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Após Bolsonaro exaltar voto impresso, Barroso rebate: “Impossível defender”

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Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE
Nelson Jr./SCO/STF

Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE

Pouco mais de uma hora após o  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) exaltar a vitória de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na presidência do Senado por votação em cédula de papel, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, rebateu, defendendo a manutenção do uso da urna eletrônica.

Barroso disse que, na época em que o Brasil realizava eleições por voto em papel, as fraudes se espalhavam por todo o país, e classificou um eventual retorno à modalidade como um “retrocesso”.

“É impossível, com todo o respeito devido e merecido às compreensões diferentes, defender a volta ao voto em cédula”, disse. “Nosso sistema vem dando certo desde 1996 e pode ser fiscalizado e auditado antes, durante e depois das eleições.”

O presidente do TSE ainda citou uma pesquisa do Instituto Marielle Franco sobre a violência contra candidatas mulheres nas eleições do ano passado e ressaltou que a corte está atuando para ampliar a participação feminina na política. Segundo o levantamento,  78% das candidatas negras relataram ter sofrido ataques virtuais no período eleitoral.

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‘Queiroga com certeza será reconvocado à CPI’, diz Omar Aziz

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 'Queiroga com certeza será reconvocado à CPI', diz Omar Aziz
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‘Queiroga com certeza será reconvocado à CPI’, diz Omar Aziz

O senador e presidente da CPI da Covid , Omar Aziz (PSD-AM), se posicionou sobre o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, como a “grande decepção” da comissão até o momento. Em relação as falas pouco objetivas, Aziz reiterou que Queiroga “com certeza” será reconvocado. As falas foram reproduzidas em uma entrevista no YouTube para o canal do historiador Marco Antônio Villa.

O motivo que levou o presidente da comissão em buscar uma nova audiência para ouvir Queiroga é a constante contradição entre as diretrizes do Ministério da Saúde e as políticas públicas do governo Bolsonaro .

Queiroga declarou inúmeras vezes que não se pronunciaria em seu depoimento pois não havia um protocolo de tratamento para a covid-19 elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Renan Calheiros declarou no último sábado (08) que a estratégia adotada pelo cardiologista comandante do Ministério da Saúde de não responder objetivamente as perguntas é uma outra maneira de “não falar a verdade”.

Aziz ratificou o posicionamento de Calheiros ao declarar que “a gente perguntava se ele era a favor da cloroquina – e ele não citava a palavra cloroquina, falava em ‘fármacos’ -, ele jogava para a Conitec”.


O presidente da CPI argumentou que o posicionamento de Queiroga visa “não magoar o chefe” e que as contradições existentes dão base para que o ministro seja reconcado”.

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