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Apple e Intel terão chips de 3 nm em 2023; AMD, só em 2024

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TSMC fará chips de 3 nm para várias marcas
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TSMC fará chips de 3 nm para várias marcas

A TSMC, companhia taiwanesa de semicondutores, tem inúmeros clientes para seus semicondutores, incluindo Apple e Intel, que estavam brigando pela prioridade no fornecimento de componentes impressos no processo de 3 nanômetros. A maçã precisa deles para os chips Apple Silicon M2, que equiparão os próximos Macs, enquanto a Intel irá usá-los em suas GPUs da linha Meteor Lake.

Agora, um novo informe aponta que Apple e Intel garantiram a totalidade da produção da TSMC, que começará a imprimir ainda em 2022, com a produção em massa reservada para o próximo ano. Já a AMD, que pretende usar o processo de 3 nm no design da linha Zen 5, só poderá fazer pedidos para 2024.

As informações vieram à tona graças a um relatório do DigiTimes disponível apenas para assinantes, ao qual o site Wccftech teve acesso. Note que a impressão em 3 nm não tem nada a ver com a arquitetura, podendo ser aplicado tanto em ARM quanto em x86-64. Como ficou evidente nos últimos anos, a Intel se atrapalhou com seu processo de miniaturização de componentes ao migrar dos 14 para os 10 nm, o que a obrigou a otimizar processos antigos até onde deu.

Tal situação custou caro, a Apple chutou a Intel e migrou a linha Mac para ARM, ao abraçar o processo que a TSMC já havia otimizado ao longo dos anos, com os chips AX e AXX para iPhones e iPads. Seu grau de excelência já havia tirado do páreo a Samsung, originalmente a empresa responsável por imprimir os processadores da maçã, quando os sul-coreanos começaram a patinar.

O fato é que hoje, a TSMC é, por mérito próprio, a companhia de tecnologia mais valiosa e importante da Ásia. Ela sozinha fornece chips para inúmeras companhias, tanto as fabless (que não imprimem seus wafers) como Apple e AMD, quanto outras que terceirizam parte de sua produção, como a Intel. Esse domínio vem deixando muita gente com o pé atrás por conta da estratégia “todos os ovos em uma cesta só”, visto que os ânimos entre a China e Taiwan não andam lá essas coisas.

Voltando ao relatório do DigiTimes, ele confirma rumores veiculados em 2021 de que a AMD pretende usar o processo de 3 nm da TSMC na 5.ª geração de seus processadores, a linha Zen 5, originalmente esperada para 2023. A Zen 4, que tem lançamento previsto para este ano, usará o processo de 5 nm, enquanto a Zen 3 é impressa em 7 nm.

Porém, o documento atesta que a linha de produção da TSMC já está completamente comprometida com a Apple e a Intel, que garantiram a dedicação da impressão de wafers em 3 nm para 2022 e 2023, quando a produção em massa começará, em sua totalidade.

É altamente provável que a Apple, o principal e mais lucrativo cliente da TSMC, terá total prioridade nos pedidos de wafers, visto que ela é uma companhia fabless e depende da empresa taiwanesa para a produção dos processadores que desenvolve.

A maçã já está testando os chips M2, M2 Pro e M2 Max em pelo menos 9 modelos de Macs diferentes, incluindo um novo Mac Pro, que deverá receber o sucessor do M1 Ultra, o processador que equipa o Mac Studio, o atual desktop de Cupertino voltado para ambientes de produção.

A Intel, por outro lado, não será prejudicada com a Apple sendo a cliente prioritária. O design da TSMC ficará restrito às suas GPUs, enquanto o processo usado em seus processadores continuará sendo o seu próprio, a ser impresso em suas próprias instalações. Porém, a AMD será bem prejudicada nesse cenário, pois não conseguiu garantir, segundo o relatório do DigiTimes, um espaço para a impressão de seus chips em 2022 e 2023. Assim sendo, ela foi jogada para o fim da fila.

Isso significa que, a menos que Apple e Intel de novo não forcem a mão para garantir prioridade de atendimento nos anos seguintes, a TSMC só poderá aceitar pedidos da AMD, que não imprime seus chips, apenas em 2024, jogando o lançamento da linha Zen 5, se de fato ela for planejada para ser impressa em 3 nm, no mais tardar para 2024, e se tudo der muito errado, em 2025. Outros especulam que talvez por isso, sua 5ª geração de processadores acabe por usar o processo de 4 nm, de modo a ser lançada mais cedo.

Outros acreditam não haver atraso nenhum, e que o cenário atual já era esperado pela AMD. Considerando o roadmap de lançamentos, o cronograma padrão da companhia da CEO Lisa Su está bem regulado, com as linhas Zen, Zen 2 e Zen 3 tendo sido lançadas com 1 ou 2 anos de espaço entre elas. O Zen 4 está “no horário” e o Zen 5 por enquanto também está, caso fique para 2024.

É preciso considerar também a crise de semicondutores, causada pela pandemia da Covid-19. Ela afetou a cadeia de produção, e ninguém entra em um acordo sobre quando (ou se) ela vai acabar; por enquanto a TSMC está atendendo a demanda, ainda que de forma reduzida, de seus clientes, e fica difícil prever se a AMD conseguirá garantir seus futuros pedidos sem mais problemas.

De resto, a AMD pode estar tranquila com o atual cenário, e que a leitura feita por parte da mídia seja um tanto exagerada; até o momento, o cronograma da companhia está sendo seguido, assim, é mais sensato não contar com processadores Zen 5 para antes de 2024. Até porque os Zen 4 ainda nem saíram.

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Android 13 é lançado com novidades em personalização e conectividade

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Android 13 foi oficialmente lançado nesta segunda-feira (15)
Giovanni Santa Rosa

Android 13 foi oficialmente lançado nesta segunda-feira (15)

O Google lançou oficialmente o Android 13 nesta segunda-feira (15). O sistema foi liberado para os Pixels primeiro. Outras marcas devem liberar atualizações ainda este ano. A gigante das buscas diz que Samsung, ASUS, Nokia, Motorola, OnePlus, Oppo, Sony e Xiaomi estão nessa lista. A décima-terceira versão do sistema do robozinho verde traz novidades visuais, de privacidade e de conectividade entre aparelhos.

Grande parte das características do Android 13 já era conhecida das versões de testes. O sistema estava liberado para testes de desenvolvedores desde fevereiro de 2022, e o último beta apareceu na metade de julho.

Ao longo destes meses, vimos muitos recursos que agora foram oficializados, como ícones que se adaptam ao tema da interface, um seletor de fotos para apps que não dá acesso a todos as imagens da sua galeria e um novo controle de música.

O que tem de novo no Android 13?

O Google destacou 13 recursos novos do Android 13:

  • Ícones personalizáveis para aplicativos que não são do Google, como parte do Material You;
  • Escolhas de idioma independentes para cada app;
  • Tocador de música atualizado, que destaca a arte do disco e tem uma barra de progresso;
  • Papel de parede com menor luminosidade e tema escuro na Hora de Dormir;
  • Seletor de fotos para apps que não libera o acesso a todos os arquivos da galeria;
  • Limpeza automática da área de transferência após um tempo, caso o usuário copie informações sensíveis como e-mail, endereço, celular ou login;
  • Apps terão que pedir permissão para enviar notificações;
  • Spatial Audio com rastreamento de cabeça: os fones se adaptam para dar a sensação de que o som vem de uma fonte fixa no espaço;
  • Transmitir mensagens do Android para um Chromebook. Funciona com o Google Mensagens e também com Signal e WhatsApp, entre outros;
  • Suporte a áudio Bluetooth Low Energy (LE);
  • Barra de tarefas para tablets atualizada, que permite arrastar e soltar qualquer app usando o modo tela dividida;
  • Tablets Android reconhecem diferenças nos toques de uma caneta stylus e de cada dedo da mão, ajudando quem desenha;
  • Copiar conteúdo no celular e colar no tablet. Este recurso estará disponível até o fim do ano.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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