Coronavírus

Aposentado, curado da Covid-19 dá depoimento sobre atendimento na Santa Casa

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“Quando cheguei na Santa Casa senti a segurança que eu precisava para seguir o tratamento contra a Covid-19”. A afirmação é do aposentado Roberto Tadeu Fernandes de Figueiredo, 60 anos, que passou 15 dias internado no Hospital Estadual Santa Casa, entre o final de maio e início de junho, mesmo com plano de saúde.

 Roberto começou a sentir os primeiros sintomas de coronavírus no dia 22 de maio e contou que após três dias passando mal, procurou um hospital particular em Cuiabá. Na unidade da rede privada de saúde, ele permaneceu por quatro dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e após esse período recebeu alta médica.

No entanto, como ainda se sentia mal, voltou a buscar atendimento e conseguiu a regulação para o Hospital Estadual Santa Casa.

“No momento em que cheguei à Santa Casa estava muito fraco, mas consegui ver de cara o respeito e carinho dos profissionais quando fui levado para o leito de enfermaria em uma cadeira de rodas. Sentimento este que não tive no outro hospital, sentia que estava abandonado, sem tratamento”, narrou Roberto.

O aposentando contou que na enfermaria outras 12 pessoas também recebiam tratamento contra o coronavírus. “Tínhamos cinco refeições diárias. Café da manhã, um grande almoço, lanche, jantar e ainda no final da noite um lanchinho. Além disso, os técnicos vinham trocar os lençóis, nossa roupa era entregue limpa. Não tem como explicar o quanto isso nos traz segurança, principalmente, quando estamos lidando com uma doença que nos dá medo em todo momento”, disse ele.

Ele lembrou que nada mexe mais com a cabeça do ser humano do que enfrentar algo desconhecido. Por isso, destacou o estímulo que recebeu da equipe médica e psicológica do Hospital.

“Por mais receio que os médicos e todos os profissionais da saúde possam ter neste momento, todos estavam empenhados em nossa recuperação. Se preocupavam se comíamos e, se estávamos tristes, tentavam nos animar. A psicóloga foi fundamental em meu tratamento, pois cheguei a ficar muito ansioso, e ela me ajudou muito neste processo”, frisou o aposentado.

Com 42 anos de serviço público, sendo 39 atuando em serviço hospitalar, Roberto disse que está surpreso com a aplicação do dinheiro público feita na unidade. Para ele, cada centavo investido pelo Governo foi bem gasto.

“Não falo da boca para fora. Quando a gente chega em um local onde somos bem tratados e a estrutura é impecável, nos dá mais segurança de que sairemos bem. O que mais me alegrou foi que estava dentro de um Hospital Estadual (SUS), tendo um atendimento de primeira qualidade. Fiquei muito feliz em ver o recurso público sendo usado com respeito e em benefício da população”, relatou.

“O hospital está impecável em relação à infraestrutura e atendimento, não deixando nada a desejar para os hospitais particulares da nossa cidade. Eu que possuo plano de saúde, fui melhor atendido na Santa Casa do que no hospital particular. Não tem como fazer a comparação da excelência do atendimento do Hospital Estadual Santa Casa, com nenhum hospital da rede particular. Agradeço a Deus por ter sido tratado na Santa Casa”, completou o aposentado.

Roberto ainda fez questão de agradecer a toda a equipe médica da Santa Casa pelo empenho no tratamento e, principalmente, pelo cuidado em não deixar a família dele sem notícias durante todo o período da internação.

“Agradeço aos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipe de serviços gerais, maqueiros, equipe de nutrição, equipe de Radiologia, serviço social, que manteve a minha família informada enviando notícias por e-mail diariamente, e também à equipe da psicologia”, concluiu.

Hospital Estadual Santa Casa

A unidade foi totalmente reformada após a requisição administrativa feita pelo Governo do Estado, em 2019. Durante este período de pandemia, o governo ampliou e adequou o local para o tratamento dos pacientes da Covid-19. Toda a estruturação foi realizada em menos de um mês e, em março, a unidade já contava com 147 leitos, sendo 110 de enfermaria e 30 de UTI, exclusivos para os casos de coronavírus.

Atualmente, o Hospital Estadual Santa Casa conta com 50 leitos de UTI exclusivos covid-19, sendo 10 para Terapia Intensiva pediátrica.

Fonte: GOV MT

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Saúde

Cirurgia bariátrica é procedimento pouco acessível, diz associação

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No ano passado, foram feitas no Brasil 68.530 cirurgias bariátricas, 7% a mais do que no ano anterior, que registrou 63.969 procedimentos desse tipo. Os dados foram divulgados hoje (27) pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que destacou a importância de ampliar o acesso a tais operações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e à cirurgia metabólica pelos planos de saúde.

Na saúde pública, houve 12.568 cirurgias bariátricas em 2019 – um crescimento de 10,2%, se comparado a 2018. Na saúde suplementar, por meio de planos de saúde, foram realizadas 52.699 cirurgias bariátricas, com aumento de 6,4% em relação a 2018. Já entre as cirurgias particulares, pagas integralmente pelos pacientes, foram feitos 3.263 procedimentos no país.

Até agora, os dados de 2020 foram divulgados apenas pela saúde pública. Entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas 2.859 cirurgias. Em 2019, no mesmo período, já tinham sido feitas 5.382 operações desse tipo pelo SUS. Segundo a SBCBM, a queda se deve à suspensão das cirurgias eletivas com o início da pandemia de covid-19.

O total de cirurgias feitas em 2019 atendeu a 0,5% da população de portadores de obesidade grave, que atinge cerca de 13,6 milhões de pessoas no país, informou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. “O único tratamento comprovadamente eficaz a longo prazo para a obesidade e doenças associadas a ela como, por exemplo, o diabetes e a hipertensão, é praticamente inacessível para pessoas que dependem do sistema público e dos planos de saúde”, avaliou o presidente da Sociedade, Marcos Leão Vilas Boas.

Segundo a entidade, os estados do Amazonas, de Roraima, do Amapá, de Rondônia e do Piauí não contam com serviços de cirurgia bariátrica habilitados no SUS. Atualmente, o SUS oferece 85 serviços de assistência de alta complexidade à atenção ao indivíduo com obesidade em 22 das 27 unidades federativas.

Cirurgia metabólica

A entidade defende a inclusão da cirurgia metabólica – indicada para portadores de diabetes que não conseguem o controle da doença com medicamentos – no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O procedimento, que já foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), atualmente está em consulta pública na ANS para obter a cobertura pelos planos de saúde.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica informou que, nos últimos anos, conduziu estudos de custo e efetividade e também estudos clínicos randomizados que comprovam a remissão do diabetes em pacientes que passam pela cirurgia metabólica. A entidade propõe que, a cirurgia, hoje oferecida aos pacientes com obesidade, seja coberta também para pacientes com diabetes tipo 2.

“Nós temos a cirurgia para o diabetes plenamente regulamentada por uma série de resoluções, mas essa tecnologia não está plenamente acessível no SUS e aos usuários dos planos de saúde. A cirurgia demonstra, tanto no Brasil quanto fora, que é extremamente custo-eficaz. O impacto orçamentário é adequado e capaz de ser absorvido pelo sistema de saúde. O setor seria impacto por apenas dez centavos por mês e por usuário”, afirmou Vilas Boas.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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