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Após resultados de auditoria, Estado tem 120 dias para estruturar políticas para mulheres

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Presidente Sérgio Ricardo com a cartilha técnico-orientativa para apoiar gestores na implementação da lei que trata do enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher | Foto: Thiago Bergamasco

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) deu 120 dias para que o Governo do Estado implemente uma estrutura integrada de monitoramento e avaliação do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres. A medida foi aprovada nesta terça-feira (25), Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, quando o Plenário julgou auditoria operacional que identificou falhas estruturais, de planejamento e de gestão na proteção das vítimas.

Anunciada em 2024 pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, a fiscalização considera os índices de feminicídios no estado, líder no ranking nacional com 2,5 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres. Mesmo diante desse quadro, foi constatado, por exemplo, que 92 % dos Planos Plurianuais (PPAs) dos municípios não reservam recursos para enfrentar o problema. “Essas são informações importantíssimas que nos permitem orientar para políticas públicas futuras urgentes”, disse o presidente.

Durante a sessão, Sérgio Ricardo também chamou a atenção para a gravidade dos registros. “Se olharmos a mídia de ontem, tem assassinato de mulheres. Na de anteontem também e na de amanhã teremos também, infelizmente. Não tem como justificar. Os motivos alegados são absurdos e aí vemos que o Estado falta. É preciso instituir grupos de trabalho para discutir isso, porque ninguém fala nada sobre o assunto e os números vão chegando aonde chegam”, pontuou.

Sob relatoria do conselheiro Waldir Teis, a auditoria revela ainda que 90% dos 142 municípios do estado não possuem Secretaria da Mulher ou unidade similar, que 82% dos municípios não possuem Fundo Municipal da Mulher e que apenas três elaboraram o plano de metas previsto pela Lei 14.899 de 2024.  Além disso, 52% não contam com Conselho Municipal, o que reduz a capacidade de participação social e controle das políticas públicas.

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“Apesar de novos marcos legais e campanhas de conscientização, as mulheres mato-grossenses continuam expostas a altos níveis de violência, sendo que essa persistência indica lacunas na abordagem metodológica do problema no planejamento público municipal e estadual. Assim, mais que discutir a destinação de verbas, é preciso enfrentar a raiz do problema com estratégias intersetoriais bem definidas”, ressaltou Teis em seu voto.

Outro problema grave é que 85% não têm um protocolo de atendimento às vítimas e 75% apontam falhas na integração de serviços da rede de atendimento.  Segundo o levantamento, o acesso ao atendimento psicológico continuado também é limitado. Em alguns municípios, o primeiro atendimento pode demorar até 60 dias e o acompanhamento subsequente ocorre, em média, a cada 40 dias. O Tribunal considera que a baixa capacidade de atendimento compromete a interrupção do ciclo de violência.

“Grande parte dos recursos anunciados pelo governo está alocada em programas de apoio administrativo, compostos por ações do tipo atividade, iniciativas meramente operacionais e continuadas, as quais mantêm a estrutura existente, mas não promovem mudanças significativas no cenário de violência, e a ausência de iniciativas finalísticas efetivas tem sido criticada por diversos segmentos públicos e privados”, ressaltou o conselheiro-relator.

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Recomendações e determinações

 Além da criação da estrutura integrada de monitoramento, o voto do relator Waldir Teis estabelece uma série de medidas para fortalecer a política pública de proteção às mulheres. O Governo do Estado deverá instituir um mecanismo formal de revisão periódica do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres, com atualização obrigatória a cada dois anos, e criar uma unidade estadual dedicada exclusivamente à articulação da rede e ao acompanhamento das ações previstas no plano.

Em consonância com o Ministério Público de Contas (MPC), Teis estabeleceu prazo de 90 dias para que os municípios apresentem um plano de ação para corrigir as falhas identificadas. Já o Tribunal de Justiça (TJMT) foi orientado a ampliar os Grupos Reflexivos para Homens, com avaliação sistemática dos resultados, enquanto o Ministério Público (MPMT) deverá ampliar a cobertura das equipes multidisciplinares nas unidades de atendimento inicial.

A auditoria foi conduzida pela 2ª Secretaria de Controle Externo (Secex), sob liderança da auditora pública Simony Jin, com apoio da Comissão Permanente de Segurança Pública, presidida por Teis.  O trabalho incluiu visitas in loco a 12 municípios e a coleta de dados em 141 prefeituras, sendo que 88 delas responderam ao questionário eletrônico. Como resultado, foi elaborada também uma cartilha técnico-orientativa para apoiar gestores na implementação da Lei 14.899, que trata do enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

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TCE-MT capacita servidores para fiscalização de custos de obras públicas

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Capacitação interna em Engenharia de Custos com ênfase no Sinapi. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu, nesta sexta-feira (28), a capacitação interna em Engenharia de Custos com ênfase no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Voltado a auditores, servidores e técnicos da Secretaria de Controle Externo (Secex) de Obras e Infraestrutura, o treinamento contou com a participação da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI), que busca aprimorar os sistemas internos do Tribunal a partir do conteúdo ministrado.

Considerado a principal referência nacional de custos para obras e serviços de engenharia, conforme determina o Decreto nº 7.983/2013, o Sinapi é desenvolvido pela Caixa Econômica Federal em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O treinamento foi ministrado pelos engenheiros Alfredo Alcantara Junior e Daniel Bernardes da Silva, profissionais que participaram diretamente da elaboração e atualização das tabelas e composições do sistema.

Segundo o secretário de Controle Externo da Secex de Obras e Infraestrutura, Emerson Augusto de Campos, o curso amplia a capacidade técnica das equipes responsáveis por analisar orçamentos e fiscalizações em todo o estado. “O Sinapi, instituído pela nova Lei de Licitações como fonte de precificação primária das obras públicas, precisa ser compreendido em sua totalidade por quem fiscaliza. Essa capacitação, conduzida pela equipe que ajudou a construir o sistema, permite que nossos servidores conheçam a engenharia de custos por trás das composições e os parâmetros de quantificação dos serviços”, afirmou.

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Emerson destacou ainda que a Corte de Contas pretende atuar não apenas na verificação de inconformidades, mas também como difusor de boas práticas. “Queremos que o TCE-MT seja um ponto de apoio para replicar metodologias atualizadas de precificação e contribuir para melhorias na orçamentação das obras públicas”, completou.

Para a auditora pública externa Mara Andrade Pinheiro, a atualização é essencial para o trabalho diário das equipes. “A tabela Sinapi é uma das principais referências utilizadas pela Secex Obras. A atualização das composições nos permite entender de forma mais precisa como a Caixa realiza esses cálculos e quais elementos formam os custos das obras. Isso fortalece nossas análises e padroniza parâmetros para orientar os gestores municipais”, explicou. 

Já para o auditor público externo Jorge Vanzelote Barquette, a atualização constante do sistema demanda capacitação permanente. “O treinamento traz conhecimento sobre as mudanças do Sinapi, fundamentais para as análises que realizamos. Isso torna as fiscalizações mais efetivas e contribui para resultados melhores para a sociedade”, afirmou.

A participação da SETI teve foco no avanço tecnológico e integração de sistemas do TCE-MT. O analista de dados Fábio Cardoso Higa, responsável pelo sistema Geo Obras, explicou que a integração entre bases de dados deve elevar o nível das auditorias. “Nosso objetivo é encontrar uma forma de integrar o Sinapi ao Geo Obras e aplicar inteligência artificial para ampliar e acelerar as análises. Isso permitirá identificar, de maneira mais precisa, divergências entre o que está no sistema e o que é informado pelos fiscalizados”, disse.

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Segundo o analista de dados, essa evolução será incorporada ao Platão, que concentra as ferramentas de IA do TCE-MT.  “O que vamos desenvolver é uma ramificação do Platão voltada especificamente à análise de custos de obras”, afirmou.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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