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Apple é multada no Brasil em R$ 10 milhões por vender iPhone sem carregador

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Apple é multada no Brasil
Divulgação/Apple

Apple é multada no Brasil



A Apple  foi multada pelo Procon-SP por práticas que desrespeitam o Código de Defesa do Consumidor. A multa de R$ 10.546.442,48, anunciada na última sexta-feira (19), será aplicada por meio de processo administrativo, e a empresa ainda tem direito a se defender.

De acordo com o Procon-SP, alguns motivos levaram à aplicação da multa. O primeiro deles foi a venda de iPhones sem adaptador de energia na caixa. O órgão de defesa do consumidor já havia notificado a Apple sobre o assunto em outubro de 2020 , pedindo explicações. Na ocasião, a empresa não respondeu.

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Outro motivo que levou à multa foi relacionado ao iPhone 11 Pro . A publicidade do smartphone afirma que ele é resistente à água mas, na prática, não é bem assim. De acordo com o Procon-SP, consumidores reclamaram que tiveram problemas relacionados à água que a Apple não quis reparar.

O Procon-SP questionou a Apple, que “informou que a resistência à água não seria uma condição permanente do aparelho, podendo diminuir com o tempo; e que para evitar danos líquidos os consumidores devem deixar de nadar ou tomar banho com o smartphone e de usá-lo em condições de extrema umidade”, afirma o órgão.

Além disso, o Procon-SP recebeu reclamações de consumidores que tiveram problemas em funções de seus dispositivos depois de atualizarem o sistema operacional . Sobre este assunto, a Apple também não respondeu ao órgão.

Por fim, o órgão também encontrou cláusulas abusivas no termo de garantia dos produtos da Apple e soube de um caso no qual a empresa se recusou a consertar um problema apresentado por um aparelho adquirido no exterior dentro do prazo estabelecido por lei.

Diante das infrações, a empresa foi multada. “A Apple precisa entender que no Brasil existem leis e instituições sólidas de Defesa do Consumidor. Ela precisa respeitar essas leis e essas instituições”, disse Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. A reportagem entrou em contato com a Apple , que ainda não respondeu.

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Pandemia mudou modo como pessoas dão ‘match’ no Tinder? Entenda

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BBC News Brasil

Pandemia mudou modo como pessoas dão 'match', diz chefe do Tinder
Hazel Shearing – BBC News

Pandemia mudou modo como pessoas dão ‘match’, diz chefe do Tinder

Deslizar para esquerda ou para a direita, o gesto típico de quem usa o aplicativo Tinder , parece não ser mais suficiente para os solteiros vivendo no contexto de isolamento durante a pandemia de coronavírus .

O “match”, a confirmação de que os dois lados se interessaram reciprocamente, era antes apenas um pontapé para o encontro presencial — mas isso mudou com o novo cenário de intensas interações virtuais, disse à BBC o diretor do aplicativo, Jim Lanzone.

Agora, o Tinder está passando por uma reformulação para que os perfis sejam apresentados de forma mais “holística”, para que os usuários possam se conhecer bastante online.

As mudanças refletem uma nova postura, explica Lanzone, 50 anos, na única entrevista concedida no Reino Unido antes da reformulação do aplicativo.

“Como sabemos, nos últimos 15 a 18 meses, as pessoas realmente se abriram para se conhecer virtualmente antes de definirem relacionamentos offline; ou se abriram até para ter relacionamentos virtuais”, afirmou o diretor do Tinder.

“A maior tendência aqui é que as pessoas no Tinder, saindo da pandemia de covid… elas só querem desacelerar as coisas e se conhecer muito mais antes de decidirem ‘dar o match’ e de encontrar alguém offline.”

Chat antes do ‘match’

Os dados do aplicativo indicam que o número médio de mensagens enviadas por dia aumentou 19% em comparação com o período anterior à pandemia, e as conversas são 32% mais longas.

Metade dos usuários da Geração Z, como são normalmente classificados aqueles nascidos entre 1997 e 2015, teve encontros por conversa de vídeo e um terço fez mais atividades virtuais em conjunto, diz a empresa.

A reformulação manterá a opção de uma pessoa deslizar para a direita se tiver interesse em outra, e para a esquerda se não. No entanto, as pessoas terão “mais ferramentas para mostrar uma versão mais multidimensional de si mesmas”, de acordo com Lanzone, que mora em San Francisco, Estados Unidos, e se tornou CEO do Tinder durante a pandemia no ano passado.

Os novos recursos incluem a opção de adicionar vídeos aos perfis e buscas mais precisas — por exemplo, alguém pode dizer ao aplicativo que quer encontrar pessoas que tenham animais de estimação ou que gostem de aventuras.

Pela primeira vez, os usuários poderão bater um papo com alguém antes de dar “match”, usando um recurso que lhes pede para dar sua opinião sobre um tópico.

Outros aplicativos de namoro — como o Hinge, que pertence à mesma empresa do Tinder, e o Bumble — já pedem aos usuários que respondam a perguntas e também postem fotos.

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Mas Lanzone explica que esses aplicativos são destinados àqueles que procuram um relacionamento sério — um “estágio diferente” das pessoas na casa dos 20 anos que estão “abertas a uma gama mais ampla de possibilidades”.

A decisão do Tinder de se concentrar mais em vídeos vem em um momento em que a popularidade do TikTok continua a crescer. ByteDance, a empresa chinesa por trás do aplicativo de vídeo de grande sucesso, viu seus lucros dobrarem no ano passado.

Jim Lanzone gesticula em palestra

Getty Images
Jim Lanzone assumiu o Tinder no ano passado, em meio à pandemia

Lanzone disse que os jovens da Geração Z, hoje cerca de metade dos usuários do Tinder, “vivem de vídeos, e por isso espera que estes usuários do Tinder atualizem constantemente seu perfil — em vez de ficar um tempo com o mesmo conjunto de vídeos e fotos.

Os dados do Tinder sugerem que usuários mais jovens valorizam em um parceiro a autenticidade e a abertura. Há também mais menções à saúde mental e a palavras como “ansiedade e” normalizar ” nos perfis.

Lanzone garante que o Tinder não se tornará uma mídia social, ao contrário do rival Bumble.

Menos drinks, mais trilhas

No entanto, o diretor afirma que a pandemia tirou as pessoas da trajetória linear do namoro que, em princípio, envolvia buscar candidatos no Tinder, dar “match”, combinar um encontro, ter um relacionamento e se casar.

“No verão passado (no hemisfério norte), quando houve uma flexibilização antes da próxima onda (de Covid-19) chegar, a tendência mudou muito rapidamente. Foram menos encontros para tomar um drink, e mais para fazer uma trilha juntos.”

Há “muito mais” em conhecer alguém “do que apenas dar ‘match’ e bater um papo rápido antes de se encontrar offline”, acrescentou ele.

“Acho que é hora de darmos às pessoas mais ferramentas para mostrar uma versão mais multidimensional de si mesmas.”

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