmente impactar todo o ecossistema móvel de aplicativos.

A Epic busca forçar a Apple a abrir a App Store para terceiros, mesmo que isso dê aos usuários a capacidade de contornar os procedimentos dos sistemas de pagamento da Apple.

A magistrada do tribunal federal da Califórnia disse aos advogados que ela dará seu veredicto por escrito enquanto as memórias “ainda estão frescas”, mas que isso pode demorar um pouco.

Perguntas ásperas

Para tomar sua decisão, a juíza terá que percorrer 4.500 páginas de depoimentos, um processo que, segundo ela, pode levar meses. Desenvolvedores de aplicativos e reguladores ao redor do mundo estão assistindo ao julgamento, e a juiza sugeriu em perguntas ásperas à Apple que ela pode ser receptiva a algumas das alegações dos criadores do Fortnite de que a Apple faz mau uso de seu controle sobre a App Store e prejudica os desenvolvedores.

Na semana passada, ela disse que os lucros da App Store com os fabricantes de jogos pareciam “desproporcionais”, mas na segunda-feira a juíza perguntou à Epic se havia uma maneira de resolver suas queixas sem forçar a Apple a abrir o iPhone para lojas de aplicativos rivais, como a Epic sugerira. Isso seria uma mudança radical, disse ela, e “os tribunais não dirigem negócios”.

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Gonzalez Rogers também observou a sorte inesperada que uma mudança significaria para a Epic, cujos próprios esforços para iniciar uma loja de aplicativos paga concorrente no iPhone foram discutidos durante o julgamento.

“Vamos ser claros. A Epic está aqui porque, se o alívio for concedido, passará de uma empresa de vários bilhões de dólares para uma empresa de vários trilhões de dólares. Mas não está fazendo isso pela bondade de seu coração”, disse.

O advogado da Epic, Gary Bornstein, manteve o pedido que a Epic fez desde que abriu o caso no ano passado: forçar a Apple a abrir o iPhone para lojas de aplicativos concorrentes e impedi-la de exigir que os desenvolvedores usem seu sistema de pagamento dentro do aplicativo.

Gonzalez Rogers disse que, de acordo com as mudanças propostas pela Epic, é provável que a empresa não pague nada à Apple, um fato que a “preocupou” durante o julgamento.

Argumentos da defesa

O presidente-executivo da Epic, Tim Sweeney, que conduziu a estratégia jurídica da empresa e participou de todo o julgamento, está “atacando a forma fundamental como a Apple está gerando receita”, disse Gonzalez Rogers, por outro lado. “Há um argumento razoável de que (a Apple está) usando esses lucros para beneficiar todo o ecossistema.”

Ao longo do dia, os advogados da Apple argumentaram que os pedidos da Epic tornariam a Apple igual ao sistema Android , do Google essencialmente diminuindo a escolha do consumidor. “A Apple quer manter seu produto diferenciado”, disse a advogada da Apple, Veronica Moye.

Qualquer pessoa que queira lojas de aplicativos de terceiros “é livre para sair e comprar um dispositivo Android”, afirmou ela. “O alívio solicitado aqui é forçar a Apple a retirar do mercado um produto concorrente”.

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Google, Gmail e YouTube vão barrar login em celulares Android muito antigos

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Google bloqueia apps de Android antigo
Unsplash/Kai Wenzel

Google bloqueia apps de Android antigo

O Google vai barrar o login em serviços como Gmail e YouTube em celulares com versões muito antigas do Android. Um comunicado da empresa aos usuários diz que as proibições vão começar a partir de 27 de setembro, e valem para quem usa Android 2.3.7 Gingerbread ou inferior.

Segundo a companhia, o motivo para o encerramento do login nestes aparelhos é a falta de segurança. “Como parte de nossos esforços contínuos para manter nossos usuários seguros, o Google não permitirá mais login em dispositivos Android que executam Android 2.3.7 ou inferior a partir de 27 de setembro de 2021”, disse Zak Pollack, gerente da comunidade de ajuda do Android.

A proibição afeta todos os apps do Google — usuários que deslogarem de suas contas não poderão mais checar e-mails, obter histórico de navegação do Google Maps e muito mais. O fim do suporte a contas Google no Android 2.3.7 pode resultar em erros de nome de usuário ou senha ao tentar acessar produtos do Google.

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A companhia afirma ainda que a criação de novas contas Google não poderá ser realizada nestes dispositivos. Caso o usuário tente redefinir as configurações de fábrica do aparelho, não será possível realizar um novo login. Redefinições de senha também irão interromper o uso da conta nos celulares com sistema defasado.

Google fornecerá solução alternativa via web

Sabemos que quem ainda utiliza o Android 2.3.7, lançado em dezembro de 2010, dificilmente faz isso porque quer — provavelmente o aparelho não suporta uma versão superior do sistema. O Google incentiva o uso do Android 3.0 ou superior, mas caso isso não seja possível, há uma forma alternativa de usar alguns serviços.

“Se você não pode atualizar seu dispositivo para uma versão mais recente do Android (3.0+), você pode tentar fazer login em sua conta do Google no navegador da web do seu dispositivo. Você ainda pode usar alguns serviços do Google quando conectado ao Google no navegador do seu dispositivo”.

Para acessar sua Conta do Google e e-mail em seu dispositivo usando um navegador da web, siga os passos abaixo:

  1. Abra o aplicativo do navegador do seu telefone.
  2. Acesse sua conta em myaccount.google.com.

Você também poderá acessar o Gmail em mail.google.com, pelo navegador.

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