POLÍTICA NACIONAL

Após ameaça de Maia, ACM Neto age para impedir apoio formal do DEM a Arthur Lira

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ACM Neto, prefeito de Salvador
VALTER PONTES

ACM Neto, prefeito de Salvador

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, agiu para cancelar um evento que ocorreria na manhã desta segunda-feira para formalizar o apoio da legenda ao nome de Arthur Lira (PP-AL) na disputa pelo comando da Câmara . Apesar do anúncio de neutralidade na noite deste domingo, Lira chegou a anunciar a realização do ato por meio de sua assessoria. De acordo com integrantes da sigla, 21 dos 29 deputados democratas apoiam o candidato do PP, que tem como principal adversário o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) .

Ao Globo, ACM Neto admitiu que atuou diretamente para impedir o anúncio formal de apoio do DEM ao nome de Lira : “não existe isso (apoio oficial do DEM a Lira). Deputados que já o apoiavam quiseram fazer um ato hoje pela manhã no Salão Verde ao lado dele. Houve essa provocação. Quando soube, entrei no circuito para que isso não acontecesse”.

Segundo fontes, a intenção de ACM Neto é evitar um desgaste desnecessário com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), principal articulador da candidatura de Baleia. A avaliação, no entanto, é que a tensão entre os dois ainda é grande. Após o desembarque do DEM, ainda no domingo à noite, Maia disse ao presidente da sigla que deve deixar o partido.

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A aliados, o presidente da Câmara disse que se sentiu traído por ACM , já que esperava que os apoiadores de Lira fossem retaliados pelo partido. Em declaração ao GLOBO na semana passada, quando o partido ainda compunha o bloco de Baleia, ACM Neto disse que não haveria punição aos apoiadores de Lira e afirmou que iria “respeitar as diferenças”.

Maia também voltou a ventilar nas últimas horas a possibilidade de aceitar um dos  pedidos de impeachment protocolados contra o presidente Jair Bolsonaro no seu último dia no cargo.

Na madrugada desta segunda-feira (1°), a assessoria de Lira encaminhou a agenda do candidato na qual constava “anúncio de apoio do DEM à candidatura de Arthur Lira”, às 9h30. Pouco antes do horário previsto, o evento foi cancelado.

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POLÍTICA NACIONAL

Senado: partidos indicam membros para CPI da Covid-19

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Os blocos partidários do Senado definiram os nomes dos indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19. A CPI, destinada a apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia, terá 11 membros titulares. A CPI também vai apurar como os estados administraram as verbas federais repassadas para enfrentar a covid-19.

Os membros titulares da comissão são: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Girão (Pode-CE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC).

Os suplentes serão Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Pode-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Zequinha Marinho (PSC-PA). Os nomes foram apurados pela reportagem da EBC junto às assessorias dos senadores e partidos.

Agora, cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidir se as reuniões do colegiado serão presenciais, semipresenciais ou remotas. Ele, no entanto, já indicou que os encontros, a princípio, ocorrerão nas dependências da Casa.

“Uma CPI impõe atos como interrogatórios, inquirição de testemunhas incomunicáveis, reunião e exame de documentos sigilosos, perícias. Tudo isso recomenda que, por ser um trabalho investigativo, seja feito presencialmente”, disse. Pacheco frisou, porém, que a própria comissão terá a liberdade de decidir o formato do seu trabalho, e inclusive de conduzir atividades não presenciais.

Os membros da comissão deverão eleger seu presidente e o vice. A relatoria será definida em seguida. A CPI terá poderes de investigação equivalentes aos de autoridades judiciais. Primeiramente, o colegiado deverá aprovar um plano de trabalho, proposto pelo relator. Trata-se das ações da comissão para cumprir o seu objetivo. Entre elas, podem estar a requisição de informações oficiais, a solicitação de auditorias e perícias, a intimação e oitiva de testemunhas, a convocação de ministros de Estado e a realização de diligências variadas.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

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