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Após reajuste, indústria pede revisão em teto de preço de remédios

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Desde 1º de abril o preço dos medicamentos tiveram um reajuste de 10,89%
Fernanda Capelli

Desde 1º de abril o preço dos medicamentos tiveram um reajuste de 10,89%

Desde 1º de abril o preço dos medicamentos tiveram um reajuste de 10,89%, conforme autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define o preço máximo ao consumidor em cada estado. No entanto, menos de um mês depois, representantes da indústria farmacêutica defendem mudança no teto de preço dos medicamentos para, segundo eles, evitar desabastecimento, como tem ocorrido com a dipirona injetável, utilizada em hospitais.

Conforme o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), “inúmeros medicamentos tradicionais e confiáveis, de uso disseminado em clínicas e hospitais no país, têm seu preço de venda autorizado pelo governo em valores inferiores aos custos de produção”.

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O sindicato avalia que a causa da escassez do analgésico está ligada à disparada dos custos de produção, que chegaram a um patamar capaz de desestimular a indústria, além do peso do câmbio sobre o insumo importado.

Eles defendem uma revisão na política de preços, hoje regulados pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), que impõe teto ao valor dos produtos.

“O fato é que o controle de preços vigente do país impede o ajuste de preços necessário à continuidade da produção de produtos essenciais por parte de muitas indústrias farmacêuticas, sob pena de comprometer o equilíbrio financeiro dessas empresas e sua sobrevivência como geradoras de empregos, pagadoras de tributos (aliás, os mais altos do mundo) e promotoras de bem-estar”, informou em nota.

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Diferentemente do que tem acontecido em hospitais, a dipirona vendida para o consumidor final nas farmácias em outros formatos como os comprimidos não registrou problema de produção, segundo o Sindusfarma.

De acordo Nelson Mussolini, presidente da entidade, essa categoria de medicamento, isento de prescrição médica, é livre do controle de preços, ou seja, a própria indústria é quem define o valor cobrado.

O valor do novo teto de preços, no entanto, não foi informado pelo Sindusfarma, que reafirmou a necessidade de modernizar o modelo de regulação de preços de medicamentos no Brasil.

Inflação acumulada

No acumulado de 2021 e 2020, os medicamentos subiram, em média, 3,75%, enquanto a inflação geral no Brasil saltou para 15,03%, gerando uma diferença para menos de 11 pontos percentuais. No mesmo biênio, os alimentos subiram 23,15%, e os transportes, 22,28%, de acordo com o IBGE. Ou seja, quase seis vezes mais do que os medicamentos.

Em 2021, os medicamentos subiram 6,17% ante a inflação geral de 10,06%, de acordo com o IPCA, medido pelo IBGE. Em 2020, a inflação dos medicamentos foi negativa (-2,28%), ante a carestia geral de 4,52%.

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Aneel mantém bandeira tarifária verde para julho

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Hoje, há 212 localidades isoladas do SIN, com consumo energético abaixo de 1%
Agência Brasil

Hoje, há 212 localidades isoladas do SIN, com consumo energético abaixo de 1%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu acionar a bandeira verde no mês de junho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). De acordo com a agência, dessa forma, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês.

É o segundo anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica , que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Em maio, a agência já havia acionado a bandeira verde . Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre um acréscimos, que variam de R$ 1,874 por 100 quilowatt-hora (kWh) consumido a 9,492 por 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima.

Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

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