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Após chuvas, Paes recomenda deslocamento só em caso essencial

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Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro
Renan Olaz/ CMRJ

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro

A chegada do outono trouxe chuva para o Rio de Janeiro neste domingo, dia 20, motivada por um deslocamento de uma frente fria sobre a região sudeste. Às 15h30 a cidade entrou em “estágio de mobilização” pelo Alerta Rio, devido a previsão de chuva moderada a forte, em pontos isolados, entre a tarde de domingo (20) e madrugada de segunda-feira, dia 21. Os primeiros registros da mudança climática se derma na Zona Oeste e, mais tarde, espalharam por outras partes da capital fluminense.

“Muita chuva em Bangu e parte da Zona Norte, especialmente Anchieta. Hoje é dia de se deslocar só o essencial. Há mais chuva prevista hoje. Fiquem ligados no Centro de Operações do Rio”, escreveu Eduardo Paes, prefeito da cidade, no Twitter.

O “estágio de mobilização” é o segundo nível em uma escala de cinco feito pelo Centro de Operações do Rio e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. 

Próximos dias

Para a primeira semana do outono, o tempo fica instável no Rio, com céu encoberto, e as temperaturas na cidade não devem passar dos 32 ºC, ainda segundo o Alerta Rio. Na segunda-feira, 21, pode chover fraco ou moderadamente em pontos isolados. A mínima fica na casa dos 20 ºC, e máxima é de 26 ºC. Na terça-feira, a chuva fica mais fraca, e a temperatura fica entre 19 ºC e 28 ºC. Não há previsão de chuva para quarta e quinta-feira. 

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Delegado da Polícia Federal pede apreensão do celular de Aras e Guedes

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Procurador-geral da República, Augusto Aras

Responsável por inquéritos sensíveis ao governo de Jair Bolsonaro, o delegado de  Polícia Federal Bruno Calandrini solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas medidas que geraram mal-estar em integrantes da corporação. 

A primeira foi um pedido de busca e apreensão do telefone celular do procurador-geral da República Augusto Aras e do ministro da Economia Paulo Guedes, já negado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que não viu elementos para justicar tais ações. 

A segunda foram diligências contra a própria cúpula da PF, que está sob análise da ministra Carmen Lúcia.

O pedido de diligências contra a cúpula da PF foi revelado no sábado pelo portal “Metrópoles” e seria motivado por suspeitas de interferência de diretores da PF na investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Os alvos dessas diligências e o teor estão mantidos sob sigilo.

O caso deflagrou uma crise interna na atual gestão do diretor-geral Marcio Nunes de Oliveira. A avaliação entre integrantes do órgão é que foi uma tentativa do delegado Bruno Calandrini para se blindar da sindicância aberta após ele acusar que houve interferência na investigação do ex-ministro Milton Ribeiro.

Calandrini foi notificado para prestar depoimento sobre o caso, mas até agora não compareceu. Segundo interlocutores, há um receio do delegado que a sindicância seja usada para puni-lo pela atuação no caso.

O delegado Calandrini chegou a escrever, em mensagem a seus colegas, que houve interferência para impedir a transferência do ex-ministro para Brasília após sua prisão. Mas a direção da PF argumentou que não houve tempo nem disponibilidade de aeronave para realizar o deslocamento.

No pedido de busca e apreensão contra Aras e Guedes, Calandrini também havia pedido medidas contra o advogado do ministro, Ticiano Figueiredo.

O requerimento tinha como base a divulgação de um diálogo entre Aras e Ticiano no qual o advogado pedia que o procurador-geral intercedesse para suspender um depoimento de Guedes à PF em uma investigação sobre desvios no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Guedes havia sido citado em um depoimento. Barroso, entretanto, considerou que não havia elementos para autorizar a medida e arquivou o pedido.

Os pedidos provocaram descontentamento na PF. Os delegados que integram a atual gestão avaliam que havia poucos elementos para justificar as medidas. Calandrini não consultou seus superiores ao apresentar os pedidos e os protocolou diretamente no STF.

Procurada, a PF não comentou. A assessoria de Aras afirmou que não iria se manifestar porque o caso já havia sido arquivado.

O advogado Ticiano Figueiredo, que defende o ministro Paulo Guedes, afirmou em nota: “Se isso for verdade mesmo, esse é um ato que se revela autoritário, odioso e destoa do trabalho relevante dos delegados da Polícia Federal. Causa perplexidade, já que exercer, de forma plena, o direito de defesa dos clientes, é um dos pilares do Estado Democrático de Direito e não pode, jamais, ser criminalizado por quem quer que seja”.

Também procurado, Calandrini não respondeu aos contatos da reportagem.

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Fonte: IG Nacional

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